Aliança pede retirada de britânicos



Aliança pede retirada de britânicos

A Aliança do Norte, grupo que tomou a capital afegã do Taleban na terça-feira, demonstrou ontem desconfiança quanto à presença de tropas estrangeiras no país. Líderes da Aliança recomendaram a saída da maior parte das forças britânicas. Estas afirmaram estar garantindo a segurança de operações humanitárias.

O Taleban desmentiu ter deixado Candahar, no sul, sua base militar e religiosa.

Em Conduz, única cidade do norte do país ainda em poder do Taleban, prosseguiam os combates para expulsar o grupo. Aviões norte-americanos continuam a bombardear intensamente a região.

Um dirigente do Taleban confirmou ontem a morte do terrorista Mohamed Atef, considerado um dos principais assessores de Osama bin Laden, e de outros sete membros da organização Al Qaeda. (pág. 1 e cad. Mundo)


  • (Jalalabad - Afeganistão) - Findo o domínio do Taleban, Jalalabad não vive as cenas de "libertação explícita" de Cabul nem chacinas promovidas pelos novos donos do poder.

    Não há um "boom" de barbeiros, as mulheres não jogaram fora suas burgas nem há rádios espalhadas pela cidade. O clima observado até agora se explica pelo fato de a região ser um centro pashtu, a etnia-base do Taleban. (pág. 1 e A16)


  • A Receita vai auditar a escrituração do Clube de Seguros da Cidadania, reduto dos petistas sediado em Porto Alegre.

    O presidente do clube, Diógenes de Oliveira, ex-homem de confiança do governador Olívio Dutra (PT), é acusado de ter camuflado, nos livros contábeis, doações à campanha petista. O clube está isento de impostos, mas seu eventual envolvimento com campanhas políticas dá à Receita o direito de autuá-lo. (pág. 1 e A11)


  • A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de que os fundos de pensão têm de pagar imposto deverá aumentar, em média, em 8% o valor das contribuições de participantes e empresas patrocinadoras.

    A estimativa é do secretário da Previdência Complementar, José Roberto Savóia.

    Os fundos têm até o dia 30 de dezembro para adotar regime especial de tributação proposto pelo Governo federal. As entidades resistem. (pág. 1 e B1)


  • A Pelé Sports & Marketing Inc., empresa com sede nas Ilhas Virgens e ligada ao ex-jogador Pelé, recebeu US$ 700 mil para organizar um evento beneficente para o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) da Argentina.

    O evento não foi realizado, a Pelé Sports & Marketing ficou com todo o dinheiro, e o Unicef argentino não levou nada.

    Pelé e a empresa batizada com seu nome haviam prometido ao órgão da ONU promover a festa sem nada receber.

    O ex-jogador não se pronunciou sobre os fatos. Seu sócio Hélio Viana afirmou que ambos são inocentes. (pág. 1 e D1)



    EDITORIAL

    "Fuga sem rumo" - Raramente os organismos internacionais reconhecem, mesmo em períodos de crise econômica aguda, a ocorrência de falhas sistêmicas. Instituições como a OMC, o FMI ou o Banco Mundial supostamente detêm um mandato para fazer a gestão do sistema global.

    Talvez por isso as análises mais recentes surpreendem não apenas pela intensidade do pessimismo mas também pelos indícios de uma atitude menos arrogante. São efeitos de um amargo aprendizado. México, Tailândia, Indonésia, Rússia, Brasil, e Argentina há cerca de dez anos seguem as recomendações da ortodoxia liberal predominante nessas instituições multilaterais. As crises econômicas, sociais e políticas que se seguiram ainda estão sendo digeridas.

    O longo ciclo de expansão da economia norte-americana culminou numa hegemonia ao mesmo tempo incontestável e instável. Os riscos de uma nova depressão talvez redespertem a saudável desconfiança diante das supostas virtudes do funcionamento dos mercados financeiros.

    Exemplo recente dessa perspectiva cética é o relatório do FMI sobre o financiamento público e privado de mercados emergentes. O saldo líquido do movimento de capitais nos países emergentes deve ficar negativo pela primeira vez em dez anos. (...) (pág. A2)



    COLUNA

    (Painel) - FHC estimulou Paulo Renato (Educação) a não desistir, por enquanto, de sua pré-candidatura a presidente. Argumento: na condição de presidenciável, o ministro continuará a ter palanque no PSDB e espaço na mídia.

  • Para FHC, se o ministro Paulo Renato abandonar agora a pré-candidatura a presidente, correrá o risco de ficar sem força política para exigir do PSDB a candidatura ao Senado em SP. Tendo de contentar-se com a eleição para deputado federal. (pág. A4)



    11/18/2001


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