Apoio de Jarbas a FHC afasta o PPS







Apoio de Jarbas a FHC afasta o PPS
Para Freire, fato de o governador defender um candidato da base do Governo federal inviabiliza aproximação

A possibilidade de uma aproximação do PPS com o governador Jarbas Vasconelos (PMDB) está cada vez mais distante. Essa, pelo menos, foi a impressão do senador Roberto Freire (PPS), depois da conversa ocorrida ontem na casa do peemedebista. Pela pauta oficial, o pós-comunista foi ao encontro de Jarbas para apresentar sugestões, visando combater a violência no Estado. Nos bastidores, no entanto, a versão é outra. Os comentários dão conta de que a reunião teria sido uma última tentativa de Freire para consolidar o namoro com o Palácio das Princesa, fato que vem sendo especulado no meio político nos últimos dias.

Apesar de toda a especulação em torno de uma aliança, Jarbas Vasconcelos fez questão de afirmar que a conversa entre os dois não envolveu a política local. "Falamos um pouco sobre a política nacional, mas deixamos a local de lado. Até porque estamos em lados diferentes", enfatizou. Já Roberto Freire avançou um pouco mais na discussão. "Em política tudo é possível. Acho que nesse momento estamos cada vezmais distantes. Agora mais pra frente quem sabe?", questionou. Ele disse, ainda, que o nome Jarbas Vasconcelos é importante para qualquer legenda. "Se ele decidisse apoiar o meu candidato é claro que eu aceitaria, mesmo discordando de alguns aspectos do seu governo", ressaltou.

Na avaliação de Freire, o distanciamento fica evidente diante do papel assumido por Jarbas de ser o articulador do PMDB em torno do nome do candidato da aliança PFL/PMDB/PSDB à presidência da República. "Uma prova disso, é que o canditado do meu partido bate de frente com o candidato que ele defende". O PPS tem como candidato o ex-ministro Ciro Gomes, enquanto Jarbas defende um candidato da aliança que apoia o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). "Isso afasta a possibilidade dele (Jarbas) apoiar Ciro em Pernambuco", concluiu Freire.

Numa rápida avaliação da performace no Ciro Gomes na corrida presidencial, Freire disse que Pernambuco é o estado onde Ciro menos cresceu. Em 1998 ele conseguiu 7% das intenções de voto e hojeo percentual está em 12%. "Ele cresceu, mas foi o menor índice obtido em todo Brasil". Segundo Roberto Freire, os melhores resultados estão no Rio Grande do Sul."Isso por dois motivos: o desastroso Governo do PT no Estado e a vinda de Antônio Brito para o partido".


PSB quer ampliar debate
O PSB pernambucano continua defendendo a proposta da unidade em torno dos partidos da esquerda, mas coloca uma condição para continuar apoiando a tese. A posição dos socialistas é de que as discussões saiam do campo partidário e passe a defender os interesses da população. "Essa é linha do nosso partido. Estamos dispostos a unir das forças de esquerdas, desde que essa unidade favoreça o povo", disse o ex-governador Miguel Arraes, presidente nacional do legenda. A direção executiva do partido se reuniu ontem para discutir o tema do Congresso Estadual do PSB, que vai acontecer no próximo final de semana.

Segundo o deputado estadual, Jorge Gomes, presidente estudual do partido, a intenção do PSB é discutir um plano de integração do Nordeste às ações de âmbito nacional. "O que observamos é uma concentração do poder político-econômico em algumas regiões e o Nordeste ficando de fora", comentou.

O primeiro passo para atingir essa meta, os socialistas pretendem dar no próximo domingo, segundo dia do congresso.Segundo Jorge Gomes, durante o encontro três temas atuais serão colocados em discussão: a violência, a crise energética e o cenário político-econômico nacional. No final, será elaborada uma tese geral sobre o Nordeste. O documento será levado para o Congresso Nacional do partido, que será realizado no final de novembro. "São assuntos que refletem diretamente na vida das pessoas. E não a briga de fulano ou beltrano por problema partidário", criticou o deputado federal Eduardo Campos (PSB).

