Assassinos de pataxó são condenados a 14 anos



Assassinos de pataxó são condenados a 14 anos
Max Rogério Alves, Tomás Oliveira de Almeida, Eron Chaves de Oliveira e Antônio Novely Villanova, assassinos do pataxó Galdino Jesus dos Santos, foram condenados na madrugada de sábado, por cinco votos a dois, a 14 anos de prisão, após cinco dias de julgamento.

Eles têm que cumprir nove anos da sentença em regime fechado. Mas o período em que já estão presos - quatro anos e seis meses - e os dias de trabalho na prisão serão abatidos da pena, permitindo a liberdade condicional em 2004.

Galdino foi morto no dia 20 de abril de 1997, em Brasília. Ele dormia num ponto de ônibus quando cinco rapazes de classe média - um deles era menor e não foi julgado - atearam fogo em seu corpo.

Os jurados consideraram que eles agiram de maneira torpe, divertindo-se com a cena de um homem em chamas, e os condenaram por homicídio triplamente qualificado.

Os jovens choraram ao ouvir o resultado. A acusação e os parentes de Galdino comemoraram. "A justiça foi feita. Agora nós podemos descansar em paz", - disse Carmélia de Jesus, viúva do índio. (pág. 1 e 3)


  • O presidente Fernando Henrique Cardoso, em discurso na ONU, ofereceu ontem abrigo para refugiados do Afeganistão. Ele condenou o terrorismo, mas também a guerra, e disse que a luta contra o terror não pode depender apenas da força militar.

    Fernando Henrique defendeu uma nova ordem internacional, pregou o fim dos paraísos fiscais e uma campanha mundial contra o consumo de drogas. Para o Presidente "há um mal-estar indisfarçável no processo de globalização". (pág. 1 e A4 e 4B)


  • No livro "Mario", com depoimentos sobre Mario Henrique Simonsen, o ex-ministro Delfim Netto conta como manipulou a inflação na ditadura.

    Ele diz que não mexeu nos índices, mas no abastecimento do Rio, onde os preços eram coletados pela FGV. (pág. 1 e 32)


  • Dois jornais do Paquestão, "Dawn" e "Ausaf", divulgaram ontem a primeira entrevista do terrorista Osama bin Laden desde os atentados de 11 de setembro. Ele disse ao repórter paquistanês Hamid Mir que tem armas de destruição em massa e ameaçou usá-las.

    "Se os Estados Unidos usarem armas químicas ou nucleares contra nós, podemos responder com as mesmas armas. Temos armas químicas e nucleares como força de dissuasão" - afirmou Bin Laden.

    O jornalista, biográfo do terrorista, foi levado de olhos vendados a um lugar perto de Cabul. Ele afirmou que o terrorista estava em boa forma, seguro e sorridente. Bin Laden disse estar preparado para morrer. (...) (pág. 1 e 37 a 41)


  • (Fortaleza) - A última vez que os pré-candidatos do PSDB à Presidência da República José Serra e Tasso Jereissati disputaram um cargo - o de ministro da Fazenda no governo José Sarney - nenhum dos dois levou. Serra foi abatido pelo então governador Orestes Quércia.

    O carrasco de Tasso tinha um currículo melhor. Ulysses Guimarães. A palavra de Ulysses, na época, tinha mais efeito que bala de revólver. Tanto que, em vez da pistola, que por uma dessas ironias do destino ganhara em 1960 do amigo deputado Carlos Jereissati, matou o filho desse amigo com um rotundo não. (pág.1 e 4)


  • Os 142 países-membros da Organização Mundial do Comércio (OMC), reunidos em Qatar, no Golfo Pérsico, aprovaram ontem, unanimemente, a entrada da China na entidade, abrindo as portas de um mercado de 1,3 bilhão de pessoas para o comércio mundial. A entrada formal ocorrerá em dezembro. Há 15 anos a China tentava entrar na OMC. (pág. 29)


