Botelho diz que identificação com as políticas públicas do governo o levou ao PT
Ao anunciar sua filiação ao Partido dos Trabalhadores, ocorrida na quarta-feira (14), o senador Augusto Botelho (PT-RR) afirmou, em discurso nesta quinta-feira (15), que tomou a decisão devido a sua identificação com as políticas públicas do PT à frente do governo federal. Ele deixou o PDT, partido pelo qual afirma nutrir o mais profundo respeito.
- O móvel dessa mudança que fiz, e isso precisa ser frisado, não se finca no meu interesse pessoal. Pretendo engrossar as fileiras na construção dessas políticas públicas, fazendo com que elas posam ser dinamizadas e concretizadas com mais proficiência no meu estado - afirmou.
Botelho disse que o Produto Interno Bruto do seu estado representa 0,11% do PIB nacional e ressaltou a gravidade dos problemas associados à posse da terra e a questões ambientais.
- Roraima é um estado que ainda necessita de vigorosa contribuição do governo central para poder caminhar com suas próprias pernas- disse o senador, acrescentando que seu objetivo, agora integrando o PT, será o de lutar para encontrar um meio termo entre, por um lado, a preservação ambiental e a preservação da cultura indígena e, por outro, o desenvolvimento econômico.
Em nome do PT o senador Sibá Machado (AC) saudou o novo membro da bancada do partido no Senado, que agora passa a ter 13 integrantes. O senador Delcídio Amaral (PT-MS) ressaltou que Augusto Botelho "é uma pessoa que tem uma história bonita no estado de Roraima e é respeitado por seu povo". Os senadores Heráclito Fortes (PFL-PI) e José Jorge (PFL-PE) também apartearam o orador.
14/12/2006
Agência Senado
Artigos Relacionados
Governo anuncia políticas públicas para Semiárido
Sarney: PMDB participará da formulação de políticas públicas do governo Dilma
Arthur Virgílio aponta fracasso nas políticas públicas do governo Lula
Serra institui Conselhos de Governo com finalidade de promover integração de políticas públicas
Comissão mista vai avaliar Plano Nacional de Educação e políticas públicas do governo
No Brasil, empresários, governo e ONGs buscam convergência nas políticas públicas de clima e biodiversidade