Argentina tenta pacto político para atender o FMI
Argentina tenta pacto político para atender o FMI O governo argentino vai convocar amanhã um diálogo com a oposição peronista em busca de um pacto político em torno das medidas econômicas negociadas com o Fundo Monetário Internacional. O FMI vem exigindo que a Argentina aprofunde o ajuste fiscal para reduzir os déficits previstos em 2002 e nos anos seguintes.
Segundo o presidente da União Cívica Radical, partido do presidente Fernando de la Rúa, Angel Rozas, entre os assuntos sobre os quais o governo pretende chegar a um acordo com os peronistas estão a reestruturação da dívida externa, o orçamento de 2002, a lei de co-participação federal dos impostos e a reforma tributária. O acordo político é também uma exigência do FMI para o desembolso de novos recursos à Argentina, pois os peronistas controlam a maioria das províncias e o Legislativo. (pág. 1 e B1)
Economistas, empresários e observadores brasileiros avaliam que a flutuação do câmbio é a melhor saída para a Argentina superar a atual combinação de crise financeira e depressão econômica. (pág. 1 e B3)
O ministro Pratini de Moraes (Agricultura) quer que o País suspenda as tratativas da sua área no âmbito da criação da Alca. "O Congresso americano disse não à Alca", afirmou. Para ele, o "fast track", que restringe as negociações para o comércio de suco de laranja e açúcar, é um sinal de que os EUA não querem acordo na agricultura. "E sem agricultura não há Alca." (pág. 1 e B16)
A grande arma de alguns caciques da política para recuperar ou preservar o poder são as "chapas familiares". O ex-presidente Fernando Collor (PRTB) e os ex-presidentes do Senado Antonio Carlos Magalhães (PFL) e Jader Barbalho (PMDB) querem retornar à vida pública, nas eleições de 2002, respaldados por uma chapa com filhos, netos e parentes próximos. (pág. 1 e A4)
A Venezuela vai enfrentar amanhã o maior protesto de sua história, quando 1 milhão de estabelecimentos devem permanecer fechados. O motivo da paralisação é o pacote de 49 leis baixado pelo presidente Hugo Chávez. Elas mudam os critérios de exploração do petróleo, da posse de terra e dão incentivos a microempresários, entre outros. (pág. 1 e A22)
Em Caracas, Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o pacote e as idéias de Chávez. "Ele pensa o que eu penso." (pág. 1 e A8)
Um dia depois da derrocada do Taleban, com a queda definitiva de Kandahar, ontem ainda restavam dúvidas sobre o paradeiro de seu líder supremo, o mulá Mohammed Omar, e do terrorista Osama bin Laden. O comandante pashtun Hamid Karzai - escolhido para chefiar o governo que tomará posse no dia 22 - fez um chamamento à população afegã para que ajude a caçar os fugitivos. Karzai prometeu 'levá-los à Justiça internacional'. forças americanas prosseguiram com bombardeios na região de Tora Bora, onde se suspeita que Bin Laden esteja escondido. (pág. 1 e A16)
EDITORIAL
"'Uma revolução na gestão das finanças" - O relatório do FMI sobre transparência fiscal no Brasil é muito mais que um certificado de qualidade técnica. é um atestado inegável de avanço democrático. Informação e democracia andam juntas e são estreitamente associadas. (pág. A3)
12/09/2001
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