Assessor de Ciro cogita superávit maior para 2003
Assessor de Ciro cogita superávit maior para 2003
O assessor econômico do presidenciável Ciro Gomes (PPS), Mauro Benevides Filho, afirmou hoje que a meta de superávit primário de 3,75% para 2003 será cumprida num eventual governo Ciro. Ele ressaltou ainda que esta meta poderá ser elevada caso seja necessário para diminuir a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB). "O governo de Ciro Gomes dá total tranqüilidade ao mercado que será perseguida a manutenção ou diminuição da relação dívida/PIB", afirmou.
O economista disse ainda que a proposta de 5% de crescimento para o País será conseguida já no próximo ano graças a realização da reforma tributária e previdenciária nos primeiros meses de governo. Segundo ele, as reformas serão feitas imediatamente aproveitando o período histórico de maior credibilidade de um novo governo - de acordo com ele, os primeiros oito meses. "Os recursos para o crescimento virão das reformas, que serão feitas a partir de janeiro", observou.
Mauro Benevides Filho participou nesta manhã do debate "Os novos rumos do mercado financeiro", organizado pela Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto (Andima). O economista deixou o evento antes do fim para participar de um "conference call" com uma corretora internacional.
Lula rejeita ataques e pede calma a Ciro e Serra
O candidato do PT a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmou hoje que pretende manter a estratégia de sustentar a campanha em propostas e não em ataques aos adversários, mesmo que os concorrentes Ciro Gomes (PPS) e José Serra (PSDB) disparem acusações não só entre si mas também contra o PT.
"Minha tranqüilidade nesta campanha é pela consistência da nossa candidatura", afirmou Lula, que no entanto ressalvou: "Cada crítica que recebermos, nós vamos avaliar."
O petista pediu a Ciro e Serra que suspendam as acusações mútuas, pelo menos na propaganda gratuita na TV. Para Lula, os dois têm de pensar que, durante a exibição do horário gratuito, há "homem e mulher sentados no sofá esperando propostas e uma campanha de alto nível".
Lula chama Serra de ´chorão´
O presidenciável do PT, Luiz Inácio Lula a Silva, chamou há pouco de "chorão" o adversário José Serra (PSDB), que reclamou de uma suposta "dobradinha" entre os candidatos de oposição contra ele, durante o debade de segunda-feira à noite na TV Record.
Para Serra, os oposicionistas uniram-se nas críticas ao Planalto para prejudicá-lo, já que sua candidatura tem o apoio do presidente Fernando Henrique Cardoso.
"O candidato do governo é chorão. Ele só quer o bônus da máquina do governo mas não o ônus de ser governo", afirmou Lula, após participar de debate na Universidade de Brasília (UnB).
Lula disse que pretende continuar a criticar o governo, independentemente de quem seja beneficiado ou prejudicado. "É importante discutir o passado para se pensar o futuro. E o passado deste governo é desastroso", declarou.
PT recebe memorando do acordo com o FMI
O presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse há pouco que a assessoria econômica do PT está estudando o memorando técnico do acordo do governo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo Lula, ele e o PT só vão se pronunciar a respeito do memorando depois da análise do texto.
Lula disse que o documento foi enviado ontem à noite pelo presidente Fernando Henrique Cardoso ao presidente nacional do PT, deputado federal Jose Dirceu (SP). Segundo o candidato, o texto é o mesmo que FHC mandará ao Senado para ser aprovado.
São Paulo: Partidos e coligações
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PARTIDOS E COLIGAÇÕES
COLIGAÇÃO "RESOLVE SÃO PAULO" (PPB / PL / PSDC / PTN)
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Deputado Estadual
COLIGAÇÃO "BANDEIRA PAULISTA" (PTC / PRP / PSC / PT do B)
Governador
Senador
Deputado Federal
Deputado Estadual
COLIGAÇÃO "SÃO PAULO EM BOAS MÃOS" (PSDB / PFL / PSD)
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Deputado Federal
Deputado Estadual
COLIGAÇÃO "SÃO PAULO QUER MUDANÇA" (PT / PCB / PC do B)
Governador
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Deputado Federal
Deputado Estadual
COLIGAÇÃO "SÃO PAULO NAS MÃOS DE DEUS" (PGT / PHS / PST)
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Deputado Estadual
COLIGAÇÃO "FRENTE TRABALHISTA" (PTB / PDT / PPS)
Governador
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PARTIDOS NÃO-COLIGADOS
11 - PPB
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12 - PDT
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14 - PTB
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15 - PMDB
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16 - PSTU
Governador
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17 - PSL
Governador
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Deputado Estadual
19 - PTN
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23 - PPS
Deputado Estadual
26 - PAN
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Deputado Federal
Deputado Estadual
27 - PSDC
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28 - PRTB
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Deputado Estadual
29 - PCO
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Deputado Estadual
33 - PMN
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Deputado Federal
Deputado Estadual
40 - PSB
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43 - PV
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56 - PRONA
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PT tem plataforma mais completa, diz Lula
O presidenciável Luís Inácio Lula da Silva disse há pouco que o PT introduziu na política brasileira a prática de preparar programas de governo e afirmou que o partido é o que tem a plataforma mais completa até agora para a eleição deste ano. Lula lembrou que o PT tem programas específicos para a segurança pública, moradia, educação e energia e que, em breve, vai lançar também programas para as áreas de saúde e meio-ambiente. Ao destacar que o PT tem propostas, Lula pretendeu derrubar as críticas segundo as quais o partido não tem preparo para governar e que ele próprio não teria competência.
