Aliança PPS/PDT/PTB fica na informalidade





Aliança PPS/PDT/PTB fica na informalidade
Dirigentes dos três partidos se reúnem para firmar acordo de apoio à candidatura de Ciro Gomes (PPS), mas deixam de divulgar o manifesto oficial por falta de consenso sobre os termos do documento

BRASÍLIA – O anúncio, ontem, da pré-coligação em defesa da candidatura de Ciro Gomes (PPS) à Presidência da República, reunindo PPS, PDT e PTB, foi apenas político, ficando sem a oficialização por ausência de consenso entre os integrantes. O manifesto, no qual seriam explicadas as afinidades capazes de unir pós-comunistas, pedetistas e trabalhistas, não pôde ser divulgado por falta de acordo na definição dos termos.

Demonstrando esforço para disfarçar o mal-estar, Ciro Gomes e os presidentes do PDT, Leonel Brizola; do PPS, o senador Roberto Freire (PE); e do PTB, deputado José Carlos Martinez (PR), lançaram a denominada Frente Trabalhista.

Inicialmente Ciro e Brizola não atacaram os adversários, mas a determinação durou pouco. O fato de o pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, deixar o Ministério da Saúde em meio à epidemia de dengue foi criticado.

“A epidemia de dengue apenas começou. O ministro teria prazo até 5 de abril para se desincompatibilizar, mas preferiu deixar o cargo para cuidar de caraminholas eleitorais”, disse Ciro.

Ao se referir aos seus principais adversários, Ciro citou indiretamente Serra e a pré-candidata do PFL, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney. E afirmou que o PT está destinado a perder as eleições.

“Vamos cutucar a onça por dois lados. Um é o lado do poder oficial, o do econômico e o da grande mídia. O outro lado é o da oposição, escolhida para perder, os nossos bons amigos do PT, que involuntariamente acabam sendo manipulados para isso. Eles não têm culpa, a não ser pela imprudência por não perceberem esse jogo”, afirmou.

Brizola reiterou os ataques às negociações entre o petista Luiz Inácio Lula da Silva e a Igreja Universal do Reino de Deus. Também disse que, para o pré-candidato do PSB à Presidência, o governador do Rio, Anthony Garotinho, integrar a frente teria de entrar na fila.

Cerca de 300 pessoas participaram do lançamento da pré-coligação, num evento na Câmara dos Deputados. O PTB, que integrou a base governista até maio do ano passado, foi o último a anunciar seu apoio. O objetivo da coligação é ampliar a frente atraindo o apoio do PST e PHS.


Serra deixa ministério em clima de festa eleitoral
Enquanto era realizada a transmissão de cargo de ministro da Saúde, uma exposição de fotografias exibindo cenas chocantes nos hospitais públicos de sete capitais do País era inaugurada no Salão Negro do Congresso

BRASÍLIA – A transmissão do cargo de ministro da Saúde de José Serra para Barjas Negri foi um acontecimento inédito com ares de festa eleitoral. O evento, que reuniu 500 pessoas, ocorreu ontem fora do ministério, o que nunca se viu antes em transmissões de cargo. Quando o presidente Fernando Henrique Cardoso deixou em 1994 o Ministério da Fazenda e transmitiu o cargo para Rubens Ricúpero, o evento foi protocolar e não chegou aos pés da pomposa despedida de Serra.

Para preparar o auditório do Centro Cultural do Banco do Brasil, onde Serra fez seu último discurso como ministro da Saúde, foram gastos R$ 20 mil – segundo informação do Departamento de Divulgação do Ministério da Saúde. O evento mereceu produção especial.

Com o auditório lotado, sobretudo de servidores da área da saúde, foi preciso barrar a entrada das pessoas por questão de segurança. Uma enorme lona branca foi instalada na entrada do prédio do Centro Cultural do Banco do Brasil para proteger os convidados do sol. Em várias mesas foram colocados folders e revistas sobre programas desenvolvidos pelo Ministério da Saúde durante a gestão de Serra.

Ao iniciar seu discurso de despedida do Ministério da Saúde, José Serra chorou e disse que nos 40 anos de vida pública nunca ocupou um cargo que lhe gratificasse tanto como o que ocupou até ontem. “Nenhum cargo me gratificou tanto como o de ministro da Saúde”, afirmou.

