Alvaro Dias e Magno Malta acusam manifestantes de "errar de endereço"



Os senadores Alvaro Dias (PSDB-PR) e Magno Malta (PL-ES) afirmaram que os manifestantes do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) que promoveram quebra-quebra na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (6), erraram de endereço. O alvo do protesto deveria ser, na opinião deles, o Palácio do Planalto, já que cabe ao Poder Executivo a decisão de liberar recursos e promover a desapropriação de terras para fins de reforma agrária.

As críticas feitas por Alvaro Dias atingiram em cheio a figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estaria insuflando manifestações como esta ao não cumprir as promessas de reforma agrária feitas durante a campanha eleitoral de 2002. O senador apontou ainda uma suposta cumplicidade entre o presidente Lula e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) - o MLST é uma dissência deste -, circunstância que teria afrouxado a autoridade presidencial na repressão a invasões de terra, episódios de desrespeito à lei e atos de insubordinação.

- Jamais a autoridade pública foi tão desmoralizada quanto nesses tempos de Lula na Presidência. A responsabilidade por isso é do atual governo, que gerou expectativas e acabou frustrando os trabalhadores - declarou.

Ao comentar a invasão, Magno Malta considerou "necessária e respeitável" a atitude de lutar e reivindicar direitos, mas afirmou que nada justifica o ato de vandalismo dos dissidentes do MST. No seu ponto de vista, o Poder Legislativo se tornou alvo dessa investida por estar muito exposto e ter ficado desacreditado ao não punir supostos envolvidos no caso do "mensalão".

- É preciso repudiar esse ato de vandalismo que nasce em cima do adubo da desmoralização. Quebraram os vidros e sujaram os tapetes da casa errada, pois a caneta e a chave do cofre para a reforma agrária estão no Executivo, e não no Legislativo - observou.

06/06/2006

Agência Senado


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