Balança do RS tem saldo de US$ 2 bi
Balança do RS tem saldo de US$ 2 bi
A balança comercial do Rio Grande do Sul, no acumulado de janeiro a outubro de 2001, obteve um saldo positivo de US$ 2.043.261.898, o que representa um aumento de 36,7% contra os US$ 1.494.659.449 registrados em igual período de 2000. As exportações atingiram um total de US$ 5.491.646.002 nestes dez primeiros meses, com um crescimento de 13,47% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as importações totalizaram US$ 3.448.384.104, um avanço de 3,08% em relação ao mesmo período em 2000.
O secretário do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, Zeca Moraes, disse que os dados mostram que o Estado exportou 11,12% da pauta nacional. O Rio Grande do Sul continua como o segundo Estado exportador do Brasil, na frente de Minas Gerais e abaixo de São Paulo. Entre os dez principais grupos de produtos exportados pelo Rio Grande do Sul permanece com participação importante no acumulado de dez meses as vendas de carnes, com crescimento de 52,91%. Em relação às importações, o Estado mantém a quarta colocação entre os principais importadores brasileiros. Os principais produtos improtados são automóveis a diesel e gás natural.
Unimed Porto Alegre vai descredenciar dez laboratórios
A Unimed Porto Alegre decidiu descredenciar os principais fornecedores de exames laboratoriais e radiológicos a partir de janeiro de 2002. São empresas responsáveis por 80% dos exames realizados por usuários do convênio da Unimed da capital gaúcha, que atende 33 municípios, entre eles, Gravataí, Canoas, Esteio e o litoral norte.
A Unimed Porto Alegre informou, por meio sua assessoria de imprensa que dos 332 prestadores de serviços, apenas dez serão descredenciados e que isto não causará nenhum prejuízo aos 369 mil usuários do plano de saúde e 2.180 empresas que utilizam o convênio. Conforme a assessora de imprensa, Denise Rockett Rosa, nenhum exame ficará descoberto e a diretoria se compromete a esclarecer a situação nesta quinta-feira, quando se pronunciará oficialmente.
O presidente da Associação dos Hospitais do Rio Grande do Sul, Paulo Maciel, informou que o rompimento do contrato se deve a discussões de reajuste da tabela de preços dos procedimentos. “A Unimed Porto Alegre propôs uma redução nos valores que não foi aceita”, disse.
De acordo com o presidente do laboratório Weinmann, Rubens Hemb, os preços estavam congelados desde 1997 e o coeficiente de honorários, responsável pela composição do custo, já tinha sofrido redução de 0,27 para 0,229, queda de 15%.
“A proposta da Unimed era baixar em 40% os preços da tabela de 1997 o que torna a operação inviável para os laboratórios que importam 75% dos insumos”,afirmou..
Hemb lembrou que os laboratórios fizeram esforços para se manter sem correção de preços diante da desvalorização do real em relação ao dólar, mas que não é possível absorver a diminuição da receita. “A Unimed Porto Alegre passa por dificuldades para se adequar a nova legislação da Agência Nacional de Saúde. Tentamos negociar mas não tivemos êxito”, comentou.
O Weinmann detém o controle do Laboratório Faillace e os dois juntos atendem 70% da demanda na área laboratorial da Unimed Porto Alegre. Ao todo são mil exames mês, que representam 40% do total da operação das duas empresas.
Hemb disse que se o descredenciamento não for revertido a empresa terá de demitir. “Não teremos como manter 600 funcionários com a queda de receita. A situação é muito séria”, enfatizou. O Weinmann atende a Unimed Porto Alegre desde a sua fundação, há 30 anos. Hemb acredita que o impasse está sendo resolvido com pouco cuidado. Entre outros descredenciados na área de radiologia estão o MCI, do Hospital Moinhos de Vento, Clinoson e Mamorad.