O evento contou com a presença de ministros, congressistas e parlamentares de vários partidos já comprometidos com outras candidaturas à Presidência da República. Passaram pela cerimônia o líder do PTB na Câmara, Roberto Jefferson (RJ), que reiterou sua opção pela candidatura de Ciro Gomes (PPB); e os deputados Valdemar Costa Neto e Bispo Rodrigues, do PL, cobiçado por Luiz Inácio Lula da Silva e por Anthony Garotinho. Do PMDB estiveram presentes o líder do partido no Senado, Renan Calheiros, e o senador Sérgio Machado.

Horas antes do ministro deixar a pasta da Saúde para reassumir sua cadeira no Senado, uma exposição com 70 fotografias exibindo cenas chocantes de pacientes em hospitais de sete capitais era inaugurada no Salão Negro do Congresso.

A exposição de fotos, intitulada A saúde que só o povo conhece, acabou irritando tucanos que estranharam a coincidência de a mostra ser exibida precisamente no dia em que Serra deixava a Saúde, com um longo discurso enumerando suas conquistas a frente do ministério. A exposição foi autorizada pelo primeiro-secretário do Senado, Carlos Wilson (PTB-PE).

PREVISÃO – O prefeito César Maia (PFL) afirmou ontem que o que o candidato tucano à presidência não vai deslanchar nas pesquisas eleitorais e optará por garantir um mandato, candidatando-se a outro cargo. Questionado sobre a possibilidade de uma dissidência no PSDB em favor da governadora e candidata do PFL à presidência, Roseana Sarney, o prefeito pefelista disse: “Escreva: dia 30 de maio o Serra vai desistir”.

Apesar da previsão, que tem irritado os tucanos, Maia fez a contundente defesa de uma coalizão governista: “As alianças sociais e políticas serão suficientemente amplas para se entender o PFL como parte e não como todo”, disse o prefeito.


Partidos montam ofensiva contra o TSE
BRASÍLIA – O presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), pediu a intervenção do presidente Fernando Henrique Cardoso para impedir que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) obrigue os partidos a repetirem nos Estados as coligações para presidente. Essa possibilidade também foi discutida durante a reunião da Executiva Nacional do PFL, realizada ontem em Brasília, e é uma preocupação de quase todas as legendas.

Líderes de várias siglas estiveram anteontem com o presidente do TSE, ministro Nelson Jobim, para discutir a questão, que deverá ser resolvida na próxima semana pela Justiça Eleitoral. Eles temem que a proibição de fazer nos Estados alianças diferentes da coalizão presidencial engesse o processo eleitoral e beneficie candidatos a presidente.

Apesar do clima de apreensão, o autor da consulta ao TSE sobre a polêmica, o líder do PDT na Câmara, Miro Teixeira (RJ), não acredita que o tribunal restringirá as possibilidades de alianças.

O presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), afirmou ontem que, se o TSE proibir as coalizões diferenciadas, a legenda estudará um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Particularmente, acho que não será possível porque, para encaminhar uma ação ao Supremo, é necessário que haja matéria constitucional. Nesse caso, acho que envolve apenas matéria legal”, opinou.

GOVERNADORA – “Roseana vai ganhar a eleição com qualquer regra. O problema não é de regra, é de voto”, afirmou Bornhausen. “A candidatura de Roseana Sarney já está consolidada.” O senador avalia que se as coligações na eleição majoritária forem vinculadas às das eleições proporcionais, os mais prejudicados seriam os candidatos aos cargos do Legislativo. A partir de hoje, Bornhausen está se licenciando de se u mandato no Senado para se dedicar mais às negociações partidárias da pré-candidata.


Radicais do PT fazem campanha contra a aliança com liberais
RIO – No Rio, grupos da esquerda do PT lançam hoje uma campanha nacional contra a aliança do partido com o PL. Eles são contrários à tentativa da maioria do comando nacional do PT de fazer do senador José Alencar (PL-MG) candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo pré-candidato do PT a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.

O objetivo da iniciativa, que também tem o apoio de petistas de outros Estados, é tentar influenciar o Diretório Nacional da legenda, que discutirá a coalizão na próxima reunião. Na semana que vem, será emitido um manifesto de parte da bancada federal, também em oposição à aproximação entre petistas e liberais.

