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Jules Mazarin [em italiano Giulio Raimondo Mazzarino], o Cardeal Mazarino
(Cardeal e primeiro-ministro )
1602 - 1661

Cardeal e primeiro-ministro durante a menoridade de Luís XIV da França nascido em Pescina, reino de Nápoles, conhecido por ter estabelecido a supremacia francesa na Europa com a Paz de Vestfália e consolidar o absolutismo real na França. Oriundo de modesta família siciliana, foi educado por jesuítas, em Roma. Estudou direito canônico na universidade espanhola de Alcalá de Henares, hoje pertencente à Universidade de Madri. De volta a Roma entrou para o serviço militar do Papa e depois para a diplomacia papal (1628). Assumiu as negociações de paz (1630) com o cardeal Richelieu, durante a guerra de sucessão de Mântua, e evitou que os exércitos francês e espanhol se enfrentassem em Casales de Montferrat. A Santa-Sé o nomeou vice-legado de Urbano VIII em Avignon. Foi, por algum tempo, núncio extraordinário em Paris, até que Richelieu o convocou para o serviço de Luís XIII. Gozando então de grande prestígio junto a Richelieu e Luís XIII, ganhou nacionalidade francesa (1639) e foi nomeado cardeal (1641), sem nunca ter sido ordenado padre. Foi nomeado sucessor de Richelieu após sua morte e, após a morte de Luís XIII (1643), primeiro-ministro pela regente Ana d'Áustria. Internamente submeteu os nobres à autoridade da monarquia, porém teve que sufocar várias revoltas quando aumentou os impostos para cobrir os gastos da guerra dos trinta anos. Com as brilhantes vitórias nessa guerra, assinou em condições vantajosas a paz de Vestfália (1648), o que converteu a França na primeira potência européia. A continuidade dos impostos favoreceu um novo e generalizado levante da nobreza e do povo pelo país, e ele teve que fugir (1651), mas Luís XIV conseguiu controlar a situação e restaurou seu ministério (1653). Formou a Liga do Reno contra a Áustria e, com a ajuda da Inglaterra, à qual entregou Dunquerque. Venceu a Espanha e lhe impôs (1659) o Tratado dos Pirineus que deu à França os departamentos de Artois, Cerdagne e Roussillone. Responsabilizou-se pela educação de Luís XIV, seu afilhado, e promoveu o casamento do herdeiro do trono com a infanta Maria Teresa, além de assinar a paz no norte da Europa mediante os tratados de Copenhague, Oliva e Kardis, e morreu riquíssimo dois anos depois, em Vincennes, França. Quando morreu, segundo seus biógrafos, teria concretizado grande parte dos objetivos propostos por Richelieu: a modernização do Estado e a transformação da França em primeira potência da Europa, a restauração do absolutismo, a subjugação da nobreza, além de concretizar o declínio dos Habsburgo que governavam a Espanha, a Áustria e os Países Baixos. Criou a imprensa real, a construiu um Jardim Botânico, fundou a Academia Francesa de Letras.




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