Haroldo Eurico Browne de Campos
(Ensaísta, poeta e tradutor )
1929 - 2003
Ensaísta, poeta e tradutor de poesia e literatura brasileiro nascido em em São Paulo, SP, consagrado como vanguardista e um dos criadores do movimento de poesia concreta, o movimento concretista (1956), junto o irmão Augusto de Campos e Décio Pignatari, durante uma exposição no Museu de Arte Moderna de São Paulo, um movimento que rompia com as formas tradicionais e discursivas dos versos e valorizava os aspectos visuais e sonoros. Filho de Eurico de Campos e Elvira Prado Browne de Campos, completou os estudos secundários no Colégio de São Bento, na capital paulista. Formado em Ciências Jurídicas e Sociais e doutor em Letras (1952), completou seus estudos no exterior, como leitor junto à Cátedra de Filosofia na Universidade de Stuttgart, na Alemanha (1964) e professor visitante junto às Universidades do Texas (1971/1981) e Yale (1978), nos Estados Unidos. Encinou Semiótica e Literatura na pós-graduação da PUC de São Paulo, onde se tornou professor emérito (1990). Amigo do poeta mexicano Octavio Paz e do italiano Humberto Eco, tornou-se um dos ensaístas brasileiros mais respeitados na área da semiótica e da literatura. Recebeu diversos prêmios, incluindo cinco Jabuti, o principal de literatura no Brasil, como o Prêmio Jabuti de Personalidade Literária do Ano (1992) e o Prêmio Jabuti de Poesia (1999) por seu livro Crisantempo: no espaço curvo nasce um. No mesmo ano, recebeu, na cidade do México, o prêmio Octavio Paz, no valor de US$ 100 mil. Foi autor de mais de 30 livros, entre eles Auto do possesso (1950), Servidão de passagem (1962), Xadrez de estrelas (1976), Galáxias (1976), A educação dos cinco sentidos (1985), Finismundo: a última viagem (1990), Ideograma (1994), Gatimanhas e felinuras (1994), Os nomes e os navios, Homero, Ilíada II (1999) e A máquina do mundo repensada (2000) e textos teóricos e críticos como Metalinguagem (1967), A arte no horizonte do provável (1969), A operação do texto (1976), Deus e o diabo no Fausto de Goethe (1981). Também deixou marcas de sua vasta obra na música, no cinema e no teatro. Gravou ainda vários CDs de poesia, como O Paulista Adora Paulista, juntamente com Péricles Cavalcanti e participou, entre outros, do álbum Circuladô (1991), de Cateano Veloso. Leu trechos de Galáxias no filme Sermões (1989) do diretor Júlio Bressane, e assinou o roteiro de Glauberélio-Heliglauber (1997) de Ivan Cardoso, em que narrou um encontro imaginário entre Glauber Rocha e Hélio Oiticica. Nos palcos, ele recriou, junto com Gerald Thomas, o Fausto, de Goethe. A peça Triologia fáustica (1997) misturou referências de James Joyce, Oswald e Mário de Andrade com teatro de revista. Como tradutor, inventou o conceito de transcriação, uma espécie de tradução livre, pouco presa ao texto original. Traduziu assim autores como James Joyce, Goethe, Dante, Ezra Pound e Mallarmé. No terreno da tradução ou, como preferia o autor, da transcrição de poesia, foi notável o trabalho por ele desenvolvido junto com o irmão, muitas vezes com a ajuda de um terceiro escritor. Na produção desse tipo destacaram-se: Cantares de Ezra Pound (1960) e Mallarmé (1971), com Décio Pignatari; Poemas de Maiakovski (1967) e Poesia russa moderna (1985), com Boris Schnaiderman. Especial importância teve Revisão de Sousândrade (1964), livro no qual eles redescobriram o poeta romântico maranhense Joaquim de Sousa Andrade, o Sousândrade (1833-1902). Também foram bastante prestigiadas sua transcriaç%E
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