Antero pede CPI sobre contas CC-5 e alerta para prescrição de crime
O senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) fez um apelo nesta quinta-feira (5) aos líderes partidários do Senado para que reconheçam a necessidade de instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a remessa ilegal de US$ 30 bilhões para contas CC-5 de agência do Banestado em Nova York. Ele lembrou que o crime de remessa ilegal de divisas prescreve no próximo ano.
- Se não ajudarmos a Polícia Federal e o Ministério Público Federal nessas investigações, no ano que vem não existirá mais o crime. Neste caso, o Brasil tem pressa porque o crime prescreve e, como disse o delegado da Polícia Federal, nós temos 30 bilhões de motivos para criar a CPI - alertou.
Antero observou que, na terça-feira (4), a Câmara dos Deputados criou a CPI da Evasão Fiscal e as operações de remessa ilegal envolvendo o Banestado serão investigadas. Ele disse que o presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, convocou as lideranças partidárias e cobrou a indicação dos nomes para a CPI.
- Cabe ao PT a indicação do relator - acrescentou.
Para o senador, é preciso reafirmar a autonomia do presidente da Câmara dos Deputados e defendê-lo das pressões do ministro-chefe do Gabinete Civil, José Dirceu.
- Aquela cadeira é para defender a instituição, não é partidária - assinalou.
O senador Almeida Lima (PDT-SE) disse que se as CPIs serviram como palanque no passado, -que dessa vez sirvam para dar ao país o rumo entre as outras nações que ocupam lugar de destaque entre aquelas que respeitam a ética-. O senador José Agripino (PFL-RN) afirmou que seu partido foi surpreendido pelo anúncio da CPI na Câmara e que vai ouvir a bancada sobre a conveniência de instalar a CPI do Banestado no Senado.
Soilidariedade a Paim
Antero ainda manifestou sua solidariedade ao vice-presidente do Senado, senador Paulo Paim (PT-RS), no episódio em que o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, não recebeu o senador em audiência previamente marcada.
- Bater a porta na cara porque concorda com o pensamento de plantão - porque não pensava assim no passado - é um desrespeito. Não é assim que se constrói a democracia. O ministro tem que ser educado com o senador Paulo Paim e com qualquer outro senador - concluiu.
05/06/2003
Agência Senado
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