Na avaliação dos socialistas, a proposta da oposição deve ser mais dura na hora de criticar os pontos negativos do Governo Fernando Henrique Cardoso (PMDB), a exemplo do desaquecimento da economia, as consequências do apagão, e, ainda, as deficiências do Governo Jarbas Vasconcelos (PMDB), que, segundo eles, pouco tem investido no Estado. "A oposição, por exemplo, não levantou uma palha para intermediar a greve dos professores da UFPE, que já dura 60 dias. É desse tipo de discussão que devemos participar e não ficar bombardeando um ao outro", observou Campos.

Segundo ele, é dessa forma que se acumula força na política. "Agora se as pessoas acham que já tem força suficiente para enfrentar esse grupo que está no poder, que continuem por esse caminho", enfatizou. Já o ex-governador Miguel Arraes salientou que o partido continuará trabalhando pela unidade.


José Francisco ganha perfil
O jornalista Luciano Fraticelli entregou ao presidente da

Assembléia Legislativa, deputado Romário Dias, o 14º volume dos perfis parlamentares, sobre o ex-deputado José Francisco de Melo Cavalcanti. O livro tem prefácio do desembargador Arthur Pio e será lançado ainda este ano. No dia 31, com o apoio do DIARIO DE PERNAMBUCO, a Assembléia lança os primeiros volumes, de Estácio Coimbra, Agamenon Magalhães e Paulo Cavalcanti. O projeto Perfil Parlamentar do Século XX retratará um total, 22 ex-parlamentares que foram escolhidos por uma comissão formada por representantes da Academia Pernambucana de Letras, UFPE, Conselho Estadual de Cultura, Fundação Joaquim Nabuco e Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco.


Dispensa de licitação da PCR é questionada
Construção de 200 casas é debatida na Câmara

Mais um round no embate entre a bancada de oposição do prefeito João Paulo (PT), na Câmara, e a Prefeitura do Recife. O vereador Roberto Andrade (PFL) voltará a criticar hoje, no plenário da Casa, a dispensa de licitação para a construção de 200 casas adotada pela PCR em nome da urgência decorrente do estado de calamidade - as moradias serão destinadas a desabrigados pelas chuvas ocorridas no segundo semestre de 2000. "O pedido de informação que enviei à PCR sobre falta de licitação não foi atendido. Eles cumpriram o prazo (encerrado na última sexta-feira) mas não mandaram respostas convincentes", justificou Andrade. "Vou voltar a me manifestar e cobrar o que pedi", completou.

O vereador ressalta que entre os documentos remetidos a ele pela PCR não há informações sobre os processo de dispensa de licitação e nem uma análise do Tribunal de Contas do Estado (TCE). "Recebi uma avaliação do TCE do ano passado que, depois de tanto tempo, não deve ser considerada. Eles juntaramdocumentos da época da administração de Roberto Magalhães (PSDB) - gestão anterior - e me enviaram. Nada está detalhado. Quero que o TCE se manifeste. A PCR deveria informar por exemplo, que o Tribunal já abriu um processo para avaliar a dispensa de licitação".

O secretário de Assuntos Jurídicos do Recife, Maurício Rands, garante que tudo o que foi pedido foi enviado. Ele acredita que o vereador esteja falando em análises de dados. "Esta função não é da PCR e sim de assessores dele. Esta análise deve ser feita pela sua assessoria", afirmou. Ele acrescenta que não pode fornecer um parecer do TCE, uma vez que só na semana passada o Tribunal abriu auditoria especial para avaliar a dispensa de licitação.

empresa - O termo de dispensa de licitação foi publicado no Diário Oficial do dia 6 de setembro e define que a empresa que construirá as habitações é a Lecon Projetos e Instalações Ltda. O valor do contrato é de R$ 1.196.000,00. O montante é exatamente R$ 4 mil abaixo do limite (piso) da obrigatoriedade de licitação (R$ 1,2 milhão).

O termo gerou um processo no TCE após as informações - solicitadas à PCR pelo conselheiro Carlos Porto - serem fornecidas ao Tribunal. Porto se baseou nos questionamentos do vereador Roberto Andrade. O relator é conselheiro Roldão Joaquim, que ainda não recebeu o processo.

O relatório do processo será submetido à análise do Pleno do TCE. Isso significa dizer que a PCR corre o risco de ter que voltar atrás e lançar um edital para contratar a empresa que construirá as moradias. O Executivo Municipal pode ainda ter que revogar o termo, num procedimento semelhante ao acontecido com o edital do lixo - antes mesmo de o processo chegar ao Pleno do TCE, a PCR o anulou.

