Alvaro Dias defende renegociação do contrato com o FMI



Ao criticar a política econômica do governo, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) defendeu nesta quarta-feira (3) a renegociação dos termos do contrato com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O senador disse que existe um forte movimento para promover ampla reformulação nos mecanismos de atuação dos organismos internacionais e que há um consenso de não conformação com as condições imposta pelo FMI aos países devedores.

O senador apoiou proposta de Marcos Domakoski, presidente da Associação Comercial do Paraná, que prega a criação de um mecanismo que vincule ao crescimento o pagamento da dívida com o FMI, isto é, se o país cresce mais, paga um percentual maior de sua dívida.

Alvaro Dias afirmou que a Argentina, que teve outra postura com o FMI, encontra-se em melhor posição do que o Brasil. Segundo o senador, enquanto o crescimento do Brasil foi de menos 2%, o país vizinho cresceu 8,4%. Para o senador, essa política mantida pelo governo tornou 2003 "o ano exterminador de riquezas", tendo o governo, na verdade, realizado "o espetáculo do crescimento às avessas".

O parlamentar afirmou que com a retração da economia quem mais tem ganhado são os banqueiros estrangeiros que lucraram no país 22%, contra 10% no exterior. Enquanto isso, completou o senador, entre os programas que receberam menos de 50% do total do orçamento, estão as áreas de segurança pública e de geração de emprego. Segundo o senador, esses dados revelam o erro do governo em manter a atual política econômica.

Apesar de ser contra a moratória, o senador Alberto Silva (PMDB-PI), defendeu, em aparte, uma carência de quatro anos para que o país pague sua dívida.



03/03/2004

Agência Senado


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