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ANTONIO RAGO

(Músico)
1916-


Antonio Rago nasceu na Bela Vista, bairro de São Paulo, que é chamado carinhosamente de "Bixiga", em 02 de julho de 1916. Filho e neto de italianos, cababreses, teve, em menino, a educação própria dos italianos, todos "em baixo das asas da mãe". Desde bem pequeno, Rago apaixonou-se por um instrumento musical: o violão. Começou aprendendo a tocar com um sapateiro de seu bairro, mas depois foi ser aluno do professor Edgar de Mello, que o ensinava de graça, tal o talento que via no garoto. Seu primeiro contrato profissional foi com a Rádio Cultura de São Paulo, sempre acompanhando grandes cantores, como Silvio Caldas, Francisco Alves, Aracy de Almeida. Foi, porém, na Rádio Tupi e também na Rádio Difusora, que se transformou no titular do regional, que era das duas emissoras de rádio. Aí veio a televisão. E Rago, que estava na Rádio Nacional, passou para a TV Paulista, mais tarde TV Globo. Rago também compôs muitas músicas de sucesso, como: "Jamais te esquecerei", "Em tuas mãos", "A festa portuguesa", e muitos outros. Com seu violão, viajou por todo o país, de norte a sul, e até esteve em países estrangeiros. Casado há 53 anos com uma senhora húngara, de nome Julia, Rago tem três filhos, todos professores universitários. Tem netos e coloca a família em primeiro plano, mas seu violão é um grande amor. Por dedicação a ele escreveu um livro: "A longa caminhada de um violão". E nele conta mil estórias sobre cantores, amigos, viagens, sucessos. É nesse livro que fica-se sabendo que foi Rago que colocou o violão elétrico no conjunto musical, como é hoje muito usado. E Rago não para. Tem ainda um programa semanal na Rádio Cacique da cidade de Santos. E tem vários outros projetos, alguns em execução, outros em andamento, mas Rago não para. Alto, olhos claros, "moço", eternamente moço, Rago é "cativante", em seus 82 anos, tendo em seu currículo 434 músicas gravadas. É um vencedor, no sentido pleno. Ama o que faz e não para nunca. E quando dedilha seu violão, ele merece realmente o título que lhe deram de "O Mago do violão". Estar com ele é um prazer. Organizou no bairro do Bixiga, seu bairro, uma "Noite de Seresteiros", que ele comanda com muita alegria. Ele, Julia, os seresteiros, os amigos, esqueceram as dificuldades da grande cidade, e vivem felizes, como nos tempos da "São Paulo da garoa".

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