Em debate na Universidade de Brasília (UnB), Lula afirmou que o eixo central de seu programa de governo prevê a retomada de crescimento e a geração de empregos. Ele também disse que propõe rever o modelo econômico e formular um novo pacto social no Brasil. "O País só tem jeito se mudar o modelo econômico", afirmou.
Segundo a organização do evento, o debate com Lula está sendo acompanhado por cerca de 3.500 estudantes. Antes de Lula, a UnB também já havia recebido com a mesma iniciativa os candidatos Anthony Garotinho (PSB) e Ciro Gomes (PPS). Nas duas ocasiões, a organização estima que tenham participado em média duas mil pessoas. O presidenciável José Serra (PSDB) também foi convidado, mas por enquanto não atendeu ao convite.
Colunistas
MARIA HELENA TACHINARDI
Mercosul acelera acordo com andinos
Sérgio Amaral oferece, além de abertura comercial rápida, financiamento e investimentos. O governo colombiano recebeu ontem, do Brasil, um cronograma de trabalho para a conclusão de um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Comunidade Andina de Nações (CAN) até novembro.
"Os colombianos estão comprometidos com o esforço de concluir as negociações até o final do ano", disse a este jornal, de Bogotá, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral.
A Colômbia, como presidente pro-tempore da CAN neste semestre, negocia pelo bloco, e o B rasil, que preside o Mercosul, tem autoridade para negociar em nome dos outros três sócios. Amaral fez uma proposta de quatro pontos aos andinos: prazos de redução de tarifas para produtos em geral; prazos para itens sensíveis; tratamento para produtos agrícolas; e regras de origem.
"Combinamos um compromisso tentativo. Pedimos a eles que nos dêem uma resposta até o dia 20 deste mês", disse o ministro brasileiro, que se reuniu com seu colega colombiano do Comércio Exterior, Jorge Humberto Botero.
A previsão é que os dois governos voltem a se encontrar em outubro e, em novembro, ambos os blocos fechem o acordo, para assiná-lo em dezembro. A Colômbia sempre foi o país da CAN mais resistente a um acordo de livre comércio com o Mercosul, mas, segundo Amaral, o que deve ajudar na negociação é o fato de o Brasil propor um pacote adicional ao comércio - investimentos, parcerias estratégicas empresariais, financiamentos "e abertura de nosso comércio mais rápida do que a deles".
Sérgio Amaral esteve na Colômbia acompanhado de cerca de 15 empresários brasileiros da área de engenharia e construção civil, das indústrias de veículos e autopeças, de calçados e eletro-eletrônica.
Amaral, que na semana passada, iniciou com o México negociações para um acordo de livre comércio entre esse país e o Mercosul, disse que o modelo com os andinos pode ser semelhante, isto é, flexível.
O ministro do Desenvolvimento explicou que a preferência seria de imediato um tratado Mercosul-CAN, mas existindo um acordo guarda-chuva entre os dois blocos, os países, bilateralmente, podem fechar negociações no ritmo que desejarem. Quando todos concluírem o processo, então os dois blocos chegarão ao livre comércio.
Amaral relatou aos colombianos que irá formalizar ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e à Corporación Andina de Fomento (CAF) um pedido de apoio ao financiamento do comércio.
Ainda dentro dos incentivos que o ministro Sérgio Amaral está oferecendo aos parceiros andinos, com o apoio do BID e da CAF, constam mecanismos de financiamento para investimentos conjuntos, além de suporte a associações empresariais.
"Achamos que as parcerias empresariais podem desbloquear o comércio", disse. Ontem, em Bogotá, houve um encontro empresarial - no almoço, de acordo com Amaral, participaram 60 pessoas - e "vários setores contaram sobre os entendimentos que tiveram".
Superávit do Brasil
O ministro disse que o interesse do Brasil é "apoiar os colombianos para que eles tenham oferta exportável".
O objetivo é também, segundo Amaral, reduzir o desequilíbrio comercial. No ano passado, o Brasil teve um superávit de US$ 412 milhões com a Colômbia - exportações brasileiras de US$ 600 milhões e importações de US$ 188 milhões.
O déficit do Peru e do Equador com o Brasil é grande também, e um pouco menor o da Venezuela.