Segundo o dirigente petista Antônio Neiva, a idéia é transformar o ato promovido pela sigla no Rio, às sextas-feiras, no Buraco do Leme, numa manifestação de repúdio à união com o PL.

CNBB – O vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), D. Marcelo Cavalheira, está assustado com a possibilidade de vingar a aliança entre PT e o PL, para a disputa da sucessão presidencial. Ele também estranhou o fato de o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, ter deixado o Ministério da Saúde justamente no auge da epidemia de dengue no País e a mais de um mês do prazo final para a desincompatibilização para quem ocupa cargo público, no dia 5 de abril.

“A Igreja, que tradicionalmente tem se aliado ao PT em defesa de excluídos, sem-terra e índios, acompanha com preocupação a movimentação do provável candidato dos petistas, Luiz Inácio Lula da Silva, em direção ao PL, porque o partido é um braço da Igreja Universal do Reino de Deus. O que vai significar isso de intervenção no programa do PT como proposta para a sociedade?”, indaga o secretário da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB, Francisco Whitaker.


Jarbas vai tentar acalmar bancada
Governador decide reunir os líderes das bancadas aliadas, na próxima semana, para tentar eliminar insatisfações dos parlamentares

Na próxima quarta-feira (27), às 11h30, os líderes dos partidos da base governista na Assembléia Legislativa vão poder externar ao governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) todas as queixas e preocupações das suas bancadas e tentar acalmar os ânimos dos deputados. A reunião com Jarbas – há muito aguardada por alguns parlamentares – foi marcada ontem pela líder do Governo, deputada Teresa Duere (PFL), durante uma audiência com o governador no Palácio.

De acordo com Teresa, cada um dos líderes das bancadas vai levar sua própria pauta de reivindicações. A líder governista nega que o encontro com Jarbas servirá para “lavar roupa suja”, segundo comentários que circulam na Assembléia. As informações dão conta de que alguns deputados estariam insatisfeitos com o tratamento recebido do Governo, principalmente em ano eleitoral. As queixas envolveriam algumas secretarias, com destaque para a de Planejamento. Está sob a coordenação dessa pasta, entre outros programas, o Governo nos Municípios, que descentraliza as decisões e permite que a população de cada região opine sobre o que deve ser feito pelo Governo.

Outra questão que pode ser levantada na reunião é o clima de indefinição na aliança. Os parlamentares estão apreensivos com a demora do governador em anunciar se disputará ou não a reeleição, elemento fundamental para que possam tratar da montagem das chapas proporcionais. Enquanto isso não acontecem, os partidos divergem sobre a formação de um chapão ou de várias chapinhas na proporcional. “A ansiedade eleitoral é normal, e só termina após as eleições. É lógico que uma conversa com Jarbas é importante para os líderes, e o governador está aberto ao diálogo”, disse Teresa.

Mas, na versão da líder governista, a reunião foi marcada para que Jarbas coloque aos parlamentares as questões político-administrativas. “Ele vai avisar aos deputados que está ciente das dificuldades em um ano eleitoral, mas, mesmo assim, vai encaminhar projetos importantes à Assembléia”, antecipou. Teresa Duere assegura que as discussões sobre a montagem das chapas proporcionais não deverão fazer parte da pauta da reunião. “Não está na hora de tratar disso. Em política, tudo tem um tempo certo, e Jarbas ainda não definiu se será candidato. Somente depois que ele anunciar sua decisão é que poderemos começar a montar as chapas. Qualquer coisa que se diga sobre isso antes é apenas especulação”, completou.


PERNAMBUCANA ACIONA SERRA
O Tribunal Superior Eleitoral recebeu ontem representação contra o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra. A advogada pernambucana Carla Maria Nicolini requereu ao TSE a apuração de suposta propaganda eleitoral feita, domingo passado, em favor do pré-candidato, então ministro da Saúde, no programa Domingo Legal, comandado pelo apresentador Gugu Liberato, no SBT. A argumentação é de que a propaganda eleitoral só pode ser realizada após o dia 5 de julho. Ela sustenta, na ação, que Serra “aproveitou o espaço para tirar proveitos eleitorais, caracterizando abuso de poder de autoridade, previsto na Lei Complementar 64/90”.


