Amin sanciona projeto para modificar gestão da Celesc
Amin sanciona projeto para modificar gestão da Celesc
O governador Esperidião Amin sanciona amanhã o projeto que modifica o modelo de gestão da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc). Ontem ele anunciou que vai vetar apenas uma pequena parte do texto: o parágrafo terceiro do artigo segundo. Diz o trecho: “eventuais participações de terceiros somente poderão ser realizadas para aumentar o capital social da subsidiária integral, admitida a hipótese de que os capitais de terceiros venham a tornar-se majoritários na composição acionária da nova empresa”. Segundo representantes do governo do estado e da própria Celesc, que analisaram o documento e apresentaram conclusões que serviram de base para o veto, a determinação poderia dificultar a entrada de novos recursos na companhia.
“Quando diz que participações de terceiros somente poderão ocorrer para aumento de capital social, o texto impede a entrada de capitais por outros meios, o lançamento de debên-tures, por exemplo”, diz o representante dos empregados no conselho de administração da distribuidora, Paulo Sá Brito. Assim, explica, o veto apenas corrige um erro de redação que poderia causar problemas de interpretação no futuro.
No geral, porém, o projeto aprovado na assembléia será mantido e deve sair do papel até abril. A Celesc será dividida em três. Uma das subsidiárias, a Celesc Telecomunicações será controlada pela iniciativa privada - o governo terá, no máximo, 49% de participação societária. As outras empresas, a Celesc Distribuição e a Celesc Geração terão o estado como acionista majoritário. Aí houve uma mudança: pela proposta original, formulada pela consultoria Ac-centure, a área de geração também deveria ser privada. A mudança foi feita por uma emenda do deputado João Henrique Blasi (PMDB) ao texto encaminhado pelo governo ao legislativo.
JBIC vai investir no metrô de Curitiba
O Japan Bank for International Cooperation (JBIC) será o financiador de US$ 274,6 milhões, 80% dos US$ 343,3 milhões orçados para construção da primeira etapa do metrô de Curitiba. Os 20% restantes, US$ 68,7 milhões, serão custeados pela Prefeitura. O anúncio oficial será feito hoje pelo prefeito Cassio Taniguchi (PFL), que fará a apresentação do empreendimento.
O proposta é de um metrô de superfície com 13 quilômetros de extensão, na primeira fase, ligando a Cidade Industrial (CIC), na região sul da cidade, à área central. Segundo a assessoria da prefeitura, o próximo passo será a contratação do projeto executivo, cujo edital deverá ficar pronto esta semana. O custo do projeto foi fixado em R$ 5,8 milhões e será bancado pelo governo federal.
O processo de contratação dos US$ 274,6 milhões da JBIC será feito pelo governo federal, que repassará o equivalente a 20% do orçado (US$ 343,3 milhões), ou US$ 68,7 milhões, ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Esses recursos irão financiar a compra de equipamentos pelos futuros operadores do sistema.
O projeto foi aprovado pela Secretaria de Assuntos Internacionais (Seain) do Ministério do Planejamento e pela Comissão de Financiamento Externo (Cofiex), composta por ministros da área econômica.
Com a aprovação dos recursos, a Prefeitura já pode firmar um convênio com a Companhia de Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), do Ministério dos Transportes. A proposta de criação de um novo eixo de transporte para Curitiba, vem sendo estudada pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) desde 1998.
De acordo com o órgão, o sistema a ser implantando na BR-116 será o monorail, porque é o que melhor se adapta às condições da rodovia. Ele funciona em uma pista elevada, sustentada por colunas de concreto, por onde deslizam vagões dotados de pneus. Segundo a prefeitura, o sistema não é poluente, porque se utiliza de energia elétrica e não produz ruídos.
Os veículos são formados por comboios de quatro vagões, com capacidade para transportar 420 passageiros a cada viagem e desenvolvem uma velocidade máxima de 80 quilômetros horários, ou 40 quilômetros na média. A expectativa é de que as obras sejam iniciadas em um ano e meio, com mais dois para execução.
Aeroporto ganha uma clínica médica
Será inaugurada nesta quinta-feira em Porto Alegre a primeira clínica médica e odontológica dentro de um Aeroshopping no País. A clínica Vivatti vai funcionar no andar térreo do Terminal 1 do Aeroporto Internacional Salgado Filho, que também é o primeiro no Brasil a ter um Aeroshopping, com 68 operações, como lojas, farmácias e praça de alimentação. Até o fim deste mês, ainda devem ser inaugurados três salas de cinemas do aeroporto.