A PCR explica que recorreu à dispensa de licitação pelo fato de a construção das casas ter caráter de "urgência". Segundo o secretário-adjunto de Assuntos Jurídicos, Bruno Ariosto, o processo seguiu todos os preceitos estabelecidos pela Lei das Licitações (866/93). "Estamos tranqüilos. Existe um parecer que determina que estado de calamidade não é válido somente durante uma tragédia, mas também engloba seus efeitos", disse.

Na sua avaliação, caso a PCR tivesse que fazer abertura de concorrência, o processo de licitação, sem contar com nenhum contratempo, consumiria três meses, no mínimo.


PF abre inquérito contra Maluf
Ex-prefeito é indiciado porque omitiu informações sobre gastos de campanhas eleitorais

SÃO PAULO - O ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) foi conduzido "de forma coercitiva" por agentes da Polícia Federal para depor na sede da PF em São Paulo por ordem do delegado do Delegacia de Ordem Política e Social, Almir Rodrigues Otero. Maluf estava depondo no MP, para Sílvio Antonio Marques, sobre supoostos depósitos dele no Paraíso fiscal das Ilhas Jersey, quando recebeu a intimação.

Marques afirmou que Maluf manteve a mesma linha de seus familiares, definida pela defesa, e respondeu a todas as perguntas que lhe foram formuladas ontem com um "nada a declarar". Depois de prestar depoimento na PF, o prefeito foi indiciado em inquérito que apura irregularidades na prestação de contas das campanhas eleitorais de 1998 e 2000. Segundo o delegado Gilberto Tadeu Vieira Cézar, Maluf teria omitido dados a respeito de dinheiro e bens obtidos nas campanhas eleitorais. Ele não quis citar nomes de pessoas físicas ou jurídicas que teriam doado recursos à campanha malufista.

Maluf está sendo indiciado com base nos artigos 350 (omissão de informação), 377 (que prevê benefícios à organização política ou partido com uso da administração) e 346 (que proíbe atos de acordo com o 377), todos do Código Eleitoral. O primeiro artigo prevê pena que vai de 1 a 5 anos de detenção e o segundo, de 1 a 6 meses. Vieira disse que a investigação foi pedida pela Procuradoria Eleitoral.

TUMULTO - Um ovo jogado por Juarez Souza dos Santos, um "pesquisador free lance", como ele se definiu, tumultou a chegada do ex-prefeito ao Ministério Público de São Paulo, poucos antes das 14 horas de ontem. O alimento lançado por Santos atingiu um dos seguranças da comitiva que acompanhava Maluf. Um grupo de seguidores do ex-prefeito tentou agredir o manifestante, que foi rapidamente, cercado por seguranças e assessores de Maluf. Policiais militares que fazem a guarda na entrada do MP conseguiram resgatar Santos do meio do tumulto e o levaram para o 78º Distrito Policial (DP). Santos afirmou que jogou o ovo como "uma forma de protesto contra a corrupção".

Flávio Maluf, filho do ex-prefeito, também depôs no MP. No depoimento ele manteve a mesma estratégia seguida por seus irmãos e sua mãe. Ele respondeu com um "nada a declarar" a todas perguntas dos promotores que investigam o Caso Jersey.


Aloísio Nunes é confirmado para a Justiça
BRASíLIA - O porta-voz da Presidência da República, Georges Lamazière, confirmou ontem que o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Aloysio Nunes Ferreira, foi escolhido pelo presidente Fernando Henrique Cardoso para o cargo de ministro da Justiça. Ele vai substituir José Gregori, nomeado embaixador do Brasil em Portugal.

A decisão final do presidente Fernando Henrique Cardoso sobre as outras mudanças pontuais que fará no ministério só serão anunciadas depois da viagem que ele fará a Espanha e a França. Antes de escolher Aloísio, o presidente examinou a conveniência de designar para a Justiça um quadro operacional capaz de aumentar os esforços do Brasil na área de segurança e inteligência, uma vez considerando-se que a frente do País na guerra dos aliados contra o terrorismo é nesse setor.