DISSIDENTES EXIGEM PRÉ-CONVENÇÃO
A ala do PMDB ligada ao governador Itamar Franco (MG) protocolou ontem um edital com 224 assinaturas para a realização de uma convenção extraordinária no dia 3 de março, em São Paulo, para deliberar sobre as regras da prévia presidencial do partido. De acordo com o estatuto da sigla, a convenção pode ser convocada extraordinariamente mediante assinatura de um terço dos 514 convencionais – equivalente a 172 assinaturas – e de, no mínimo, nove presidente de diretórios regionais. A convenção extraordinária é uma tentativa do grupo dar fôlego à candidatura própria do PMDB na eleição presidencial de outubro. Apesar da candidatura própria ter sido aprovada na convenção do PMDB realizada em 2001, a cúpula do partido articula uma aliança com PSDB.


SENADOR PEDE CPI PARA PESQUISAS
O senador Sebastião Rocha (PDT-AP) anunciou ontem, no Senado, que está encaminhando à Mesa da Casa requerimento de sua autoria, pedindo a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar irregularidades nas pesquisas eleitorais. A medida, que pretende esmiuçar os trabalhos realizados pelos institutos de pesquisa do País, terá, segundo o senador, “um caráter preventivo” com vistas às próximas eleições. As pesquisas eleitorais, segundo Sebastião Rocha, têm apresentado, com freqüência, números divergentes entre si e grande discrepância dos resultados finais, atingindo todos os Estados da Federação. “Os casos mais graves, nas últimas eleições, ocorreram em Niterói (RJ), Porto Alegre (RS), Goiânia (GO) e Macapá (AP).”


Para Dilson, crise no PT está encerrada
Um dia após a divulgação da decisão do Diretório estadual do PT, que descartou a sugestão do prefeito do Recife, João Paulo (PT), de indicar o presidente do partido, Paulo Santana, como o interlocutor oficial das negociações com as legendas de oposição, em substituição ao presidente da Câmara, vereador Dilson Peixoto, o clima ainda é de grande mal-estar entre os petistas.

Apesar das tentativas de Dilson e Paulo Santana de minimizar o problema, fontes ligadas à Executiva estadual estão preocupadas com a repercussão que as declarações do prefeito estão causando entre petistas, aliados e oposição. “Não era intenção do Diretório dar nenhuma declaração à imprensa sobre o assunto, mas infelizmente tivemos mais uma vez que tratar de assuntos internos de forma pública. Isso só nos prejudica”, declarou a fonte.

Precavido, Dilson fez questão de afirma r que “o assunto está encerrado”. “A sugestão de centralizar as informações em Paulo Santana foi uma sugestão de João Paulo, mas após conversas com integrantes do Diretório ele mesmo desistiu da idéia”, argumentou.

O líder do Governo na Câmara, Jurandir Liberal (PT), defendeu a manutenção de Dilson como interlocutor. “Dilson foi escolhido pelo partido. No PT, ao contrário de outras legendas, não existe essa história de cacique. A determinação é feita por um conjunto de pessoas”. Para Liberal, o episódio envolvendo o prefeito, Santana, Dilson e o Diretório estadual não passou de um mal entendido. “Acho que João Paulo se expressou mal. Na minha opinião ele apenas quis dizer que preferia fazer declarações através de Santana. Estamos em um ano eleitoral, todo cuidado é pouco”, afirmou.

A bancada de oposição, no entanto, aproveitou o episódio para criar nova polêmica. “A cidade está entregue a uma pessoa totalmente desequilibrada. Ele passa por cima de uma determinação do próprio partido e sai por aí desautorizando um dos principais expoentes da legenda. Isso é coisa de gente despreparada e irresponsável”, disparou o vereador José Neves.


Colunistas

Pinga Fogo – Inaldo Sampaio

Base rebelada

Não é intenção de nenhum deputado estadual romper com o governo, nem hostilizar publicamente o governador Jarbas Vasconcelos. Estamos num ano eleitoral e só quem faz política com o fígado, e não com a cabeça, se disporia a cortar os laços com o Palácio a pouco mais de seis meses da eleição, salvo Geraldo Coelho e José Marcos que não dependem de governo pra se eleger.
Entretanto, se a líder do governo Teresa Duere contar para o governador o que os próprios deputados da base governista dizem dele, Dorany Sampaio cairia em campo imediatamente para tentar evitar uma rebelião. Eles não se queixam da falta de obras em seus municípios, e sim da maneira descortês com que são tratados pela assessoria política do governador. Gostariam de ser ouvidos na definição das políticas sociais, por exemplo, bem como de receber convite dos secretários para participar das inaugurações.
Essa “chiadeira” tende a aumentar à medida em que o pleito for se aproximando, porém remédio para ela não existe. Um governo que conta na sua base de apoio com 37 dos 49 parlamentares pode dar-se ao luxo de fazer o que faz. Se a Assembléia Legislativa fosse um pouquinho mais independente, isso certamente não ocorreria.

