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Oswald de Andrade
(Escritor brasileiro)
11/1/1890, São Paulo (SP)
22/10/1954, São Paulo (SP)

Líder irreverente e tempestuoso da Semana de Arte Moderna, José Oswald de Souza Andrade foi um dos mais significativos autores modernistas da literatura brasileira. Em Pau-Brasil (1925), vemos postuladas suas renovações estéticas: sua idéia de uma poesia mínima, contraditória ao arcadismo e à erudição, de grande vitalidade e atualidade, com elementos extraídos da oralidade e do coloquialismo, baseada nas características e no modo de falar do povo brasileiro, com todos os seus erros e suas deformações da língua, abolindo a pontuação da rima e trabalhando com o verso livre. Ainda, com o irônico Manifesto Antropofágico (1928), cuja estrofe "Tupy or not tupy that is the question" virou símbolo nacional, o escritor levou ao extremo suas idéias, consagrando a antropofagia das influências estrangeiras como modo de emancipação cultural. De uma família tradicional e abastada, Oswald nasceu em São Paulo e estudou na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Em 1911, fundou, com a ajuda dos pais, o jornal O Pirralho. Durante viagem realizada à Europa, em 1912, entrou em contato com o movimento artístico e literário conhecido como Futurismo, trazendo ao Brasil o Manifesto Futurista, de Felippo Tomaso Marinetti. De volta a São Paulo colaborou em vários jornais e revistas, como a Klaxon (o principal veículo das idéias modernistas). Em 1918, escreveu artigo no Jornal do Commercio defendendo Anita Malfatti, que fora atacada pelas críticas de Monteiro Lobato ao apresentar seus quadros em uma exposição. Ao lado da artista plástica e de Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, Ribeiro Couto e Di Cavalcanti, liderou a Semana de Arte Moderna, ocorrida entre 13 e 17 de fevereiro de 1922. Na abertura do evento leu, sob vaias, um trecho de Os Condenados, livro publicado no mesmo ano. Formou, com Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Anita Malfatti e Menotti del Picchia, o Grupo dos Cinco, que defendia as idéias da Semana. Escreveu ainda duas obras-primas, Memórias Sentimentais de João Miramar (1924) e Serafim Ponte Grande (1933). Oswald também entregou-se às mulheres: foi casado com Tarsila do Amaral, Patrícia Galvão (a Pagu), Julieta Bárbara Guerrini e Maria Antonieta dAlkmin.




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