BB, CEF E BANESPA PODEM TER SUPERESTIMADO CRÉDITOS, DIZ ADVOGADO



Entre as denúncias feitas contra a condução do processo de falência da construtora Encol pelo juiz Avenir Passo de Oliveira, o advogado Paulo Vianna declarou que o magistrado efetuou pagamentos indevidos aos principais bancos credores da empresa: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banespa.Segundo Vianna, os bancos oficiais estão reclamando valores muito acima do que foi efetivamente emprestado à Encol com o objetivo de gerar honorários advocatícios decorrentes de uma eventual redução no valor devido. Essa superestimativa, na interpretação o advogado Neiron Cruvinel, também interessaria os bancos para, em seus balanços, justificarem ser possuidores de créditos superiores aos reais.No caso da Caixa, por exemplo, a Encol teria tomado R$ 17 milhões emprestado e, segundo Vianna, hoje, pleiteia mais de R$ 500 milhões indevidamente. "Uma redução de R$ 500 milhões, produziria honorários de R$ 50 milhões", denunciou.Baseado nas acusações dos advogados de que as cobranças não são legítimas, o presidente da CPI do Judiciário, senador Ramez Tebet (PMDB-MS), formulou requerimento a fim de pedir explicações das instituições financeiras. O senador Maguito Vilela (PMDB-GO) solicitou ainda que os fatos apresentados à comissão sejam encaminhados também ao Banco Central, para conhecimento.

04/08/1999

Agência Senado


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