Arthur Virgílio: Lula começa a mostrar insegurança ao 'fingir desdenhar' da oposição
O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) opinou em discurso nesta segunda-feira (12) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa a mostrar insegurança "ao fingir desdenhar" da oposição, quando disse que essa seria a eleição mais fácil do PT e que pretende "liquidar essa fatura" no primeiro turno.
- A vaidade excessiva do presidente tomou conta do seu cérebro, do seu coração, a ponto de ele achar que pode eleger presidenta da República alguém que nunca disputou eleição nem para vereador. Este é o ponto fundamental.Ele vai perdendo a serenidade à medida que percebe a dificuldade de fazer isso - afirmou, referindo-se à ex-ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff.
O líder do PSDB disse lamentar que Dilma Rousseff tenha declarado que "os exilados teriam sido covardes por fugirem da luta contra a ditadura militar, numa alusão ao candidato José Serra". O senador afirmou que os exilados contribuíram muito mais para que a democracia fosse instalada no país do que as pessoas que pegaram em armas porque, do exterior, eles lutaram para minar o regime ditatorial.
Além de tudo, continuou o senador do Amazonas, Dilma Rousseff foi injusta inclusive com seus próprios colegas do PT que acabaram exilados, como José Dirceu, Franklin Martins e Marco Aurélio Garcia. Para Arthur Virgílio, a própria Dilma Rousseff não se exilou porque foi presa pelos militares. Ele acrescentou que a frase da ex-ministra se parece que a declaração do general Leônidas Pires Gonçalves, "que chamou o presidente Fernando Henrique Cardoso de fugitivo".
Virgílio considerou que o ponto máximo do discurso de José Serra, ao se lançar candidato do PSDB à Presidência, no sábado (10), foi a frase em que ele observou que seu pai carregara frutas nas costas, como feirante, para ele pudesse "carregar livros" e estudar. Ele pediu que fossem transcritos nos anais do Senado, além do discurso de José Serra, os títulos e chamadas das notícias dos jornais do dia seguinte.
Luto na Polônia
Arthur Virgílio apresentou pesar ao povo polonês pela morte do seu presidente, Lech Kaczynsk, e de dezenas de outras pessoas, em acidente aéreo no território da Rússia, no último sábado (10).
Ele também lamentou a morte de João Corrêa de Oliveira, ex-prefeito de Benjamin Constant (M), para ele um dos maiores amigos que teve seu pai, o ex-senador Arthur Virgílio Filho. O senador pediu ainda voto de pesar pela morte do artista plástico e poeta Anísio Mello, membro da Academia Amazonense de Letras; de Orlando Rebello, comentarista esportivo de Manaus (AM); e de Gerson Skrobot, engenheiro e empresário responsável pela construção de muitas estradas no Amazonas.12/04/2010
Agência Senado
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