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Álvaro Moreyra

(Poeta, cronista e jornalista)
1888-1964


Álvaro Moreyra (A. Maria da Soledade Pinto da Fonseca Velhinho Rodrigues M. da Silva), poeta, cronista e jornalista, nasceu em Porto Alegre, RS, em 23 de novembro de 1888, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de setembro de 1964. Eleito em 13 de agosto de 1959 para Cadeira n. 21, na sucessão de Olegário Mariano, foi recebido em 23 de novembro de 1959, pelo acadêmico Múcio Leão.

Era filho de João Moreira da Silva, autor teatral, cronista e poeta, e de Maria Rita da Fonseca. Comprimiu voluntariamente o longo nome de família para Álvaro Moreyra, com y (para que esta letra "representasse as supressões"). Veio para o Rio de Janeiro em 1910, onde concluiu o curso de Direito. Tornou-se amigo de Felipe d’ Oliveira e Araújo Jorge. Entre 1912 e 1914 esteve em Paris e viajou também à Itália, à Bélgica e à Inglaterra. De volta ao Brasil, encetou a carreira jornalística no Rio, tendo sido redator das seguintes publicações: Fon-Fon, Bahia Ilustrada, A Hora, Boa Nova, Ilustração Brasileira, Dom Casmurro, Diretrizes e Para Todos.

Admirador da arte cênica, fundou no Rio, em 1927, o "Teatro de Brinquedo", o primeiro movimento racionalmente estruturado no país para a renovação do teatro. Em 1937, apresentou à Comissão de Teatro, do Ministério da Educação e Cultura, um plano de organização de uma "Companhia Dramática Brasileira", que foi aceito. Com ela, Álvaro Moreyra excursionou aos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, e fez temporada de três meses no Teatro Regina, do Rio.

Dedicando-se à crônica, a partir de 1942, teve destacada atuação no rádio brasileiro, pois além de escrever também interpretava ao microfone sua produção. Esteve na Rádio Cruzeiro do Sul, entre 1942 e 1945, passando, a seguir, a trabalhar na Rádio Globo, onde celebrizou-se por sua participação no programa "Conversa em Família". Depois passou a apresentar o "Bom-dia Amigos", uma crônica diária de cinco minutos, que ele transformou num recado de bom-humor, alegria, conselho, poesia e, sobretudo, de humanismo.

Em 1958, recebeu o prêmio do melhor disco de poesia com os "Pregões do Rio de Janeiro". Era membro da Fundação Graça Aranha, da Sociedade Felipe d’Oliveira, da Academia Carioca de Letras e do Pen Clube do Brasil.

Obras: POESIA Degenerada (1909); Casa desmoronada (1909); Elegia da bruma (1910); Legenda da luz e da vida (1911); Lenda das rosas (1916); Circo (1929); Caixinha dos três segredos (1933). PROSA Um sorriso para tudo (1915); O outro lado da vida (1921); A cidade mulher (1923); Cocaína (1924); A boneca vestida de Arlequim (1927); O Brasil continua (1933); Tempo perdido (1936); Teatro espanhol na Renascença (1946); As amargas, não... (1954); O dia nos olhos (1955); Havia uma oliveira no jardim (1958). Entre seus discursos, o mais conhecido é o dedicado a Olavo Bilac, na sessão solene do Conselho Municipal de Porto Alegre, em 1916. Para o teatro, escreveu Adão e Eva e outros membros da família (1929).

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