Após adiamento da viagem de Dilma, Ferraço lembra importância da relação com EUA
Para presidente da CRE, relações bilaterais não foram comprometidas
O adiamento da visita que a presidente Dilma Rousseff faria aos Estados Unidos, no dia 23 de outubro, deve ser acompanhado de uma reflexão sobre o futuro das relações entre os dois países. A advertência foi feita nesta quinta-feira (10) pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES).
Na abertura da reunião da comissão, ele disse concordar com o gesto de Dilma de adiar a sua viagem, após a publicação de denúncias de espionagem dos Estados Unidos no Brasil. Ele elogiou ainda o tom adotado pela presidente em suas declarações sobre o tema, que considerou “altivo sem deixar de ser sereno”. Desta forma, observou, não ficou comprometido o relacionamento bilateral.
Algumas semanas após o episódio, porém, o senador sugeriu que se coloque em debate o futuro das relações entre Brasília e Washington. Agora que o Brasil e o Mercosul retomam a negociação de um acordo comercial com a União Europeia, lembrou, ele alertou para o risco de se relegar a segundo plano um diálogo com os Estados Unidos, na área comercial, como consequência de processo de esfriamento das relações bilaterais.
- O que isso significaria em termos da liderança que o Brasil naturalmente exerce na América Latina, considerando que vários de nossos vizinhos já mantêm ou estão em vias de constituir relações econômicas especiais com os Estados Unidos? – questionou Ferraço.
Como duas importantes nações do hemisfério Ocidental, prosseguiu o senador, Brasil e Estados Unidos desenvolveram uma “densa rede de interesses interconectados e de aspirações mútuas”. Ele cita como exemplo o comércio bilateral. Mesmo em tempos de relativa desaceleração econômica, recordou, o fluxo de comércio entre os dois países alcançou cerca de US$ 75 bilhões em 2012.
10/10/2013
Agência Senado
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