Agripino diz que oposição não se arrepende de ter devolvido R$ 40 bilhões aos brasileiros
Rebatendo notícias do final de semana segundo as quais a oposição estaria arrependida de ter impedido a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e estaria, portanto, inclinada a apoiar um pacote de novos impostos, o líder do Democratas, senador José Agripino (DEM-RN), disse que não há por que a oposição se arrepender de ter colocado R$ 40 bilhões nas mãos dos brasileiros.
- O Senado conseguiu ganhar uma em nome da sociedade. A população está agradecida ao Senado. Estaríamos arrependidos de quê? De ter feito algo bom para a sociedade brasileira? - indagou o senador, em discurso nesta segunda-feira (17).
Agripino disse que com o retorno da arrecadação da CPMF às pessoas e às empresas, o Brasil poderá entrar em um círculo virtuoso na economia, pois os financiamentos ao consumidor vão diminuir 0,38% - a alíquota do imposto - e as empresas terão mais recursos para se capitalizar e crescer. Com isso, na avaliação do senador, crescerá a arrecadação de outros impostos que vão beneficiar estados e municípios, que não recebiam nem um centavo da CPMF.
- Por isso votamos contra a prorrogação da CPMF - afirmou.
O senador Mão Santa (PMDB-PI) solidarizou-se com Agripino e disse que os 35 senadores que votaram contra a prorrogação da CPMF serão lembrados como são lembrados pelos gregos os 300 de Esparta. O senador Expedito Júnior (PR-RO) assinalou que no Senado o governo não passa o rolo compressor, como faz na Câmara dos Deputados. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) ressaltou que os recursos da CPMF eram destinados à saúde, à previdência rural, ao Fundo de Combate à Pobreza e ao programa Bolsa-Família.
17/12/2007
Agência Senado
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