Exportação de açúcar no Paraná apresenta crescimento de 30%
Segundo maior produtor brasileiro de açúcar, o Paraná deverá exportar este ano 1 milhão de toneladas do produto, volume 30,7% superior às 765 mil toneladas comercializadas na última safra e o correspondente a 74% da produção de 1,35 milhão de toneladas projetado para o atual exercício. O crescimento é resultado da recuperação das lavouras de cana-de-açúcar atingidas pelas sucessivas geadas e pela seca prolongada que afetou o Estado no ano passado. Em conseqüência houve uma perda de cerca de 5,2 milhões de toneladas, informa o superintendente da Associação dos Produtores de Álcool e Açúcar do Paraná (Alcopar), José Adriano Dias.
O volume destinado ao mercado externo nesta safra é ligeiramente menor que o registrado em 1999, quando as usinas paranaenses exportaram a quantidade recorde de 1,07 milhão de toneladas. Negociado com tradings, o açúcar paranaense é absorvido principalmente por países do Leste Europeu, Oriente Médio e Ásia. “Mas algumas indústrias ainda podem fechar outros contratos” afirma Paulo Meneguetti, diretor administrativo e financeiro da Usina Santa Terezinha, região Noroeste do Estado, que possui quatro unidades produtoras. O açúcar está cotado entre de US$ 140 e US$ 150 a tonelada do tipo VHS, sigla em inglês para o produto não- refinado, ainda na forma bruta.
Segundo maior produtor brasileiro de cana-de-açúcar, com uma produção estimada de 23,8 milhões de toneladas, o Paraná vem exportando açúcar em terminais graneleiros do porto de Paranaguá por meio da compra de serviços de outras empresas. Mas, a partir do próximo ano, as usinas usarão uma estrutura própria especializada neste tipo de produto que está sendo instalada no porto com R$ 20 milhões em investimentos, dos quais R$ 14 milhões já aplicados. O novo terminal é resultado da união de oito usinas que administram 12 plantas fabris espalhadas pelo Estado.
“Noventa por cento das obras estão concluídos”, afirma Meneguetti, que também é presidente da Paraná Operação Portuária S.A. (Pasa), empresa criada pelas oito usinas para administrar o terminal. A expectativa é que somente os oito sócios exportem pelo novo terminal 800 mil toneladas na próxima safra, que começa em abril de 2002. “Mas a estrutura montada tem uma capacidade de cerca de 1,2 milhão de toneladas”, observa Meneguetti. A Pasa também prestará serviços para terceiros, principalmente produtores de açúcar do Mato Grosso do Sul e de São Paulo, que atualmente usam o porto de Santos.
“Já existe interesse dessas indústrias, o que estamos fazendo agora são estudos conjuntos”, garante. A operação das usinas paulistas no porto de Paranaguá seria viável por causa do transbordo ferroviário, que baratearia o transporte de São Paulo até o litoral paranaense. Embora o executivo ainda não saiba fazer uma previsão de faturamento com a venda de serviços para terceiros, o novo terminal significará para os empreendedores uma redução de 50% nos custos da chamada elevação portuária - recebimento da carga, manutenção do produto no armazém e o transporte até o navio. Atualmente, essas operações custam US$ 14 por tonelada.
Com 297 mil hectares de cana-de-açúcar destinados para o processamento industrial, o Paraná recuperou este ano de Alagoas a segunda posição de maior produtor de açúcar e álcool combustível do Brasil. A Alcopar prevê uma produção de 1 bilhão de litros de álcool, volume 25,1% maior que os 799 milhões de litros fabricados na safra passada. Segundo levantamento de Alcopar, os produtores paranaenses haviam moído 21 milhões de toneladas de cana-de-açúcar até o último dia 15. Este ano, o Brasil deverá produzir entre 270 milhões de toneladas e 280 milhões de toneladas de cana em cinco milhões de hectares nas regiões Centro-Sul e Nordeste. Com um clima e solo diferenciados, a safra do Nordeste começou há cerca de um mês. No Paraná, 90% dos canaviais já foram colhidos.
Sadia espera dobrar as vendas d e peru
A previsão de crescimento médio das vendas dos 13 produtos natalinos da Sadia neste final de ano é de 7% a 8% em relação ao mesmo período do ano passado. Estes itens vão chegar ao mercado com preços 6% a 7% superiores a 2000 “representando não mais do que o IPCA, pois o mercado não absorve o aumento total de custos da produção e de matérias-primas ocorrido nos últimos dez meses, de aproximadamente 19%”, diz o diretor de marketing da empresa, César Scartezini.
