As novas embalagens inibirão os fumantes?



 





As novas embalagens inibirão os fumantes?
Novas embalagens de cigarros, com fotos e advertências, estarão prontas para circular a partir desta quinta-feira

As empresas brasileiras de tabaco garantem que até esta quinta-feira todas as embalagens estarão de acordo com a nova regulamentação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A Anvisa determina que nos maços de cigarro estejam estampadas fotos com vítimas do tabagismo e textos de advertências informando os danos causados pelo fumo.

A gerente de assuntos corporativos da Souza Cruz, Maria Alice Tavares, diz que a empresa fez investimentos de grande porte no parque gráfico, para permitir a impressão de imagens nas embalagens. Segundo ela, até quinta, todos os maços de cigarros sairão com as alterações.

Resultados – Maria Alice acredita que é muito cedo para saber se essa medida terá resultado positivo. “A inclusão de imagens de advertência nas carteiras de cigarro só foi feita em um único país, o Canadá, e há um ano, logo é prematuro concluir qual a contribuição das imagens para informar o consumidor.”


Prefeito de Roma quer os países pobres no G-8
Para italiano Walter Veltroni, as capitais devem boicotar as reuniões do grupo até que admita a América Latina e a África

Os prefeitos das grandes cidades de países que compõem o G-8 (EUA, Japão, França, Itália, Rússia, Canadá e Reino Unido) deveriam pedir a seus próprios governos que não participassem das reuniões de cúpula até que os países mais pobres estivessem representados. A proposta é do prefeito de Roma, Walter Veltroni, que está em Porto Alegre para participar do FAL (Fórum das Autoridades Locais).

Conforme Veltroni, a idéia nasceu de encontros que ocorreram em 2001 na África do Sul e durante a última reunião do grupo, em Gênova, na Itália, quando um manifestante antiglobabzação, Carlo Giuliani, foi morto por policiais. "Não é possível que se decida a sorte do mundo sem a participação de representantes da América Latina e da África", afirmou. Para Veltroni, o alargamento das reuniões de cúpula do G-8 "é a única garantia de que as grandes questões como pobreza e fome entrem na agenda mundial".


As muitas contradições do caso celso Daniel
PT pede, agora, silêncio sobre o assassinato. Polícia Federal desmente a quebra de sigilo do prefeito e do empresário

A Polícia Federal de São Paulo recuou e negou ontem que a Justiça Federal tenha quebrado os sigilos bancários e telefônicos do prefeito Celso Daniel, de seu amigo Sérgio Gomes da Silva e do empresário Ronan Maria Pinto.O erro foi atribuído a um "falha de comunicação" ocorrida por conta do feriado.

A informação havia sido divulgada na última sexta-feira pelo delegado Gilberto Tadeu Vieira Cézar." Retifico Não houve quebra de sigilo de ninguém. Errei porque me induziram ao erro", disse ele ontem. A declaração do delegado foi dada depois de a Justiça Federal negar que tenha dado decisão favorável à quebra de sigilo em caso que envolvesse Daniel, Silva e Pinto.


Congresso combate crime organizado.
Uma reunião extraordinária com líderes de todos os partidos deverá definir hoje a estratégia do Congresso Nacional no combate ao crime organizado no Brasil. A iniciativa é liderada pelo ministro da justiça, Aloysio Nunes Ferreira, e pelos presidentes da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), e do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS). O objetivo deles é apressar a votação dos 18 projetos sobre segurança pública que estão em tramitação no Congresso.

O Ministério da Justiça listou todas as propostas para votação. Entre as prioritárias estão a prisão perpétua para crimes hediondos e a criação dos presídios federais de segurança máxima.


FHC e Serra, a dupla tucana faz campanha
Presidente disse ontem, em Recife, que o ministro é seu médico particular pela eficiência que tem demonstrado

Num discurso de improviso, ontem, em Recife, o presidente Fernando Henrique Cardoso disse, durante a cerimônia comemorativa dos 10 anos do Programa de Agentes de Saúde, que o pré-candidato do PSDB à presidência, o ministro da Saúde, José Serra, embora se declare economista, na verdade, é seu médico particular, pela eficiência que tem demonstrado no Ministério.

Fernando Henrique fez um discurso voltado para a área social, dando números que, segundo ele, provam os avanços obtidos pelo governo nas áreas de saúde, educação e de reforma agrária.

SENADO - O ministro da Saúde, José Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência, informou em Pernambuco que pretende deixar o ministério e voltar ao Senado quando terminar o recesso do Congresso.

O ministro explicou que pretende fazer isso para ter mais tempo de se dedicar a sua campanha eleitoral. O presidente nacional do PSDB, José Aníbal, que também esteve em Recife, disse que o desempenho do ministro nas pesquisas não preocupa o partido: “José Serra candidato há apenas 10 dias. Antes, ele era apenas o candidato presumido. É impressionante, e as pessoas vão ver isso agora, a diferença que isso faz”, afirmou Aníbal.


Editorial

As causas da violência
O debate sobre violência e criminalidade, novamente em pauta devido ao assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, envolve diversas questões.

Os atos de banditismo causam indignação e trazem à tona inúmeras discussões sobre a origem. Geralmente a violência é vinculada desigualdade, à miséria ou a aspectos da política macroeconômica. Na verdade, muito pouco sabemos sobre as suas causas. Quase não há dados disponíveis e pesquisas quantitativas realizadas no Brasil. As análises qualitativas feitas sobre a violência sugerem que a entrada na criminalidade tende a ocorrer em maior escala entre adolescentes com pouca instrução, que moram nas periferias das grandes cidades.

Além disso, choques econômicos negativos nessas regiões parecem levar a um aumento das taxas de homicídio entre os jovens de 15 a 20 anos. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, do Rio de Janeiro, o ingresso de jovens na criminalidade parece aumentar em momentos de queda do salário real, ou aumento da desigualdade social. E quanto mais tempo na criminalidade, mais difícil é o retorno ao mercado legal de trabalho.

Ao lado do indispensável reaparelhamento policial, os governos deveriam combater a violência também direcionando suas ações para evitar a entrada dos jovens na criminalidade, através de programas específicos. Se houvesse maior incentivo à permanência dos jovens na escola, assistência social para as famílias carentes, estímulo à geração de empregos – para atender aos milhares de jovens a cada ano aptos a ingressar no mercado de trabalho – o problema estaria sendo enfrentado na sua origem e nossas principais cidades poderiam deixar o indesejado lugar de destaque no ranking das mais violentas do mundo.


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01/29/2002


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