Um dos diretores da Vivatti, o médico Carlos Braga, explica que a parte odontológica já funcionava há três anos em outra clínica no antigo terminal, que hoje está em fase de reforma. Com a mudança para o Aeroshopping, foi criada uma parceria com dois médicos que atuam na área clínica, cardiologia de adultos e medicina aeroespacial. A Vivatti Clínica Médica e Odontológica vai atender crianças e adultos, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e sábado, das 8h às 12h. A equipe é formada por seis dentistas e dois médicos.
Segundo o diretor clínico, Paulo Sérgio Kalil, o local está equipado para realizar inúmeros exames, como check-up de rotina, eletrocardiograma e teste de esforço. Além disso, o médico poderá monitorar a pressão arterial e oferecer um programa preventivo para o aeroviajante.
Braga, especialista em prótese, salienta que a expectativa é de que haja boa aceitação do público interno do Aeroporto e da comunidade em geral. “As pessoas não vão precisar ir ao Centro e poderão realizar seus exames num ambiente aconchegante e seguro”, diz. Ele acrescenta que foi fechado um convênio que garante ao cliente da clínica um desconto de 40% no estacionamento.
O médico diz que, no outro endereço, eram realizados 300 atendimentos por mês. Agora, a expectativa é de que o número de consultas dobre na área odontológica. Na área médica, ainda não foi projetada uma média de atendimentos por mês.
Os diretores da Vivatti estão buscando novos convênios, até com hotéis e empresas da região. A diretora, cirurgiã-dentista Fernanda Valdez, adianta que a clínica pode oferecer novos serviços ainda este ano, como o implante, a ortodontia e a cirurgia buco-facial. Hoje, os dentistas executam radiografias, tratamento de canal e cirurgias simples.
Moda de inverno com 280 expositores na Fenin em Gramado
A sexta edição da Fenin, Feira Nacional de Moda Inverno, considerado o maior evento de roupas “quentes” no País, tem confirmada a presença de 280 indústrias expositoras (nacionais e estrangeiras) que, entre os próximos dias 22 e 24, estarão exibindo cerca de 650 marcas nos pavilhões do Centro de Eventos do Sierra Park, em Gramado, na Região da Serra gaúcha, sempre das 10hs às 19hs. Entre os expositores, estão 83 indústrias gaúchas, 18 catarinenses e 20 paranaenses, além de indústrias de vários estados brasileiros e da Argentina, França e Portugal.
A sexta edição da Fenin será 30% maior do que a anterior. Seus organizadores estimam a comercialização de 1,5 milhão de peças, cerca de R$ 50 milhões. São esperados 15 mil lojistas visitantes, 3 mil dos quais convidados pelos expositores. Esses convidados terão hospedagem gratuita, distribuídas em mais de 100 hotéis de Gramado, Canela, Nova Petrópolis e São Francisco de Paula.
Novamente, o Salão da Moda Masculina, desde já, é o maior destaque da Fenin. O salão vai reunir 50 grandes empresas nacionais, num espaço a parte, dentro da feira, onde estarão reunidos produtores de camisas, ternos e paletós, calças sociais, esportes e de jeans, malharia circular e retilínea e de moda íntima masculina, além de sapatos e acessórios em couro.
“Mais de 80% dessas empresas integrantes do Salão da Moda Masculina estão presentes nas principais lojas do vestuário espalhadas pelo País. É um espaço desenvolvido pela associação das próprias empresas, que tomaram a iniciativa da criação do salão”, observou o empresário Júlio Viana, sócio proprietário da Expovest, empresa organizadora da feira.
No último dia do evento (quinta feira da próxima semana), o Salão da Moda Masculina estará promovendo, à noite, um desfile de seus produtos na “Rua Coberta”, no centro da cidade de Gramado, reunindo um “casting” de modelos famosos das principais agências brasileiras do setor. “Afora o desfile promovido pelo salão, ainda teremos, diariamente, os desfiles da feira”, observou Viana.
Além dos expositores, a Fenin ainda terá a presença das diretorias da Associação Brasileira da Indústria Têxtil, da Associação Brasileira da Indústria do Vestuário e do Sindicato da Indústria do vestuário do Rio Grande do Sul.
