Ana Amélia compara insatisfação que motivou a Revolução Farroupilha com a da sociedade atual
A insatisfação da sociedade com as situações atuais é muito parecida com a que desencadeou a Revolução Farroupilha, em 1835, no Rio Grande do Sul, disse a senadora Ana Amélia (PP-RS), em discurso no Plenário, nesta sexta-feira (20). Ao registrar a festa que celebra a Revolução Farroupilha em 20 de setembro, naquele estado, a senadora disse que o conflito buscou mudanças que favorecessem o desenvolvimento, a liberdade, a independência e mais justiça social, valores, segundo ela, ainda perseguidos pela sociedade atual.
– Essa é, a meu ver, a grande lição da Guerra dos Farrapos não apenas para os gaúchos, mas para todos os brasileiros que viram nessas manifestações históricas o caminho para mudar em direção a uma vida melhor – disse Ana Amélia.
A Guerra dos Farrapos, como também a revolução é conhecida, durou uma década e resultou da insatisfação dos gaúchos com a política autoritária e centralizadora do Império, explicou Ana Amélia. Para eles, completou a senadora, a cobrança de altos impostos não retornava ao estado para suprir as demandas sociais da população.
Nos dias atuais, observou, a sociedade luta contra a corrupção e quer transparência dos atos públicos, além de exigir mais qualidade de vida, o que inclui saúde, educação, segurança e infraestrutura.
- O mais curioso da história é que a distância que separa os dias de hoje aos primeiros momentos da Revolução Farroupilha, em meu estado, não conseguiu afastar do Brasil alguns problemas antigos, ainda presentes na nossa contemporânea democracia – disse a senadora, ao citar problemas como o baixo salário dos professores.
Na opinião de Ana Amélia, a insatisfação da sociedade, que vem motivando manifestações nas ruas, merece atenção das autoridades. Ela citou como exemplo de descontentamento popular o adiamento do processo do Mensalão no Supremo Tribunal Federal e o debate no Senado sobre o voto aberto para todas as votações.
– Os questionamentos vigentes são contra a incoerência política e o velho hábito do poder público de usar “dois pesos e duas medidas”. Os eleitores querem justiça para acreditar mais na classe política e nos governos, sem autoritarismo, unilateralismo ou arbitrariedades – disse a senadora.
O feriado de 20 de Setembro, para a senadora gaúcha, é uma oportunidade para refletir sobre o fortalecimento da Nação brasileira, que, com a diversidade continental, enfrenta permanente desafio como república. Ela informou que a celebração da data, neste ano, será marcada pelo lançamento do filme O Tempo e o Vento, adaptado da obra de Érico Veríssimo.
20/09/2013
Agência Senado
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