ARRUDA QUER QUE CONGRESSO DEBATA AUMENTO DA VIOLÊNCIA



O senador José Roberto Arruda (PSDB-DF) conclamou o Congresso Nacional a iniciar um debate imediato e sério sobre a violência urbana no país. Preocupado com a recente onda de violência registrada no Distrito Federal, onde manchetes de jornais noticiam diariamente assassinatos, sobretudo de jovens, Arruda quer que a discussão ganhe espaço no Parlamento.
- Algo precisa ser feito. São brasileiros, são pessoas que poderiam ser nossos filhos, nossos pais que estão sendo mortos todos os dias com aumento indiscriminado da banalização do crime. As mortes estão acontecendo numa dimensão nunca vista - enfatizou o senador.
O parlamentar apontou o uso e porte de armas pelos cidadãos como uma das principais fontes dos assassinatos, e voltou a defender a aprovação de projeto de sua autoria que restringe o uso e comercialização de armas de fogo e pune com maior rigor o seu contrabando. Ele adiantou que a matéria deverá entrar na pauta de votação do Senado marcada para o próximo dia 12, acrescentando que, na ocasião, deverão vir a Brasília diversas caravanas de familiares de vítimas da violência de todos os estados do Brasil.
José Roberto Arruda informou que na próxima quinta-feira (dia 17), acompanhado do ministro chefe da Casa Civil, Pedro Parente, de parlamentares e representantes de organizações não governamentais, viajará ao Paraguai onde manterá encontro com o presidente daquele país para discutir o fim do contrabando de armas paraguaias para o Brasil.
Em apartes, os senadores Ney Suassuna (PMDB-PB) e Clodoaldo Torres (PTB-PE), apesar de defenderem medidas que reduzam a violência no país, manifestaram-se contra o projeto que desarma os cidadãos. Já Edison Lobão (PFL-MA) informou ter votado favoravelmente ao projeto na Comissão de Constituição Justiça e Cidadania, mas, agora, disse ter dúvidas sobre o desarmamento puro e simples das pessoas. E o senador Luiz Otávio (sem partido-PA) elogiou a iniciativa de Arruda de trazer à tribuna ""assunto da maior importância para o país".

15/08/2000

Agência Senado


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