Paraná recebe rede da Centauro
O Sul do Brasil é o próximo passo da Centauro Esportes, a primeira rede de megastores de esportes do País, que abrirá no primeiro semestre do próximo ano, em Curitiba, sua primeira unidade na região. O projeto da cadeia é consolidar sua ação no mercado paulista e, em seguida, instalar outras lojas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. A filial da capital paranaense absorverá R$ 5 milhões em investimentos e funcionará no ParkShopping Barigüi, empreendimento de R$ 100 milhões e 96 mil metros quadrados (m²) do Grupo Multiplan no bairro do Ecoville, Oeste da cidade.
Com faturamento de R$ 120 milhões no ano passado, 50% a mais que os R$ 80 milhões obtidos em 2000, a MG Master, dona das redes Centauro, Almax e By Tênnis, espera alcançar R$ 160 milhões no atual exercício, numa receita que inclui o crescimento vegetativo das lojas já maturadas e o resultado das novas unidades que serão instaladas no período, segundo revela Cássio Alessandro Teixeira de Miranda, diretor superintendente e administrativo-financeiro da empresa.
“O nível do poder aquisitivo e cultural do Sul do País são dois aspectos que definiram nosso plano de expansão e de investimentos para a região”, declara o executivo. O grupo, controlado pelo empresário Sebastião Vicente Bonfim, que detém 85% do capital, já investiu R$ 15 milhões e prevê carrear mais R$ 15 milhões este ano, 80% de recursos próprios e o restante de financiamentos do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Com 46 lojas (26 Centauro, 16 By Tênnis e 4 Almax) espalhadas pelo Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do País, a empresa está se concentrando nas megastores, lojas de 1,4 mil m² a 2,5 mil m² que comercializam mais de 25 mil itens.
“É um conceito que está se expandindo”, observa Miranda. Ele se refere ao fato de os shopping centers estarem mudando o perfil de suas lojas-âncora com o ingresso das megastores de esportes e de cultura, no lugar das tradicionais do ramo do vestuário. “Há um incremento de público com a nova ancoragem”, sustenta, ao lembrar que, no caso do segmento esportivo, uma mega do grupo instalada num shopping fatura 2,5 vezes mais que uma unidade de rua.
Dirigida para um público das classes “A” e “B”, principalmente na faixa dos 25 aos 40 anos, a megastore Centauro trará para a loja de Curitiba uma novidade introduzida em suas outras 3 megas de São Paulo (West Plaza Shopping, com 2,3 mil m²), Salvador (Shopping Barra, com 2,3 mil m²) e Brasília (Pátio Brasil, com 1,4 mil m²): a interatividade com os clientes. A empresa instalará miniquadras de lazer para que os consumidores possam experimentar bolas de basquete e raquetes de tênis, ou ainda uma academia onde é possível testar equipamentos de ginástica e musculação.
A idéia da mega é oferecer maior leque de opções de consumo dentro de uma categoria de esportes e garantir tratamento diferenciado ao cliente, com funcionários que na verdade fazem o papel de consultores, dando informações mais específicas e detalhes sobre os produtos. A Centauro está contratando funcionários que praticam de esportes e gente com formação acadêmica na área, como os profissionais de educação física.
A rede vai abrir uma megastore também em um shopping de Belo Horizonte, um em Campinas, e outros quatro ou cinco em cidades ainda não definidas pela sua diretoria de expansão. A Centauro é o foco da atuação da empresa, mas também crescem as filiais da Almax - cadeia que possui lojas “espartanas”, que exploram mais o preço e o produto do que o visual - e da By Tênnis, voltada principalmente para adolescentes .
Região Sul tem o mesmo crescimento industrial do País
Mecânica, produtos alimentares e material elétrico e de comunicação foram os setores que puxaram para cima o indicador da produção industrial da Região Sul, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2001. A expansão do indicador até novembro foi de 2,1% em comparação aos 11 meses do ano anterior. A expansão foi igual à brasileira, que apresentou idêntico percentual de crescimento. Em novembro de 2001 comparado a novembro de 2000, a produção ficou estável e nos últimos 12 meses acumula acréscimo de 2,2%.