Amaral disse que esteve com autoridades e empresários colombianos da área de transportes. "Eles querem fazer conosco, em parceria com empresas de construção, uma parte da infra-estrutura de transportes da região", informou.
Missão sobre transportes
O Brasil vai enviar à Colômbia uma missão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ministério do Planejamento e empresários do setor para identificar projetos. "Os colombianos têm interesse em integração fluvial, a melhor forma de integração na área de transportes com o Brasil".
Editorial
ACORDOS PARA ABERTURA DE MERCADOS
Com a redução das correntes de comércio entre os países do Mercosul, não foram poucos os analistas que vaticinavam um declínio do bloco, composto pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, que poderia levar até a sua dissolução. O Mercosul sofreu um duro golpe, é verdade, mas este provocou uma reação dos países-membros, que compreenderam a necessidade de aperfeiçoar a sua estrutura interna e, ao mesmo tempo, procurar associações para abertura de novos mercados ao redor do mundo.
Com efeito, além dos negócios que as empresas promovem e que vêm revelando novos nichos de mercado, o Mercosul iniciou uma ofensiva diplomática que não encontra paralelo em nenhuma outra fase de sua história. Além do novo ritmo imprimido às negociações entre o Mercosul e a União Européia (UE) para constituição de uma área de livre comércio, os países do bloco, que está sob a presidência "pro tempore" do Brasil até o fim deste ano, retomaram com nova determinação o esforço para fortalecimento de sua base na América do Sul, por meio de uma aproximação definitiva com os nossos vizinhos do subcontinente.
O princípio que rege todas essas conversações é de que a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), a partir de janeiro de 2006, poderá ser mais equânime se os blocos já existentes nas Américas deixarem de ser ilhas isoladas e se tornarem capazes de fortes vínculos entre si. Dessa forma, as partes não só podem tirar proveito da intensificação do intercâmbio, como também aglutinar os seus interesses, com vistas à obtenção de melhores condições de negociação na constituição da Alca.
Entre essas iniciativas, merece destaque o estabelecimento de uma zona de livre comércio com a Comunidade Andina de Nações (CAN). Esse foi o motivo da viagem que o ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, acompanhado de empresários de diversos setores, fez recentemente à Colômbia, que detém a presidência "pro tempore" da CAN, composta também pela Venezuela, Equador, Peru e Bolívia.
Além da definição de uma lista de produtos para tratamento preferencial, pode ajudar muito na negociação, que se pretende concluir até o fim deste ano, o fato de o Brasil propor um pacote que envolve investimentos, parcerias estratégicas empresariais e financiamentos.
O Mercosul busca, também, um acordo com o Chile para ampliar a listas de preferências tarifárias. Sendo o Chile membro associado do Mercosul e tendo aquele país se retirado da CAN, o acordo é importante para cimentar a integração em nível hemisférico. Está também em preparo uma reunião da Comissão Mercosul-Bolívia para ampliação dos mecanismos de consultas e incentivos a uma maior participação dos representantes da Bolívia nos foros do Mercosul. Vale lembrar que, integrante da CAN, a Bolívia é também associada ao Mercosul.
Esse conjunto de ações na esfera do Mercosul não impede que o Brasil e outros parceiros na área procurem encaminhar acordos bilaterais, que podem vir depois a se transformar em acordo com todo o bloco. Essa vem ocorrendo, por exemplo, com o México, que já firmou um protocolo com o Brasil relativo ao setor automotivo e concluiu entendimentos para a complementação econômica envolvendo, aproximadamente,790 produtos. Em uma segunda etapa, os brasileiros negociam com os mexicanos a criação de uma zona de livre comércio, que pode estender-se a todo o Mercosul.
A concessão de poderes da Trade Promotion Authority (TPA) ao presidente George W. Bush deu nova urgência à aproximação com outros blocos com o Mercado Comum Centro-Americano (MCCA). Já foram iniciadas conversações daquele bloco com Trinidad e Tobago.
Em direções diferentes, o bloco do Cone Sul está empenhado em negociar um acordo com a Índia, que está adquirindo uma importância crescente como parceiro na Ásia. Com relação à África do Sul, os entendimentos estão mais avançados, já estando confirmada reunião em Pretória para análises das listagens de produtos que podem vir a ter preferências tarifárias.
A China é também prioritária e uma das incumbências do secretário-geral da Câmara de Comércio Exterior (Camex), atualmente em visita àquele país, está em explorar as possibilidades de negociações para um acordo de livre comércio.
Como se observa, existe hoje uma ativa e dinâmica diplomacia comercial por parte do Brasil e do Mercosul. Bem sabemos que o comércio exterior se faz pelas empresas, que fecham os negócios, mas tudo se torna mais fácil com o anteparo diplomático e uma decidida vontade política de expandir o comércio externo.
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09/05/2002
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