Aprovação em supletivo é motivada por trabalho



O estudo foi relizado em março passado e contou com a participação de 33 mil pessoas

A Secretaria de Estado da Educação encerrou no final de abril a maior pesquisa do Brasil com estudantes que prestaram exames supletivos. O levantamento aponta que a maioria (60,8%) dos que participaram da prova pensa no futuro profissional ao tentar o diploma.

O estudo foi relizado em março passado e contou com a participação de 33 mil pessoas que realizaram o exame supletivo.

Na ocasião, dos 245 mil inscritos no exame da Secretaria da Educação, 105 mil compareceram ao exame supletivo e 70,5 mil foram aprovados. 

Resultados

Dos 33 mil entrevistados, 60,8% prestaram o exame pensando no trabalho (24,2% querem ingressar no mercado de trabalho, 17% desejam voltar a trabalhar e 19,6% querem promoção no emprego). Outros 25,7% dos concorrentes prestaram supletivo para galgar novos níveis de escolaridade_ 13,5% têm motivos diversos.

O perfil dos candidatos do supletivo ainda demonstra que o maior percentual tem idade entre 21 e 40 anos (65%) e renda familiar entre 1 e 3 salários mínimos (60,9%). Cerca de 55% dos 33 mil concorrentes prestaram o exame pela primeira vez. Aqueles que já foram reprovados outras vezes apontam a dificuldade das questões (42,6%) como o principal fator para o mau desempenho.

“Essa pesquisa é muito importante para identificar e conhecer as necessidades dos candidatos e, a partir daí, projetar possíveis mudanças. O dado mais importante é saber que os concorrentes têm a preocupação de galgar posição no trabalho”, afirma Elisabete Lunetta, diretora de supletivo da Secretaria.

Cerca de 28% dos candidatos estudaram até a 8ª série do Ensino Fundamental, em escolas regulares. A pesquisa aponta ainda que os candidatos lêem, em média, 2 livros por ano (fora os materiais didáticos) e se mantêm informado prioritariamente por televisão ou internet.

Estudos

Dos alunos que pretendem continuar com os estudos, 52% desejam entrar um uma faculdade. Outros 38,1% desejam participar de um curso técnico. Mais 9,5% dizem não querer mais estudar.

A disciplina de maior identificação é língua portuguesa, com 32,6% da preferência. Em seguida vem matemática, com 29,5%, história (17,5%), ciências (12,7%) e geografia (7,7%).

Renda da família

A maioria deles tem renda familiar inferior a R$ 1.300. Este grupo concentra 60,9% dos pesquisados. Mais 8,7% têm renda menor que R$ 391. outros 23,3% ganham entre R$ 1.300 e R$ 2.600.

Da Secretaria da Educação



05/06/2008


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