Alcântara destaca redução da mortalidade infantil em todo o mundo



O senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE) destacou os resultados da campanha "Diga sim pela Criança", lançada pela Cúpula Mundial pela Criança, em 1990, e divulgados agora pela Unicef, ressaltando a queda da taxa de mortalidade infantil. Citando o documento Situação Mundial da Infância 2002, da Unicef, o senador disse que a taxa de mortalidade de menores de 5 anos caiu de 94 por mil crianças nascidas vivas, em 94, para 81 por mil no ano passado.

Segundo o documento, 3 milhões de crianças menores de cinco anos deixaram de morrer, todos os anos, graças a programas de imunização e cuidados médicos dispensados pelas famílias e pelas comunidades. Vinte e oito milhões de crianças na mesma faixa etária, informou o senador, sofreram menos as graves conseqüências da desnutrição; 175 países erradicaram a poliomielite e 104 eliminaram o tétano neonatal.

Em relação à meta fixada pela Cúpula, em 1990, que visava a universalização do acesso ao ensino fundamental e a conclusão da educação primária por 80% das crianças, o senador lamentou o aumento desse índice de 78%, em 1990, para 82% no ano passado. Ele afirmou que, de acordo com o Unicef, ainda existem 100 milhões de crianças em idade escolar fora das salas de aula. Alcântara informou também que o analfabetismo de adultos, outro assunto abordado no relatório da Unicef, sofreu redução de 16%.

Quanto à propagação da Aids, o senador afirmou que o relatório do Unicef estima que 210 mil adultos e crianças contraíram o vírus no ano passado. Hoje, disse, 1,4 milhões de crianças com idade abaixo de 15 anos convivem com o HIV em todo o mundo.

Lúcio Alcântara informou também que os conflitos, tanto os regionais como os mais amplos, têm sido debatidos exaustivamente pela Unicef. De acordo com os dados da instituição, os conflitos deixaram órfãos, ou separaram de suas famílias, mais de um milhão de crianças, entre 1990 e 2000.

O senador destacou as disparidades entre a situação da infância nos países desenvolvidos e nos países pobres, afirmando que somente a efetiva vontade dos governos, dos educadores, dos líderes comunitários e religiosos, de empresários e acadêmicos será capaz de promover um desenvolvimento sustentável, estimular a paz e a luta por um mundo melhor.

29/10/2001

Agência Senado


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