AMORIM: CRISE DAS BOLSAS REVELA FRAGILIDADE DO MODELO BRASILEIRO
O senador Ernandes Amorim (PPB-RO) afirmou hoje (dia 4) que as reformas previdenciária e administrativa, embora necessárias, não resolverão os efeitos provocados pela crise das bolsas de valores sobre a economia do país. Para ele, ao exigir a aprovação imediata das reformas, o governo coloca o Congresso Nacional como "bode expiatório" de uma crise que "independe dos projetos em tramitação".
Segundo o senador, a crise atual resulta no modelo garantidor da estabilidade do real que "se baseia na submissão da política econômica aos interesses do capital especulativo".
- Esse modelo não está calcado em reservas de dólares por meio do aumento da produção, do aumento da produtividade, do aumento da competitividade. Mas em reservas obtidas por meio da permissão à agiotagem internacional - assinalou.
Ernandes Amorim sugeriu que os cortes de gastos anunciados pelo governo para o próximo ano sejam feitos sobre despesas com a publicidade oficial e "sobre a transferência de dinheiro público a governadores comprovadamente desonestos". Ele se referia ao repasse de recursos da Eletrobrás para a Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron).
- Não se pode fechar a torneira do dinheiro aos investimentos em saúde, educação, infra-estrutura e ao funcionamento da máquina pública que efetivamente presta serviços para pagar juros altos e permitir que o dinheiro também saia para o bolso de governadores corruptos - concluiu.
04/11/1997
Agência Senado
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