Alunos mostram inovação em feira de ciência
A 10ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que prossegue até o próximo dia 15 de março na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), apresenta este ano 325 projetos desenvolvidos por 743 estudantes de escolas públicas e privadas de ensino fundamental (8ª e 9ª anos), médio e técnico de todas as regiões do País.
Os projetos, a exemplo das edições anteriores, oferecem soluções alternativas – muitas vezes inovadoras – para problemas da sociedade. Veja a relação no site.
“A feira induz a escola a abrir espaço para você fazer projetos de verdade. Na hora que um aluno faz projetos de verdade, aí sim, ele aprende mesmo. Porque na hora que o aluno identifica um problema a resolver, ele não mede esforços”, disse a coordenadora da feira, a professora Roseli de Deus Lopes. Segundo ela, a feira é o primeiro passo para incrementar a inovação no País. "Para termos uma indústria competitiva globalmente, precisamos de inovação. E isso começa aqui", completou.
Promovida anualmente pelo Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da Poli, a Febrace é a maior feira brasileira de Ciências e Engenharia. Os projetos deste ano foram selecionados entre 1.505 trabalhos, submetidos diretamente pelos autores e por meio das 54 feiras de ciências afiliadas.
No evento, os projetos finalistas serão avaliados por uma comissão julgadora. Os autores dos melhores trabalhos ganharão medalhas, bolsas de iniciação científica do CNPq, certificados e estágios, entre outros prêmios. Também serão selecionados nove estudantes para representar o Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (Intel ISEF), que neste ano acontece em Pittsburgh, nos Estados Unidos, de 13 a 18 de maio.
Entre os estudantes, dois alunos do ensino técnico da Fundação Liberato, de São Leopoldo, em São Paulo desenvolveram o projeto de próteses para os pés, fabricadas a baixo custo, feitas com plástico PET. “Observamos que os pacientes têm dificuldade de conseguir uma prótese de baixo custo com qualidade e conforto. A nossa prótese está custando cerca de R$ 150, apresentando o dobro de absorção para impacto, conforto e a segurança que o paciente precisa”, diz Eduardo Boff, um dos criadores do produto. A prótese de fibra de carbono, disponível no mercado, custa cerca de R$ 7 mil.
Outro projeto é o de Daiane Gonçalves e Stefani de Andrade, estudantes do ensino médio da escola Fundação Bradesco, em Osasco, São Paulo. Elas criaram um dispositivo para economizar água durante o banho. Com um sensor de presença e um controlador de temperatura no chuveiro, o sistema desenvolvido por elas economiza cerca de 50% de água e 30% de energia.
Fonte:
Agência Brasil
Febrace
14/03/2012 11:53
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