Arns pede financiamento para empresas públicas de energia
Embora reconhecendo que a aprovação de um novo modelo de gestão para o setor elétrico brasileiro representa um avanço, o senador Flávio Arns (PT-PR) manifestou sua preocupação em relação a pontos que não viu contemplados nas medidas provisórias apreciadas pelo Senado nesta quinta-feira (4). Um deles é a impossibilidade de as empresas públicas de energia elétrica contraírem empréstimos para financiar suas operações.
- Por que as empresa públicas, como a Copel [Companhia Paranaense de Energia] e a Cemig [Companhia Energética de Minas Gerais], que são as jóias do setor elétrico, não podem, como as companhias privadas, ter financiamento à sua disposição? Por que o crédito está unicamente disponível para o setor privado? Estamos privatizando o crédito no Brasil - afirmou Flávio Arns.
Além da questão do crédito para empresas públicas do setor elétrico, Flávio Arns indagou do relator matéria, senador Delcídio Amaral (PT-MS), se as medidas provisórias contemplam o pleito das companhias públicas que, no ano passado, concordaram em não repassar ao preço cobrado pela energia elétrica as variações nos custos de sua produção. Ele lembrou que o acordo foi feito com todo o setor elétrico, mas o governo só cumpriu a promessa de repassar, na forma de financiamento, o valor que deixou de ser cobrado com as empresas privadas.
- No final do ano, todas as empresas privadas receberam os empréstimos. As empresas públicas, não. A do Rio Grande do Sul não recebeu; está R$ 44 milhões mais pobre. Santa Catarina perdeu R$ 136 milhões; sua empresa de energia não está se modernizando porque esse financiamento não foi repassado. O Paraná perdeu R$ 196 milhões, Minas Gerais ficou R$ 323 milhões mais pobre. Goiás deixou de receber R$ 11 milhões e o Distrito Federal, R$ 21 milhões - informou Flávio Arns.
04/03/2004
Agência Senado
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