Algumas mudanças que o Congresso fez na Constituição



EC 1, de 1992 - A primeira mudança feita na Constituição de 1988 determinou que a remuneração dos deputados estaduais correspondesse a, no máximo, três quartos da remuneração dos deputados federais. Também ficou definido que a remuneração de vereadores deveria ser equivalente a até 75% daquela dos deputados estaduais. Antes, não havia tais limitações. 

EC 9, de 1995 - Quebrou o monopólio da Petrobras na exploração de petróleo. 

EC 12, de 1996 - Autorizou o governo federal a criar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), com validade de dois anos. Posteriormente, novas emendas constitucionais prorrogaram a vigência da contribuição, que deixou de existir em janeiro de 2008, depois que o Senado não aprovou nova emenda prorrogando a CPMF. 

EC 14, de 1996 - Criou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), com vigência de dez anos, para financiar a educação pública do Ensino Fundamental.

EC 15, de 1996 - Definiu regras restringindo a criação de novos municípios. 

EC 16, de 1997 - Criou o instituto da "reeleição", permitindo ao presidente da República, aos governadores e aos prefeitos se candidatarem a um segundo mandato consecutivo ao primeiro, vedando uma nova tentativa de reeleição para um terceiro mandato seguido.

EC 19, de 1998 - Conhecida como "Reforma Administrativa", essa emenda alterou as regras de estabilidade dos servidores públicos e definiu tetos para a sua remuneração, entre outras mudanças que trataram do funcionalismo público federal. 

EC 20, de 1998 - Trata-se da primeira reforma da Previdência (a segunda ocorreu em 2003). Entre outras mudanças, essa emenda introduziu a idade mínima para aposentadoria no serviço público (55 anos para mulheres e 60 para os homens). Também fixou uma regra de transição para quem já era funcionário público. 

EC 25, de 2000 - Estabeleceu novas regras para a remuneração dos vereadores, escalonando o limite máximo para os vencimentos de acordo com o número de habitantes de cada município. 

EC 27, de 2000 - Criou a Desvinculação de Receitas da União (DRU), mecanismo que permite ao governo usar como quiser 20% dos recursos arrecadados independentemente de eles terem vinculação definida pela Constituição.

EC 29, de 2000 - Definiu os percentuais mínimos a serem aplicados pela União, estados, municípios e Distrito Federal em ações e serviços públicos de saúde.

EC 31, de 2000 - Criou o Fundo de Combate à Pobreza, que visa a financiar, até 2010, ações suplementares de nutrição, habitação, educação, saúde, reforço de renda familiar e outros programas. 

EC 32, de 2001 - Modificou o trâmite de medidas provisórias no Congresso e os prazos de sua vigência e colocou um fim em suas reedições. As Medidas Provisórias passaram a ter vigência de 60 dias, prazo prorrogável, pelo Congresso, por outros 60 dias. A emenda também listou vários assuntos que não podem ser objeto de MPs, como créditos orçamentários suplementares (exceto em casos urgentes).

EC 33, de 2001 - Abriu caminho para permitir a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre operações com combustíveis. 

EC 35, de 2001 - Repassou ao Supremo Tribunal Federal a incumbência de julgar deputados federais e senadores, sem a necessidade de autorização prévia do Congresso. 

EC 36, de 2002 - Autorizou a participação de capital estrangeiro em empresas jornalísticas do país, limitada ao máximo de 30%. 

EC 39, de 2002 - Autorizou municípios a instituírem taxa de iluminação pública. 

EC 40, de 2003 - Eliminou da Constituição o limite de juros reais de 12%. Jogou para legislação ordinária regulamentação do Sistema Financeiro Nacional. 

EC 41, de 2003 - Reformou mais uma vez a Previdência dos servidores e fixou que o maior salário público será o de ministro do Supremo Tribunal Federal. Determinou que servidor só poderá se aposentar com 60 anos (homem) e 55 anos (mulher), cumpridos 20 anos em órgão público. Também estabeleceu que a aposentadoria mais elevada de servidor será equiparada ao valor máximo pago pelo INSS e autorizou a criação de plano de aposentadoria de servidores (esses dois últimos pontos ainda dependem de regulamentação). 

EC 42, de 2003 - Repassou a arrecadação do Imposto Territorial Rural (ITR) aos municípios, destinou 25% da Cide aos estados e municípios (percentual elevado a 29% com a EC 44, de 2004), prorrogou a DRU até 2007 e autorizou os estados a aumentarem em 2% o ICMS para combate à pobreza, taxando mais os supérfluos. 

EC 45, de 2004 - Reformou o Judiciário, introduzindo, entre outras coisas, a súmula vinculante editada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o controle externo do Poder, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

EC 50, de 2006 - Reduziu o recesso parlamentar em 35 dias e proibiu pagamento adicional nas convocações extraordinárias do Congresso. 

EC 53, de 2006 - Criou o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), em substituição ao Fundef. O fundo, que terá vigência até 2020, passa a contemplar creche, educação infantil, ensino fundamental e médio, educação especial e e ducação de jovens e adultos. 

EC 55, de 2007 - Aumentou em um ponto percentual a parte dos municípios na arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). 

EC 56, de 2007 - Prorrogou a Desvinculação das Receitas da União (DRU) até o final de 2011.



19/08/2008

Agência Senado


Artigos Relacionados


LAURO CAMPOS CRITICA MUDANÇAS NA CONSTITUIÇÃO

Mário Couto critica mudanças na Constituição venezuelana

Mário Couto critica mudanças na Constituição venezuelana

NO DÉCIMO ANIVERSÁRIO DA CONSTITUIÇÃO, JOSAPHAT CRITICA AS MUDANÇAS NO TEXTO

Terceiro mandato: Garibaldi diz que pesquisas de opinião não podem balizar mudanças na Constituição

Áudio | Jucá propõe votação nominal em comissão para mudanças na Constituição