Arruda diz que é "o elo de uma corrente"
- Se meu pronunciamento tivesse essa precisão, eu não estaria dando chance de ser questionado por Vossa Excelência. Além do mais, admito que sou o elo de uma corrente que tem em uma extremidade a doutora Regina Borges e na outra o senador Antonio Carlos Magalhães - afirmou.
Arruda negou-se a confirmar a veracidade das palavras da ex-diretora do Prodasen, que, em depoimento ao Conselho de Ética, assegurou ter sido aconselhada por ele a manter silêncio sobre as irregularidades "até sob tortura".
O senador procurou atribuir, "inicialmente", um caráter "sadio" à consulta que fez a Regina Borges e que teria dado origem a esse episódio, que já o obrigou a afastar-se do PSDB. O que o motivava - e motivava o então presidente do Senado - era averiguar o nível de segurança do sistema eletrônico instalado no plenário, afirmou.
A razão da consulta, segundo Arruda, deveu-se ao fato de, naquele momento, logo após a cassação do então senador Luiz Estevão, os corredores do Senado estarem cheios de boatos sobre os votos de alguns senadores. Apesar de Antero haver solicitado que Arruda revelasse o voto da senadora Heloísa Helena (PT-AL) naquela sessão, ele se negou a fazê-lo.
O senador também se negou a dizer o nome do amigo em cuja casa está hospedado e lamentou que seu telefone celular tenha sido divulgado, de boa-fé, reconheceu, pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP). "Depois disso, já recebi uma quantidade enorme de telefonemas de todos os tipos".
27/04/2001
Agência Senado
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