Os serviços militares de inteligência estão atuantes nessa área, mas a operação a fim de desmontar posições logísticas no território brasileiro, notoriamente, na Tríplice Fronteira de Foz do Iguaçu, depende, crucialmente, da Polícia Federal (PF), subordinada ao ministro da Justiça, que, por sua vez, teria de ser um quadro capaz de atuar sem atritos com a área militar.

desistência - O presidente parece ter desistido de uma troca ampla de ministros até o fim deste ano. Assim, deve-se esperar que os ministros da Saúde, José Serra, Educação, Paulo Renato Souza, Comunicações, Pimenta da Veiga, e Agricultura, Pratini de Moraes, permaneçam nas pastas. O mesmo se pode dizer de outros ministros, como o de Desenvolvimento Agrário, Raul Jungman, Planejamento, Orçamento e Gestão, Martus Tavares, Esportes e Turismo, Carlos Melles, Trabalho, Francisco Dornelles e Previdência Social, Roberto Brant, que gostariam de sair só em abril, como manda a lei, para tentar uma vaga no Parlamento.


Sílvio depõe hoje sobre seqüestro
SÃO PAULO - O empresário Silvio Santos e sua filha Patrícia Abravanel devem prestar depoimento hoje na 30ªVara Criminal, no Fórum da Barra Funda, zona oeste da cidade. Deverá ser ouvido ainda Guilherme Stoliar, sobrinho do empresário e responsável pelas negociações com os sequestradores de Patrícia. Os cinco acusados do crime foram ouvidos no último dia 3. À Justiça, Fernando Dutra Pinto disse ter planejado a ação sozinho. Ele e seu irmão, Esdras Dutra Pinto, confessaram o sequestro de Patrícia, mas isentaram de culpa os demais.

O Ministério Público denunciou Dutra Pinto por seis crimes: dois sequestros - o de Silvio e o de Patrícia-, roubo, porte de arma, formação de quadrilha e falsificação de documento. Esdras, Marcelo Batista Santos, Luciana dos Santos Souza (Jenifer), e Tatiana Pereira Silva, aparecem como co-autores do sequestro de Patrícia e respondem por formação de quadrilha e porte de arma.

Dutra Pinto disse que contratou o irmão para ajudá-lo no plano que havia preparado. Os dois estavam juntos na invasão da casa do apresentador. Segundo ele, Luciana - sua namorada - ficou apenas um dia no cativeiro com Patrícia e Tatiana não participou do plano de sequestro. Ele disse ainda que Santos, foi chamado para vigiar o lugar, sem saber que se tratava do sequestro de Patrícia.


Artigos

O Estado brasileiro
Leonardo Guimarães Neto

Os brasileiros, certamente, não têm o Estado que merecem. Seja da perspectiva do sistema de arrecadação seja da perspectiva das despesas e das prioridades adotadas, o País não pode fugir a uma reforma do Estado e das práticas perversas que se vêm consolidando como se fossem naturais e inerente a esta instituição. Não se trata, evidentemente, da reforma preconizada pela consenso de Washington: Estado mínimo e ausente, com total subordinação às forças do mercado e ao capital especulativo, além de passivo no que se refere ao processo de globalização. Mas de uma reforma da qual decorra a progressividade do sistema tributário, uma maior capacidade para promover o bem-estar social e para regular o mercado nos momentos em que, do seu livre funciona mento, decorre altos custos sociais e impactos negativos sobre a sociedade. Ao lado de uma maior capacidade para inserir a economia nacional de modo adequado e positivo no contexto mundial. Enfim um Estado que, ao abrigar, democraticamente, as diferentes classes e atores sociais não se deixe conduzir pelos grupos econômicos e financeiros mais fortes, cujo domínio sobre o aparelho estatal está na raiz das grandes distorções que ele atualmente apresenta.

No que se refere ao sistema de tributos, o imposto de renda que, em tese, possui característica de progressividade, representa somente 18% da receita total e é, segundo especialista, absolutamente incapaz de promover a justiça pretendida, dada a sua reduzida presença no contexto do total dos impostos e a sua quase isenção em relação às grandes fortunas. Isto significa dizer que a grande totalidade da arrecadação está baseada em impostos indiretos, nos quais a discriminação quanto às faixas de renda do contribuinte é praticamente impossível. Não é por outra razão que algumas estimativas mostram o alto grau de tributação da população de baixa renda: famílias que vivem nas regiões metropolitanas brasileiras, com renda mensal de até dois salários mínimos, pagam R$ 50,00 por mês de impostos e comprometem, com eles, cerca de 18% da suas despesas de consumo.

