Argentina reage com limites ao saque bancário
Argentina reage com limites ao saque bancário O governo argentino deverá adotar, já a partir de segunda-feira, uma série de medidas para proteger o sistema financeiro contra a fuga de depósitos que, na sexta-feira, se configurou com a retirada recorde de quase US$ 1 bilhão dos bancos locais. Além disso, o governo quer proteger a conversibilidade econômica, base do sistema monetário do país, que estabeleceu há dez anos a paridade entre peso e dólar.
A medida mais comentada no pacote de defesa financeira é a do congelamento dos depósitos bancários. Os argentinos poderiam retirar apenas US$ 1 mil por mês em espécie. O restante teria de ser movimentado por meio de cheques ou cartões de crédito/débito.
A fórmula deve manter a moeda no sistema financeiro, evitando que os bancos entrem em colapso por não ter dinheiro para entregar aos clientes. Segundo analistas, restam nos bancos cerca de US$ 3,5 bilhões, para enfrentar um eventual agravamento da corrida. (pág. 1 e B1)
Os grupos étnicos, políticos e religiosos do Afeganistão, reunidos em Bonn, chegaram ontem a um entendimento com o presidente em exercício Burhanuddin Rabbani para a composição do conselho provisório do governo afegão de consenso. A notícia, divulgada pela agência alemã DPA, citando funcionários categorizados da ONU, diz que o acordo foi conseguido após intensa pressão dos EUA e aliados.
Pesados bombardeios marcaram o dia em Kandahar. Os Taleban chegaram a anunciar a derrubada de um avião americano, mas os Estados Unidos desmentiram. (pág. 1 e A18)
A guerra fiscal patrocinada por governadores para levar a seus estados montadoras de automóveis está se revelando um fiasco econômico. É o que demonstra estudo produzido pela Unicamp.
A pesquisa mostra que o total de investimentos iniciais feitos pelas montadoras é praticamente igual ao valor dos subsídios dados pelos governadores. Cada emprego criado custou de R$ 328 mil a R$ 400 mil, dizem os autores do estudo. (pág. 1 e A4)
Se depender do presidente Fernando Henrique Cardoso, o projeto de lei que dá autonomia operacional ao Banco Central será aprovado pelo Congresso e entrará em vigor ainda em seu Governo. FHC disse que luta pela urgência porque essa mudança é "importante para a estabilidade econômica". (pág. 1 e B2)
Lojas de eletrodomésticos, brinquedos e alimentos fazem novas encomendas às indústrias, diante da mudança de perspectivas para as vendas de Natal. Se o desânimo dominava o comércio até meados de outubro, os empresários já revêem previsões e tentam garantir estoques. "Há recuperação nas vendas", diz Fábio Mattos, da Tendência Consultoria. (pág. 1 e B5)
O País já tem a tecnologia para trabalhar com células de embriões humanos em experimentos de clonagem terapêutica, diz a pesquisadora Lygia Pereira, da USP. "Mas, como há um vazio na legislação e muita polêmica, temos de aguardar", ressalta. De qualquer forma, no mundo todo a clonagem ainda é uma tecnologia falha, cara e cheia de incertezas. (pág. 1, A16 e A17)
EDITORIAL
"Lei do mais forte no comércio mundial" - Afinal, o governo dos EUA tem ou não um compromisso com o livre comércio? A dúvida é justificável. Depois de Doha, os americanos voltam a desempenhar outro papel, promovendo interesses nem sempre compatíveis com o comércio aberto. (pág. 1 e A3)
12/02/2001
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