Primeiro mundo
Convidado pelo Departamento de Estado norte-americano para conhecer o funcionamento das instituições daquele país, o secretário de assuntos jurídicos da prefeitura do Recife, Maurício Rands, está literalmente deslumbrado. Além da limpeza das ruas de Washington, o que mais o impressionou até agora foi a Suprema Corte. Que recebe, apenas, 8 mil processos ao ano, enquanto o STF, no Brasil, recebe essa mesma quantidade a cada 30 dias.

Nome da terra
As bases da prefeita Rosa Barros (PFL), em Arcoverde, não esperaram a confirmação oficial do deputado José Marcos (PFL) de que não se candidatará à reeleição. Reuniram-se ontem e escolheram um novo candidato: o médico e ex-prefeito Rui de Barros Correia Filho, marido da atual prefeita. Que não deverá aceitar a convocação.

Porque desistiu
Do deputado José Marcos (PFL) explicando as razões de sua decisão de abandonar a vida pública: “Não foi por problema de saúde, nem de votos e nem de dinheiro, muito pelo contrário. A saúde vai bem até demais, votos eu teria o suficiente para me eleger (entre 35 e 40 mil) e dinheiro para fazer a campanha eu tinha como conseguir”.

Varjal não quer mais saber de candidatura
De Ricardo Varjal, chefe de gabinete da prefeitura de Jaboatão, sobre a lembrança do seu nome pela Adepol (Associação dos Delegados de Polícia) para candidatar-se à Câmara Federal: “Não sou candidato a nada!”

Deputada nega discussão com o vereador “Louro”
Malba Lucena (PSDB) confirma que faz política no Curado II junto com o vereador Édson (“Louro”) Severiano, mas nega ter brigado com ele por espaço político. Não é o que dizem, todavia, assessores do prefeito Rodovalho.

Os dois finalistas
Prognóstico do deputado José Mendonça (PFL), ontem, em Lisboa, sobre a sucessão de FHC: “A minha intuição está me dizendo que os dois finalistas do primeiro turno serão Roseana (PFL) e Garotinho (PSB)”. Ele não acredita no crescimento do ex-ministro José Serra (PSDB) “porque se tivesse de crescer já teria crescido”.

Hora da verdade
Em parceria com este JC, o instituto “Exatta” está concluindo a pesquisa de avaliação dos prefeitos dos 25 maiores municípios pernambucanos. Os 10 primeiros colocados estarão num caderno especial que circulará no próximo dia 11. Bem como os 10 melhores serviços públicos que são oferecidos à população.

De um deputado estadual do PFL que fez pesada oposição ao governo passado ao comentar, ontem, na Assembléia Legislativa, o tratamento que lhe é dispensado pelo Palácio do Campo das Princesas: “Tô ficando com saudade de Miguel Arraes!” Esse é o sentimento predominante em uma grande parte da bancada governista.

Eleito pelo PSB e atualmente no PSDB, o deputado Fernando Lupa é um abençoado. Além de muito ligado a Jarbas Vasconcelos, é um dos parlamentares do governo que mais conseguem favores para as suas bases. Teresa Duere (PFL), que não gosta dele, não entende o por quê de tanto prestígio.

O clima de insegurança em Pernambuco está tão carregado que 54 agentes penitenciários, concursados, recém nomeados pelo governo, recusaram-se a tomar posse. Preferiram o desemprego a desemprego a ter que trabalhar com marginais. O governo convocou imediatamente outros 54, obedecendo a lista classificatória.
Por iniciativa do deputado Pedro Eurico (PSDB), o secretário José Arlindo (planejamento e desenvolvimento social) será “cidadão de Pernambuco”. O projeto já foi apresentado. O secretário é cearense de Massapê e foi o idealizador dos programas “Prefeitura nos bairros” e “Governo nos municípios”.


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02/22/2002


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