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Alberto Faria

(jornalista, professor, crítico, folclorista e historiador)
1865-1925


Alberto Faria, jornalista, professor, crítico, folclorista e historiador, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 19 de outubro de 1869, e faleceu em Paquetá, cidade do Rio de Janeiro, em 8 de setembro de 1925. Eleito em 10 de outubro de 1918 para a Cadeira n. 18, na sucessão do Barão Homem de Melo, foi recebido em 6 de agosto de 1919 pelo acadêmico Mário de Alencar.

Era filho do comerciante português José Lopes Faria e de D. Leocádia Lopes Faria. Fez o primário e o secundário no interior do Estado de São Paulo. Aos 12 anos, redigiu o jornalzinho O Arauto e, aos 14, fundou, na cidade de São Carlos (SP), A Alvorada. Realizou seus estudos no interior de São Paulo. Em 1889, fixou-se em Campinas (SP), onde exerceu o jornalismo. Fundou O Dia, em 1894, e escreveu para o Correio de Campinas, tornando-se seu diretor entre 1895 e 1896. Em 1897, lançou a Cidade de Campinas, por ele dirigida até 1904. Obteve grande êxito a seção "Ferros velhos", sob o pseudônimo de Adelino. Em 1901, prestou concurso para a cadeira de Literatura, no Ginásio de Campinas, concorrendo com Coelho Neto e Batista Pereira, e logrou o primeiro lugar. Além de professor de literatura e jornalista, destacou-se como crítico e historiador de cunho erudito (scholarship), ao lançar mão dos processos de investigação e análise aplicados à literatura, para a decifração de problemas intrincados de autoria ou datação de obras. Polemista, manteve nos diversos jornais em que colaborou debates e discussões com escritores da época, tratando de temas de alto interesse para a cultura histórico-literária.

Orientou seus estudos para a crítica externa e interna das obras e da história literária. Foi um dos primeiros críticos brasileiros a se preocupar com o estabelecimento dos textos ou da autoria, a descoberta de influências, datas e fontes, e com a análise de formas e temas. Os seus estudos sobre o problema da autoria das Cartas Chilenas destacam-se entre os que mais luzes trouxeram à questão. Pseudônimos: Adélio, Adelino e Marcos Tuim.

Obras: Cartas chilenas, crítica (1913); Aérides, crítica e folclore (1918); Acendalhas. Literatura e folclore (1920); Discurso de recepção, em Discursos acadêmicos, vol. IV; numerosos trabalhos na Revista da ABL; Almanaque Garnier, Revista do Brasil, Revista de Língua Portuguesa, Revista do Arquivo Mineiro.

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