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Antônio Sérgio

(Ensaísta português)
3-9-1883, Damão, Índia
12-2-1969, Lisboa


Filho do almirante Sérgio de Sousa, viveu a infância na Índia e na África, seguindo a carreira da Marinha, que abandonou com a proclamação da República. Colaborou nas revistas A Águia (1910), Vida Portuguesa (1912), órgão da Renascença Portuguesa, e Atlântida. Em 1918, participou na fundação da revista Pela Grei. Em 1923 passaria a integrar a direção da Seara Nova. Pertenceu ao grupo da Biblioteca Nacional que lançou a revista Lusitânia (1924). Ministro da Instrução em 1923, fundou o Instituto Português de Oncologia. Após 28 de maio de 1926, depois de um período de exílio, regressou a Portugal e dedicou-se ao ensino e à direção e elaboração da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Promoveu a propaganda do cooperativismo associativo como uma forma de educação democrática e realização do ideal socialista. Ensaísta incisivo, fez crítica social e literária, foi pedagogo e historiador, político e filósofo, situando-se como um dos principais pensadores portugueses, examinando muitas idéias correntes no pensamento português e insistindo na necessidade de uma reforma de mentalidade e de educação, condição para o progresso da sociedade portuguesa. Na prática, participou ativamente em todos os movimentos políticos de oposição ao Estado Novo até a sua morte, tomando posição na defesa do socialismo não-totalitário; por isso, foi considerado um dos mentores mais significativos do pensamento socialista português. Obras principais: Bosquejo da História de Portugal (1923), O Desejado (1924), História de Portugal (1926), Cartesianismo Ideal e Cartesianismo Real (1937), Introdução Actual ao Problema Cooperativista (1937), Antero de Quental e António Vieira (1948), Cartas do Terceiro Homem (1953-1957, três volumes), Antologia Sociológica (1956), Ensaios (1971-1974, oito volumes) e Democracia (1974).

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