ARCHER E PRESIDENTE DA FITTEL CRITICAM EMENDA
O ex-ministro da Ciência e Tecnologia Renato Archer e o presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações (Fittel), Brígido Roland Ramos, criticaram hoje (dia 19) a proposta de emenda do governo que flexibiliza o monopólio estatal das telecomunicações, durante audiência pública na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, presidida pelo senador Iris Rezende (PMDB-GO)
Na interpelação a Renato Archer, o senador Ney Suassuna (PMDB-PB) citou a precariedade dos serviços de telefonia no país, apontando a deficiência do sistema celular, com o que concordou o depoente. Já o senador Romeu Tuma (sem partido-SP) chamou a atenção para o alto preço de um terminal telefônico, dando como exemplo o que ocorre em Sao Paulo,onde uma linha atingeUS$ 2 mil no mercado paralelo.
DisseRenato Archer que o mercado brasileiro das telecomunicações detém hoje 84% do mercado latino-americano. Para o ex-ministro, conquistar o Brasil significa para as grandes empresas mundiais do setor conquistar um continente e, por isso mesmo, trata-se de um assunto de interesse fundamental para o país.
Já o engenheiro Brígido Ramos defendeu o monopólio estatal como condição de manutenção da própria soberania e da democrática cobertura nacional dos serviços, alcançando os diversos segmentos da população, em todos os pontos do território brasileiro. O sindicalista pediu o apoio dos senadores para a manutenção do monopólio do Estado, admitindo, no entanto, a flexibilização que mantenha uma rede "pública e única" de telecomunicações no país.
19/06/1995
Agência Senado
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