AUTORIZADO ENDIVIDAMENTO DA EMPRESA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS
Conforme o relator da matéria na Comissão de Assuntos Econômicos, senador José Fogaça (PMDB-RS), os recursos se destinam a financiar bens importados de origem alemã e francesa e a pagar bens produzidos internamente, permitindo à ECT executar seu projeto de automação.
Os senadores Heloísa Helena (PT-AL), Lauro Campos (PT-DF) e Geraldo Cândido (PT-RJ) votaram contra os projetos. Lembrando que mais da metade do orçamento da União está comprometida com pagamento de juros e do serviço da dívida, Heloísa Helena referiu-se a esse endividamento como mais uma tragédia na economia brasileira. Ela se disse preocupada com o fato de que, simultaneamente a esses pedidos de empréstimo, o governo aguarda que a Câmara vote projeto de lei destinado a privatizar a ECT.
- Lendo todo esse projeto que tramita na Câmara vê-se a criação de uma estrutura propícia à privatização. É no mínimo preocupante que, na expectativa de criar-se até uma agência reguladora dos correios, autorizemos esses empréstimos.
O senador Lauro Campos alertou para o fato de que após o saneamento da ECT, o BNDES poderá entregá-la à iniciativa privada. Ele argumentou que todos os serviços privatizados no Brasil tiveram suas tarifas aumentadas, e deu como exemplo os pedágios e as tarifas de luz e telefone.
- Dentro de pouco tempo, faltará apenas o ar para ser objeto de uma empresa no Brasil. Surgirá uma agência que vai colocar no nariz de cada brasileiro um bafômetro para saber quanto o sujeito respira.
08/02/2000
Agência Senado
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