Do lado dos gastos, a situação é, também, perversa. Do total dos tributos do setor público nacional (esfera federal, estadual e municipal), que deveria, em princípio, ser destinado à produção de serviços e realização de obras essenciais para o bem-estar da população, 30% se destinam a pagamento de serviços da dívida pública junto ao sistema financeiro. Relativamente ao orçamento federal, esta cifra já chega à metade. Parte relevante, pois, dos gastos é orientada para despesas financeiras e não para aquelas que dizem respeito a programas e projetos governamentais. O grave é que, o alto grau de comprometimento das receitas com a dívida pública ocorreu, na história recente, nas duas administrações de FHC. Quando o atual Governo entrou, em 1994, a relação percentual entre a dívida mobiliária federal, em poder do público, e o produto interno eqüivalia a 17,7%. Essa mesma relação, em 2000, já alcançava 47,3% e, estima-se, chegará em dezembro de 2001 a54%. A prática de juros altos e a desvalorização da moeda brasileira vêm dando sua contribuição ao aumento da dívida pública, aos cortes dos programas governamentais, entre os quais, os de geração de energia elétrica que ocasionaram a atual crise de energia.

O Estado brasileiro cobra mal os tributos, pois faz incidir sua carga tributária nos que têm menor renda, e, mais recentemente, partiu para um desvairado endividamento que comprometeu sua capacidade de contribuir para o bem-estar da população e de realizar políticas econômicas. Isto, não obstante o aumento da carga tributária e do acesso aos recursos arrecadados com a privatização das empresas estatais. Não existe, na experiência recente do País, nada mais parecido com o Estado do mal-estar social.


Colunistas

DIARIO Político

Uma chapa diferente
Jarbas Vasconcelos anda sem sorte nas articulações que vem realizado para as eleições do próximo ano. Se nacionalmente não conseguiu conter até agora Itamar Franco (PMDB-MG), considerado o nome mais forte para ganhar as prévias do PMDB que vão escolher o candidato do partido à Presidência da República, aqui aumenta cada vez mais a distância entre ele e o PPS. Apesar do grande esforço desenvolvido por Roberto Freire para aproximá-lo da legenda pós-comunista e, conseqüentemente, de Ciro Gomes. O fato de permanecer aliado ao presidente FHC e de ter assumido o papel de articulador do PMDB em torno do candidato da aliança PFL/PMDB/PSDB que vai disputar o Palácio do Planalto, é o que está impedindo qualquer acordo com o PPS e é muito difícil encontrar uma saída para esse impasse. Se não surgir nos próximos dias nenhum fato novo que mude esse quadro, Jarbas Vasconcelos não terá alternativa a não ser caminhar com Marco Maciel ao seu lado, disputando uma das vagas do Senado. E a outra provavelmente será dada ao tucanoSérgio Guerra, para beneficiar os três partidos que integram sua base aliada. Se fosse possível um acordo com o PPS, o governador poderia fazer outra chapa, diferente, que ele consideraria ideal para ganhar a eleição porque no lugar de Maciel colocaria Roberto Freire. E o PFL não poderia reclamar de coisa alguma porque estaria representado com Mendonça Filho, que seria candidato a vice mais uma vez.

Roberto Peixe é o convidado, hoje, do almoço-assembléia da CDL-Recife, no Spettus. O secretário de Cultura da PCR vai falar sobre o Complexo Cultural Recife-Olinda

Recursos

Marco Maciel diz que até dia 30 o Governo Federal libera mais R$ 11,4 milhões para as obras do Aeroporto dos Guararapes. O vice-presidente lembra que, com isso, toda verba prevista no OGU deste ano terá sido liberada. Ou seja, de vez em quando o Orçamento deixa de ser uma ficção.

Desistência 1

Carlos André Magalhães comunicou oficialmente ao PSDB, através de carta à direção do partido, que desistiu de disputar uma vaga na Assembléia e como militante tucano se integra à campanha de Roberto Magalhães, seu pai, candidato a deputado federal em 2002.

Desistência 2

Entre as razões da desistência, Carlos André diz que se continuasse na disputa atrapalharia Roberto Magalhães porque ele não poderia fazer dobradinhas com candidatos a estadual de outros partidos. Assim, seu projeto para entrar na política fica adiado para 2006.