  • A carga tributária sobre empresas no Brasil está entre as maiores do mundo. Estudo da consultoria Anderson mostra que o Imposto sobre Valores Agregado - IPI e ICMS - é de 29,80%, o maior do planeta. Já o Imposto de Renda de 34% supera a taxa média mundial e a de Japão, Alemanha e Inglaterra. Essa carga, diz o estudo, onera o consumidor, que paga pelos produtos. (pág. 29)


  • Criado em 99 para sanear as finanças estaduais, livrando a folha de pagamento dos inativos, o Rioprevidência é uma bomba-relógio que o governador Anthony Garotinho deixará para seu sucessor. Só no ano que vem, o fundo consumirá quase R$ 1,7 bilhão do tesouro estadual, mais do que o orçamento da Secretaria de Educação. (pág. 13)


  • Mesmo depois de toda a confusão em torno do vestibular da UFRJ, o reitor José Henrique Vilhena se recusa a discutir os atos de violência no campus e diz que não está arrependido de ter realizado a prova que acabou anulada. Ele garante que não se sente politicamente isolado na universidade. "Faço parte de um grupo de excelência", diz. (pág. 27)


  • As estatísticas mostram que a violência no Estado do Rio vem caindo. Segundo a Secretaria de Segurança, em 1995 foram assassinadas 8.500 pessoas e a partir de 1998 o número se estabilizou em torno de 6 mil ao ano. Os seqüestros, que chegaram a 108 em 95, caíram para cinco este ano. Assaltos a banco passaram de 442 para 115. Roubos de carro também diminuíram.

    Mas a população continua tendo a mesma sensação de insegurança porque, além de os números ainda serem altos, assaltos a ônibus e residências têm aumentado. (pág. 14 e 15)


  • As empresas de ônibus do Rio se livraram do pagamento de R$ 12,5 milhões em multas desde a criação do Código de Trânsito Brasileiro. Elas não informam o nome dos motoristas multados e, por isso, nenhum deles teve a carteira suspensa.

    A partir do próximo ano, porém, essas empresas vão ser obrigadas pelo Departamento Nacional de Trânsito a comunicar o nome dos infratores. (pág. 26)



    EDITORIAL

    "Pragmatismo" - O maior entrave à flexibilização das leis trabalhistas no Brasil é o temor, alimentado por alguns dirigentes sindicais, de que essa mudança represente um cavalo-de-tróia. Ou seja, apenas um pretexto para na prática se revogar direitos trabalhistas conquistados em negociações com o Governo e o Congresso. (...)

    Mas onde houve acordo e preservação de empregos existe o risco de procuradores do Trabalho entenderem que os termos do acerto ferem a lei, impugnando-os na Justiça.

    Por isso, é preciso algum suporte na própria legislação para que os acordos coletivos em que as partes concordem em abrir mão temporariamente de direitos e obrigações não sofram contestação judicial. (pág. 6)



    COLUNAS

    (Panorama Político - Tereza Cruvinel) - A sucessão de FH já foi mais promissora. A pré-campanha está ganhando condimentos que excitam os protagonistas e decepcionam os eleitores. Seguem os governistas em seu atoleiro eleitoral e os da oposição em seu nevoeiro programático. Um caminho largo para os aventureiros ou para a repetição da Argentina em seu recente pleito, quando os votos em branco e nulo foram campeões. Em eleição presidencial, a legitimidade relativa é muito mais danosa. (...) (pág. 2)


    (Ancelmo Gois) - Uma pesquisa feita semana passada pelo Instituto GPP deixou o PFL sorrindo. Mostrou que entre o eleitorado feminino Roseana Sarney tem hoje 28% das intenções de voto. Contra, acredite, 27% de Lula.

  • As distribuidoras de energia de Brasília e de Goiás, ambas estatais, não vêm pagando à Furnas pela luz que consomem. (pág. 22)


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    11/11/2001


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