ARTIGO/Irrigação, ainda, a solução definitiva
Com a missão única de buscar uma solução para o problema, a Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembléia Legislativa, no ano de 2000, num trabalho conjunto com demais segmentos do setor, elaborou um Projeto de Irrigação para o Rio Grande do Sul, que foi entregue ao presidente Fernando Henrique Cardoso, quando esteve na inauguração da ampliação do Pólo Petroquímico - em Triunfo.
O que se deseja é ação dos governos. O documento propõe ação conjunta dos governos municipais, estaduais e federal. Inicialmente é preciso que se faça um levantamento, um mapeamento da situação, um diagnóstico preciso e um amplo plano de irrigação para o Estado.
Para viabilizar o empreendimento será necessário a busca de investimentos e financiamentos junto ao Orçamento da União, Banco Mundial ou BNDES. Faz-se necessária a visão de que a agricultura é um negócio e precisa obter renda. Na atualidade não podemos mais ficar na dependência apenas das condições climáticas; nos últimos anos as estatísticas mostram que a cada decênio, em três ou quatro safras, se perde, pelo menos, uma safra cheia! Nota-se também que enquanto as culturas de outono-inverno tem excedentes hídricos em torno de 400 milímetros, os principais cultivos de primavera-verão, como soja e milho - as mais representativas do Estado - tem um déficit superior a 200 milímetros! Aí.... Açudes, represas, barragens...são a solução!
A nossa sugestão é de que em cada município se crie metas no sentido de ter um mínimo de 20% a 30% de cada propriedade irrigada e apartir daí, aos poucos, conforme a atividade de cada produtor, ir aumentando até se atingir uma propriedade rentável.
Como presidente da Comissão de Agricultura, ainda em 2000, estivemos com outros colegas deputados em Israel, onde constatamos pessoalmente o sistema de irrigação e a produção do país em pleno deserto.
A proposta de um Projeto de Irrigação para o Rio Grande do Sul já está com o governo Federal (cópia com o governo do Estado) e há uma grande expectativa das entidades representativas do setor agropecuário do Rio Grande do Sul. A Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, desde 1999 - ainda que, como voz isolada - está lutando para que o Rio Grande do Sul não fique apenas esperando por São Pedro (a quem rezamos para mandar chuva). É preciso encarar, sem demagogia este assunto.
Quando pensarmos auto suficiência em milho, feijão, horti e frutigrangeiros... precisamos de irrigação!
Quando o ministro Pratini de Moraes abre as portas do exterior aos produtos agropecuários do país, o Rio Grande precisa acordar para melhorar a produtividade e a renda do Estado, sem dúvidas, através da Irrigação!
02/05/2002
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