Rede 1

José Serra (PSDB) não aprende. O ministro da Saúde insiste em utilizar cadeia nacional de televisão, aos domingos, atrapalhando o lazer e o descanso de todo mundo para dizer coisas que poderiam ser ditas em qualquer outro momento.

Rede 2

Domingo, por exemplo, ele irritou o Brasil inteiro quando apareceu falando de dengue, com recomendações sobre plantinhas e tudo mais, no final do jogo de futebol e no meio dos programas o Domingão do Faustão e o Domingo Legal.

Rede 3

Como não consegue decolar nas pesquisas para presidente da República, quem sabe as aparições domingueiras do ministro atrapalhem mais do que ajudem. Os assessores bem que poderiam mudar de estratégia, para o bem de todos.

Candidatos

O Cabo de Santo Agostinho tem mais um candidato a deputado estadual: o vereador Romero Arruda, que trocou o PRP pelo PSC de Fernando Rodovalho. Com ele estão no páreo Antônio Araújo (PST), Betinho Gomes (PPS), Efigênia Oliveira (PSB) e Lula Cabral (PMDB).

Bonecos

Na coleção de artesanado de Jarbas Vasconcelos, três bonecos em tamanho natural enfeitam um dos ambientes da casa do governador sentados ao redor de uma mesa. Tão perfeitos que quando Michel Temer (PMDB-SP) esteve lá, no início do mês, acenou para eles pensando que fossem assessores de verdade.

Campanha

Sérgio Guerra reuniu os deputados tucanos que fazem política com ele, Jarbas Vasconcelos e 36 prefeitos da sua base eleitoral num almoço, ontem, em Limoeiro. E foi logo avisando: "Estou confirmando minha candidatura a deputado federal e para isso preciso garantir os votos" . Mas isso não quer dizer que ele não possa disputar uma das vagas do Senado, claro.


Editorial

Orientação da economia

O atual quadro de incerteza global, marcado por falta de previsibilidade sobre os resultados da guerra, retração mundial no consumo e crescente aversão dos investidores ao risco, vai agravar a situação das contas externas do Brasil e limitar os ganhos no comércio exterior brasileiro. Mas o País pode superar essa situação com soluções internas. Basta que use o potencial do seu mercado doméstico para superar os efeitos da crise econômica m undial. Uma das estragégias é a de rejeitar o nacionalismo autárquico e adotar uma política democrática de inclusão social.

Uma nova orientação da nossa economia visando uma melhor distribuição de renda e a dinamização das indústrias manufatureira e agroalimentar, deve ser um dos meios passíveis de utilização. Essa política passa por geração de empregos, trazendo em seu bojo o desenvolvimento da economia familiar, reforma agrária e estímulo à micro e pequena empresa. Mas a idéia predominante é de que os recursos do BNDES não podem mais ser usados para financiar privatizações, e sim, para alavancar uma política que dissemine a renda. O que preocupa é que, nos próximos meses, com a entrada em ação do período pós-eleitoral, o País possa viver um período "agitado", fato que agravará ainda mais o cenário externo desfavorável.

É pensamento comum nos meios financeiros do País que existe uma grande necessidade de quebrar o ciclo de juros altos e aumento de risco para permitir que a Nação reduza sua dependência externa e fique menos vulnerável às turbulências internacionais. Nesse sentido, a política de juros altos e de venda de títulos cambiais mantida pelo Banco Central é de uma forma ou de outra muito equivocada.

No quadro que atualmente se apresenta, quando os Estados Unidos passam a privilegiar alianças para combater o terrorismo, a América Latina ganha mais relevância para os norte-americanos no médio prazo. Essa necessidade de Washington em conseguir apoio pode levar a um entrelaçamento mais forte entre segurança e comércio.

O Brasil pode se beneficiar se adotar uma atitude impositiva de maior entrelaçamento entre a nova política norte-americana e as questões comerciais. A atitude que começa a se configurar agora, na área de defesa, diz respeito a operações especiais, de inteligência, rastreamento de contas, redes de informação e diplomacia. Os EUA precisam de aliados, mas é ao Itamaraty que cabe relacionar política e comércio em benefício do Brasil.


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10/23/2001


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