Agripino afirma ser o Mercosul o destino do Brasil
Agripino divulgou o comunicado conjunto assinado entre o PFL e o Partido Justicialista argentino em que as duas agremiações reiteram que as negociações sobre a Alca não devem ocorrer antes de janeiro de 2005, com entrada em vigor em dezembro do mesmo ano. "Os partidos entendem que a Alca deva incentivar o livre comércio, sem práticas que distorçam o acesso aos mercados, como barreiras não-tarifárias e subsídios, especialmente no setor agrícola", diz o documento.
Segundo Agripino, durante o seminário ficou clara a importância da ação coordenada e conjunta do Mercosul no processo negociador da Alca como única estratégia para garantir ao Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai uma capacidade maior de influência e defesa de seus interesses.
Ele alertou, ainda, que as diferenças entre os Estados Unidos e Canadá e os países latino-americanos em relação à produtividade da economia, taxa de juros e sistema tributário representam motivos de preocupação. "Não podemos abrir livremente nossos mercados sem antes harmonizar essas diferenças, sob pena de sermos vítimas de concorrência desleal", disse.
Para o senador pelo Rio Grande do Norte, os Estados Unidos estão abrindo "uma fenda profunda e perigosa" no Mercosul, ao negociar uma multiplicidade de acordos bilaterais com vários países latino-americanos. "Ao negociar bilateralmente com o Chile, a Argentina e outros, os Estados Unidos vão conseguindo minar a força conjunta do Mercosul", advertiu José Agripino.
07/05/2001
Agência Senado
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