Brasil cria frentes de proteção às exportações de frango



O Brasil está engajado em duas frentes para proteger suas exportações de frango para a União Européia, com 300 milhões de consumidores. Em Bruxelas, a missão brasileira apresentou ontem proposta à Comissão Européia, o braço executivo da UE, para evitar a inspeção de 100% dos desembarques de frango, imposta desde a descoberta de nitrofurano em algumas importações. Em Genebra, os diplomatas preparam-se para apresentar uma queixa contra a decisão européia de reclassificar a entrada de frango salgado, que provocou a elevação da tarifa de 15% para 102,4%.

A questão mais imediata é o problema do nitrofurano, substância reconhecidamente tóxica, que apareceu em alguns embarques brasileiros. A UE acionou um mecanismo de detecção total dessa substância. O Brasil argumenta que a inspeção de 100% é excessiva. Abrir todos os containers com o produto perecível terá implicações comerciais. A alternativa do Brasil é de a UE controlar alguns containers de empresas onde a incidência foi maior.

Argentina
Durante sua breve visita à Argentina, o presidente da Petrobrás, Francisco Gros, disse que este é o momento para investir no país porque as empresas estão baratas. De acordo com Gros, há um ano a companhia petrolífera Perez Companc, do grupo Pecom, valia quatro vezes mais do que valia do vale hoje. Desde que foi anunciada a operação em julho passado, Gros tornou-se uma figura de destaque na imprensa local.



10/10/2002


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