O produto que mais deverá crescer em vendas é o peru assado resfriado, pronto para consumo. A empresa prevê dobrar as vendas da ave, lançada no ano passado no eixo São Paulo-Rio de Janeiro, com vendas direcionadas aos grandes supermercados. Para este final de ano, a Sadia estendeu a distribuição aos mercados do Paraná, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
O peru assado resfriado é colocado no varejo 25 dias antes das festas porque é uma iguaria pronta para servir. “Necessita somente de aquecimento e pode ser adquirida momentos antes da ceia”, informa o diretor. Para o tradicional peru inteiro temperado congelado, a Sadia prevê um acréscimo de 3% nas vendas em 2001.
A Sadia é líder na produção de perus no Brasil. Detém 85% da produção nacional de 120 mil toneladas por ano. Em 28 anos de comercialização da carne da ave, a empresa desenvolveu estratégias específicas para não depender da sazonalidade do peru inteiro, que tem 90% de aumento de demanda nas festas natalinas em relação aos demais meses do ano. Hoje, os derivados de carne de peru - cortes, embutidos, industrializados congelados e a linha Sadia Light - são muito mais representativos no desempenho financeiro da companhia ao longo do ano todo.
As vendas do peru inteiro no final de ano representam menos de 3% do faturamento da empresa no mercado interno. No ano passado, o segmento de perus foi responsável por 7,5% da receita operacional bruta da Sadia, de R$ 3,26 bilhões. No mesmo período, as exportações de carne de peru representaram 17,2% da receita de vendas externas, de R$ 873,4 milhões. Além dos perus, há vários outros produtos, que vão desde o prato principal até a sobremesa doce. Os lançamentos são o tender de peru e o peito de peru temperado. As novidades juntam-se aos outros 11 produtos da linha festiva.
Colunistas
NOMES & NOTAS
Unisul
A Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) e a Universidade Federal de Pernambuco foram selecionadas para integrar a Rede Interamericana de Formação em Educação e Telemática, um consórcio internacional de oito instituições criado para aprimorar a oferta de ensino a distância. As outras universidades da rede são de Cuba, Costa Rica, México e Canadá.
Recorde
O Weinmann Laboratório estabeleceu um novo recorde na Região Sul do País ao realizar, num único dia, 2 mil atendimentos, com 96% de satisfação dos clientes atendidos. A empresa atua em Porto Alegre e na sua região metropolitana, num total de 12 unidades. O presidente do Weinmann, Rubens Hemb, diz que o recorde só foi possível por causa do modelo de gestão participativa da empresa, focado na qualidade do atendimento e de processos.
Factoring
O setor de factoring gaúcho deverá fechar o ano com um crescimento médio de 7% a 8% em suas operações em relação a 2000. A previsão é do presidente do Sindicato das Sociedades de Fomento Mercantil - Factoring, Olmiro Lautert Walendorff. Para 2002, a expectativa do setor gira numa expansão de 15% em função do crescimento das safras e da reabertura das exportações de carne.
Treinamento
A Betha Sistemas, de Criciúma, interior catarinense tem inscrições abertas às prefeituras e demais órgãos públicos usuários dos seus programas para o treinamento da nova versão do Sistema Administrativo Público Orçamentário, que estará a disposição de todos os usuários a partir do próximo mês. Cerca de 60% das prefeituras catarinenses utilizam os sistemas da Betha.
Justiça
A segunda instância do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região julgou, nos 10 primeiros meses do ano, 36.963 processos contra 30.543 do mesmo período do ano passado.Isso corresponde a um incremento de 21,02% no volume de julgamentos. Esta parcial já supera os 36.996 processos julgados durante todo o ano de 2000. A previsão é de que, até o fim deste ano, o número de julgamentos chegue a 42 mil processos. Os dados são da Secretaria do tribunal Pleno e do Órgão Especial do TRT da 4ª Região.
