ARTIGO/Tempo de reflexão



Encerramos um ano marcado por acontecimentos fortes que permanecerão presentes em nossa memória. A queda das Torres Gêmeas, em 11 de setembro, desencadeando a guerra, a crise Argentina, que desnudou a face tirana do neoliberalismo e o Brasil, que, em tempos globais, sofre as conseqüências econômicas, sociais e culturais em uma velocidade jamais experimentada pela humanidade.

Em meio a turbulência dos acontecimentos, que nos são oferecidos em tempo real pela TV, pela internet, e pelos meios de comunicação que a tecnologia digital nos proporciona, encontramos um forte movimento internacional pela paz. Com o avanço da política do estado mínimo, que tem por conseqüência a drástica redução nos investimentos sociais, emerge da sociedade uma reação que vai para além da crítica. Me refiro aos movimentos do terceiro setor, ou melhor, das organizações não governamentais, sindicatos e diversas entidades representativas que tem assegurado direitos a partir de uma postura crítica, mas também propositiva. O II Fórum Social Mundial foi um grande encontro entre esses segmentos. O evento global foi a oportunidade de articulação entre os militantes sociais de todo o planeta.

Os gaúchos são protagonistas dessa história. Os movimentos sociais e políticos que o Rio Grande do Sul está imprimindo são claros e apresentam seus primeiros resultados conjunturais em apenas três anos de governo. O Governo do Estado, juntamente com a Prefeitura de Porto Alegre estão proporcionando uma atividade internacional que agrega uma diversidade rica para os gaúchos e para os movimentos sociais. É claro que essa postura política encontra resistência nos setores conservadores que, de alguma forma, perdem com a organização social, ou melhor, lucram com a miséria.

O Rio Grande do Sul acredita que um outro mundo é possível, pois apostou na inversão de prioridades. Em vez de privatizar, decidiu administrar melhor, em vez de financiar empresas multinacionais, decidiu apostar em si e desenvolver os Sistemas Locais de Produção; em vez do enriquecimento de poucos, a distribuição de riquezas; em vez do privilégio para alguns, o desenvolvimento descentralizado, socialmente justo e ambientalmente saudável; em vez do êxodo rural, o investimento no campo; em vez da discórdia, raiva e falta de espírito democrático, a solidariedade traduzida em suas ações; em vez da guerra, a paz; em vez da política tradicional, a coragem de mudar e criar um Estado da Participação Popular.

O deputado Luis Fernando Schmidt (PT) é vice-líder do governo na Assembléia Legislativa

02/05/2002


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