Os resultados da Região Sul são considerados positivos pela economista do Departamento da Indústria do IBGE, Denise Cordovil. Segundo ela, o ano 2001 sofre o impacto de uma base de comparação significativamente elevada, como foi o período de outubro 2000 a fevereiro 2001, provocando o chamado “efeito base”. Tanto é que no Brasil, em novembro, somente em quatro locais - dois na Região Sul - houve aumento de produção neste indicador: Bahia (6,8%), Santa Catarina (3,8%), Paraná (1,0%) e São Paulo (0,8%).
“Nos quatro locais onde houve crescimento, a indústria alimentar, principalmente a produção de aves abatidas e suínos, teve um desempenho importante, assim como os derivados de petróleo. A produção de equipamentos relacionados à questão energética também contribuiu para o comportamento positivo das indústrias de material elétrico e de comunicações”, comenta Cordovil.
Segundo a economista, no acumulado janeiro a novembro, a atividade industrial da região Sul cresce 2,1% pressionada, sobretudo, pela expansão observada na indústria mecânica (10,1%). Dentre os nove ramos em queda, vestuário exerce a maior contribuição negativa (-6,2%).
Após dois meses apresentando ligeira queda, em novembro a indústria do Paraná retoma o crescimento, assinalando 1% de expansão frente a novembro do ano passado. Também para as comparações mais amplas, os resultados são positivos: 4,0% no acumulado do ano e 4,5% nos últimos 12 meses.
O aumento de 1% no comparativo novembro 01/novembro 00 deveu-se, principalmente, ao desempenho da química (12,8%) e produtos alimentares (4,9%), enquanto o impacto negativo mais expressivo foi exercido, principalmente, por papel e papelão (-19,2%).Pela evolução do indicador acumulado, a indústria paranaense registra o menor crescimento do ano neste tipo de comparação (4,0%). Os segmentos que sustentam e que mais influenciam o resultado global continuam sendo produtos alimentares (8,3%) e química (5,1%), associados, principalmente, ao crescimento na produção de café solúvel e óleo diesel.
No acumulado dos últimos 12 meses (4,5%), novamente a indústria alimentar (8,9%) divide com o setor químico (5,2%) as maiores contribuições no resultado global, devido também à ampliação da produção de café solúvel e de óleo diesel, respectivamente.
Em Santa Catarina a produção industrial apontou crescimento de 3,8% no índice mensal, 4,3% no acumulado do ano e 4,1% no dos últimos 12 meses. Enquanto que em outubro passado o índice mensal era de 11,2%, em novembro esta taxa atingiu 3,8%, acompanhada por dez dos 17 gêneros. “O resultado pode ser explicado em parte pelo fato de que material elétrico e de comunicações, que vinha apresentando uma trajetória de elevado crescimento nos últimos meses, em novembro mostrou um crescimento mais moderado, uma vez que passou de 115,0% em outubro para 15,7% em novembro”, diz Corodvil. Produtos alimentares (12,7%), no entanto, representou a principal contribuição positiva.
O acumulado no período janeiro a novembro apontou crescimento de 4,3%, com oito dos 17 gêneros expandindo sua atividade fabril. No cômputo geral, as principais pressões positivas foram representadas por material elétrico e de comunicações (55,0%) e produtos alimentares (3,9%). A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, manteve o resultado de 4,1%, sobressaindo material elétrico e de comunicações (50,4%) e química (13,4%) com as taxas mais elevadas de crescimento.
A atividade industrial gaúcha apresentou resultados negativos nos indicadores de novembro: queda de 3,7% no índice mensal, -1% no acumulado no ano e -0,8% no dos últimos 12 meses, sendo esta a menor taxa desde outubro de 1999.
Na comparação novembro 01/novembro 00, 15 dos 19 segmentos industriais reduziram a produção, sendo que as principais influências no resultado global foram exercidas por material elétrico e de comunicações (-28,2%) e mecânica (-5,2%). Cabe mencionar que a mecânica apresentou em novembro não só o primeiro resultado negativo do ano, como também não se verificava queda neste segmento desde maio de 2000.
No que tange ao indicador acumulado no ano (-1%), esta é a menor taxa verificada desde agosto de 1999. Entre os 13 setores que reduziram a produção, os principais impactos negativos foram representados por química (-7,3%) e material elétrico e de comunicações (-8,6%). O indicador acumulado nos últimos 12 meses apontou uma redução de 0,8%, que é o menor resultado verificado desde outubro de 1999. As menores taxas de crescimento foram observadas em extrativa mineral (-14,6%) e couros e peles (-11,5%).
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01/15/2002
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