Hector Julio Páride Bernabó, o Carybé
(Artista plástico, desenhista e pintor )
1911 - 1997
Artista plástico, desenhista e pintor portenho nascido em Lanús, subúrbio de Buenos Aires, Argentina, radicado e famoso por sua devoção à Bahia. Viveu parte de sua infância na Itália, onde fez os primeiros estudos, e transferiu-se depois com a família para o Rio de Janeiro, RJ (1919), onde estudou na Escola Nacional de Belas-Artes. Após viajar durante anos pela América do Sul – Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru – produzindo e expondo, ganhou seu primeiro prêmio no Salão de Aquarelistas e Gravadores da Argentina (1943). Radicou-se em Salvador (1950) e passou a trabalhar pela renovação das artes plásticas na Bahia, ao lado de artistas como Jenner Augusto, Genaro de Carvalho e Mário Cravo. As manifestações culturais locais – como o candomblé e a capoeira – e o povo baiano passaram a marcar sua obra. Fez constantes viagens pelo interior do Brasil, conquistou o prêmio de melhor desenhista nacional na III Bienal de São Paulo (1955) e naturalizou-se brasileiro (1957). Desenhos, fotografias e mosaicos de sua autoria foram expostos em sala especial da VI Bienal (1961). Além de ilustrar obras de importantes escritores, como Jorge Amado, Rubem Braga e Gabriel Garcia Marquez, realizou também roteiros gráficos, direção artística, cenografia e figurinos para cinema e teatro. Como artista plástico, experimentou grande variação em suas técnicas de trabalho, passando por escultura, cerâmica, pintura a óleo e uso de resinas sintéticas. Sua obra, em exposições individuais ou coletivas, foi mostrada em vários países, tendo representado o Brasil na XXVIII Bienal de Veneza (1956). Ele assimilou o sincretismo afro-brasileiro e construiu uma das mais importantes obras que o expressa. Durante os quase 50 anos que viveu na Bahia, desenvolveu uma profunda relação com a cultura e os artistas do estado. Morreu de insuficiência respiratória e parada cardíaca em Salvador, famoso por seu trabalho com os motivos baianos com suas sugestões folclóricas.
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