BERNARDO CABRAL FAZ APELO A MINISTROS EM FAVOR DE EMPREGADOS DA ELETRONORTE
O senador Bernardo Cabral (PFL-AM) apelou hoje (dia 19) aos ministros da Fazenda, do Planejamento, da Casa Civil e da Indústria, do Comércio e do Turismo para que o Conselho Nacional de Desestatização fixe em 70% o deságio sobre o preço mínimo do leilão da Eletronorte, como forma de viabilizar a participação do Clube de Investimento e Participação dos Empregados da empresa, o Investinorte, que representa cinco mil funcionários da ativa e aposentados.
Cabral leu carta da Investinorte explicando que o deságio de 70% sobre o preço mínimo do leilão já foi consagrado por todas as privatizações anteriores de empresas federais, uma vez que viabiliza aos empregados financiar a compra das ações das empresas desestatizadas.
O senador explicou que os empregados só podem adquirir ações da empresa privatizada mediante financiamento do BNDES e que a única garantia possível para o financiamento são as próprias ações adquiridas. Por isso, continuou, o valor das ações dadas como garantia devem atingir um mínimo de duas vezes o valor do financiamento.
Bernardo Cabral lembrou que foi de 70% o deságio estabelecido para os empregados nas privatizações das empresas Copesul, PQU, Açominas, Petroflex, Fosfértil, CST, Cosipa, Usiminas, Embraer e Acesita. Apenas do caso da Companhia Vale do Rio Doce os empregados negociaram um deságio de 66% em troca de um maior percentual de ações, 6,31% das ações preferenciais da companhia.
- Trata-se de um pensamento enganoso, a suposição de que o governo arrecadaria mais com um deságio menor, pela venda das sobras das ações aos novos controladores. Ocorre que os atravessadores do mercado de capitais negociam esta parcela das ações não compradas pelos empregados, pagando uma bagatela, muito abaixo do valor do ágio do leilão, frustrando o que o governo pretendia arrecadar. Nesta situação, o governo não arrecada mais, os empregados são prejudicados, assumindo ainda um risco fiscal, e a participação dos empregados na administração das novas empresas torna-se debilitada ou mesmo impossibilitada - afirmou.
19/05/1998
Agência Senado
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