As riquezas do Mosaico de Jacupiranga



Na região fica a Caverna do Diabo e espécies ameaçadas de extinção como o mico-leão caiçara

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O Vale do Ribeira, onde está inserido o Mosaico de Jacupiranga, tem a maior concentração de Mata Atlântica do Brasil. Mas a sua importância vai além disso. A área abriga muitas espécies ameaçadas de extinção, como o mico-leão dourado de cara preta (também conhecido por mico-leão caiçara), só encontrado numa parte do Parque de Jacupiranga (que se tornará Parque Estadual Lagamar de Cananéia) e na Ilha do Superagüi.

A região é relevante também em termos turísticos, históricos, arqueológicos, entre outros. No Parque de Jacupiranga, por exemplo, está a famosa Caverna do Diabo, além de muitas cachoeiras. Dentro da unidade, encontra-se ainda o mais antigo sítio arqueológico paulista, o Sambaqui da Capelinha. Sambaqui é o nome dado às camadas geológicas, constituídas por depósitos de conchas, cascos de ostras e outros restos de cozinha dos índios pré-históricos brasileiros, encontradas ao longo do litoral ou de rios e lagoas próximos dele.

A área tem também importância histórica. Foi no Parque de Jacupiranga que se escondeu Carlos Lamarca, durante o período da ditadura. Ex-capitão do Exército, Lamarca foi um dos principais opositores armados do regime implantado no País pela revolução militar de 1964.

Paulo Henrique Andrade

Da Agência Imprensa Oficial

(I.P.)



02/26/2008


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