Pólo Automotivo
A 5ª Pesquisa do Programa Paraná Automotivo será divulgado hoje, em Curitiba. O levantamento de dados, realizado pelo Sindimetal/PR e Sebrae/PR, com apoio Tecpar, é feito desde 97 e traça um perfil das empresas do setor metalmecânico instaladas no Estado. Nesse ano, foram pesquisas 73 empresas, O evento acontece na sede do Sebrae paranaense.
Ossca no CIC
A Orquestra Sinfônica de Santa Catarina apresenta-se no Teatro do CIC nesta terça-feira, às 21 horas. No programa, obras dos compositores catarinenses Aldo Krieger e Edino Krieger, regidas pelo maestro José Nilo Valle. O ingresso é um quilo de alimento não perecível.
Ações ambientais
A Tetra Pak, fabricante de embalagens longa vida, está ampliando seus investimentos em educação ambiental em Santa Catarina. A empresa patrocina campanhas educativas incentivando o recolhimento e reciclagem de suas embalagens em Blumenau e Pomerode e passou a ter representantes para iniciativas semelhantes em Arabutã, Faxinal dos Guedes, Ipumirim, Irani, Lindóia do Sul, Vargeão, Vargem Bonita e Xavantina.
Gastronomia
São de Florianópolis os três finalistas da Região Sul no concurso gastronômico Nestlé Toque d’Or 2002, que vai indicar o melhor chef de cozinha brasileiro em abril do próximo ano. Antônio Carlos Ilha, do restaurante Finotratto; Elismar da Silva, da trattoria La Padella; e Moacir Selau, do Hotel da Praia, conquistaram os três primeiros lugares da semifinal regional disputada por 13 candidatos de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.
Badesc
A Agência Catarinense de Fomento S.A.(Badesc) inaugurou ontem sua nova sede, no prédio onde antigamente funcionava a prefeitura de Florianópolis, na rua Almirante Alvim. A restauração do edifício custou R$ 1,5 milhão.
Ufsc esclarece LRF
A Universidade Federal de Santa Catarina promove um curso de controle de custos para pequenos municípios, visando facilitar a adaptação das prefeituras à Lei de Responsabilidade Fiscal. O público-alvo são os gestores públicos como prefeitos, secretários, vereadores e profissionais interessados no assunto. O curso está marcado para esta quarta e quinta-feiras. Inscrições a R$ 200. Informações pelo telefone (48) 234-34-07.
Medalha
Sete personalidades que têm ou tiveram participação ativa na difusão da cultura em Santa Catarina receberão nesta terça-feira o Medalha do Mérito Cultural Cruz e Souza, concedida pelo governo do Estado. Os agraciados deste ano são o poeta e editor Alcides Buss, o maestro Carlos Alberto Angioletti Vieira, o arquiteto Dalmo Vieira Filho, o jornalista e cinéfilo Herbert Holetz, o historiador Licurgo Costa, o pintor Silvio Pléticos e o poeta Marcos Konder Reis (post mortem).
Informações do mar
O Laboratório de Hidráulica Marinha da Universidade Federal de Santa Catarina instala nesta quarta-feira um ondógrafo direcional, ao largo da Ilha de Santa Catarina, em mar aberto. O aparelho mede os movimentos marítimos, permitindo aos estudiosos calcular e tornar de domínio popular informações como a altura, direção e período de maior energia das ondas. O serviço será oferecido às associações comunitárias de pescadores.
Leilão
A Alfândega da Receita Federal em Florianópolis leiloa mercadorias apreendidas de pessoas jurídicas nesta quinta-feira, em sua sede (Rua Tenente Silveira , 299), a partir das 15 horas. Todos os bens são de procedência estrangeira. Os lotes incluem partes e peças de equipamentos de informática, eletro-eletrônicos, óculos e lentes de contato, automóveis, motocicletas e bicicletas, varas, molinetes e acessórios para pesca e sistemas de alarme. As empresas interessadas em participar do leilão devem inscrever-se previamente. Informações pelos telefones (48) 229-13-00 e 229-13-09.
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11/27/2001
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