Maria O就eill
(Escritora esp甏ita)
?-1932
Maria O就eill, escritora, iniciou-se na teosofia, tendo-se interessado posteriormente pelo espiritismo, ao qual dedicou at� ao fim dos seus dias uma grande parte da sua exist瘽cia. Tomou parte no I Congresso Esp甏ita Portugu瘰 e deu � FEP a mais dedicada colabora誽o. Fez parte do corpo redactorial da Revista de Espiritismo, em que sempre colaborou.
Pessoa 冠berta a todas as ansiedades e inquieta踥es do pensamento, a sua vida foi um apostolado de ideias generosas e belas�. A sua obra liter嫫ia, bastante vasta, inclu燰 uma colec誽o de contos infantis, considerados dos melhores em l璯gua portuguesa, � 廧oca, e que foram traduzidos para v嫫ios idiomas. Estreou-se literariamente com um livro de poesia, 俏imbos�, prefaciado por Bulh緌 Pato, a que se �seguiram outros trabalhos, alguns de not嫛el valor, como 隹 Luta de Sentimentos�, 侵lus緌 Desfeita�, 俗m Drama de Ci�me�, 隹mar � sofrer�, 俗m noivado feliz�, 俟almos de Amor�, 侮ida Real�, 隹lmas Femininas�, 隹 V燢ora�, 亭olhas Soltas�, 保 Colar de Vera�, 保 Amor tudo consegue�, entre outros.
�N緌 foi menos fecunda a sua actividade filantr鏕ica, embora fosse mais obscura, porque a sua grandeza moral a levava a ser discreta, a fazer o bem sem alardes de generosidade, repartindo pelos necessitados as suas economias e o rendimento dos seus trabalhos liter嫫ios, com uma simplicidade maternal.
�Companheira e mestra, dedicada como poucos � Federa誽o Esp甏ita Portuguesa, exemplificou, de forma superior, o ideal que a tornou notada pelo desassombro e pureza como o soube servir... Senhora de vasta cultura, membro da Academia de Letras, foi sempre consi-derada um esp甏ito brilhante e de superior car塶ter... Dentro da FEP era um elemento coordenador e harmonizante entre aqueles que por vezes se encontravam discordantes, levando-os, assim, a ponderar nas suas atitudes, por vezes julgadas insol�veis.�
Maria O就eill corria o pa疄 de l廥 a l廥, surpreendendo todos quantos a ouviam com o seu verbo f塶il, a sua lucidez e racioc璯io l璥pido. Aut瘽tica mulher de armas desdobrava-se em confer瘽cias e mais confer瘽cias, tendo dado especial apoio aos esp甏itas algarvios e alentejanos que a convidavam ami�de para conferenciar. Pudemos encontrar v嫫ias refer瘽cias elogiosas a Maria O�Neill no �Com廨cio do Porto� (17-11-1929), �Gazeta de Coimbra� (28-11-1929), �O Primeiro de Janeiro� (28-11-1929), entre muitos outros jornais ilustres da 廧oca.
Em 1930 parte para o Brasil onde realiza uma s廨ie de confer瘽cias sobre assuntos liter嫫ios e esp甏itas. O sucesso � grande por terras de Santa Cruz. Regressa a Lisboa e parte novamente para o Brasil, desta feita em Fevereiro de 1932, onde a esperavam muitas confer瘽cias versando espiritismo. O seu estado de sa�de era bastante grave quando desembarcou na Bahia, tendo resolvido regressar a Lisboa de urg瘽cia.
Desencarnou em pleno alto mar dois dias depois de ter encetado a viagem de regresso, isto �, a 23 de Mar蔞 de 1932. O seu corpo foi lan蓷do ao mar, como preferiam os m疄ticos hindus, com quem Maria O�Neill tinha profundas afinidades, como disc甑ula de Annie Besant e de Blawatsky, enquanto o seu esp甏ito imortal demandou outras paragens da espiritualidade em busca de novos horizontes.
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