AUMENTO DE SALÁRIO NÃO PODE BENEFICIAR SÓ JUIZ, DIZ ACM



O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, manifestou-se na manhã desta terça-feira (dia 28) contrário a qualquer reajuste de salário no setor público, "diante do atual quadro de dificuldades do país". Ele defendeu, no entanto, um aumento para todos, caso uma categoria como a dos magistrados consiga elevar seus vencimentos, a partir da fixação de um novo teto salarial para o funcionalismo público. "Do contrário, haveria um aumento nas desigualdades sociais", destacou.
Antonio Carlos não participou do jantar da última segunda-feira (dia 27), no Palácio da Alvorada, em que o presidente da República debateu a questão do teto do funcionalismo com o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Mário Velloso. Ele informou que telefonou para o presidente Fernando Henrique Cardoso, "justificando a ausência".
No entender do senador, a questão ainda não está suficientemente madura para uma decisão. "Tenho divergências em relação a esse assunto de teto e em relação à questão de aumentos em geral", explicou.
- Acho que o governo deve fazer um esforço para dar um aumento para todos e não apenas para uma categoria, pois quando se dá aumento para a magistratura é evidente que se está punindo todo o funcionalismo, que há anos faz sacrifícios e não tem aumentos - argumentou.
Antonio Carlos Magalhães afirmou divergir "da tese de dar aumento apenas para quem tem força de fazer pressão". E avisou que, se depender dele, "não será assim". O senador disse não acreditar na ameaça de uma greve dos juízes.
- Não creio que se faça, pois quando a Justiça faz greve é um sinal muito ruim. Em vez de alguns setores da Justiça lutarem apenas por vencimentos, deveriam lutar por sua moralização - enfatizou.
O senador ressaltou que os governantes não devem usar "dois pesos e duas medidas", sob pena de aumentar as desigualdades.
- No momento em que você aumenta para uma categoria que tem mais, você aumenta as desigualdades, pois aí como fica quem ganha 136 reais de salário mínimo?
Antonio Carlos Magalhães defendeu, ainda, a adoção imediata de medidas para "acabar com os marajás, determinando-se que ninguém pode ganhar acima do salário do presidente". Ele previu que o governo irá tomar providências em relação a isso.

28/09/1999

Agência Senado


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