Caixa 2 do PT tem até Rasputin







Caixa 2 do PT tem até Rasputin
Codinome faz parte de agenda, com bicheiros e autoridades, que foi apreendida com tesoureiro gaúcho.

O presidente do Clube de Seguros da Cidadania, o petista Diógenes de Oliveira, uma das 42 pessoas indiciadas pela CPI da Segurança Pública da Assembléia do Rio Grande do Sul, usava codinomes para se referir a autoridades, empresários e bicheiros em suas anotações pessoais.
O Clube é apontado como o arrecadador do PT de recursos não declarados e que teriam sido usados na campanha eleitoral ao governo do estado. Com essas doações ao chamado Caixa 2, inclusive de banqueiros do jogo do bicho, comprou o prédio que cedeu para sede do partido em Porto Alegre.

Os codinomes estavam nas agendas apreendidas na casa do petista, apontado como tesoureiro do PT. O governador Olívio Dutra é tratado por Truta, seu chefe de gabinete, Laerte Meliga, por Rasputin, o atual presidente e ex-tesoureiro do PT, Davi Estival, por Estivador, o sócio Daniel Verçosa por Versalhes e o ex-chefe de Polícia Luiz Fernando Tubino por Tubo.
As agendas também contêm anotações sobre Whisky e Mudo, que seriam os bicheiros João Carlos Franco Cunha e Evaristo Mutte, sócios do Bingo Roma, em Porto Alegre. O empreiteiro Athos Cordeiro, um dos doadores que auxiliaram na compra da sede do PT, é identificado como Agnus Dei. As deduções do relator Vieira da Cunha (PDT) são reforçadas pela quebra do sigilo telefônico do petista.

"As agendas fornecem indícios de ligação do senhor Diógenes inclusive com algumas figuras notoriamente ligadas à contravenção", afirma o deputado pedetista. Em uma gravação obtida pela CPI, Diógenes disse ao delegado Tubino que ele e o PT tinham relação "muito estreita com o pessoal do Carnaval e do jogo do bicho". No depoimento aos parlamentares, entretanto, alegou que havia feito uma bravata e que não conhecia nem nunca tinha recebido qualquer doação de bicheiro.

O petista reconheceu apenas ser amigo de Evaristo Mutte, no que não foi mais questionado pela oposição, por tratar-se de um assessor do PFL, partido de um dos subrelatores da CPI. "Não sabia que o Mutte era bicheiro", tergiversou um dos membros da comissão há dois dias.
De acordo com o relator, a agenda de 1998 também registra ingresso de recursos no clube que, somados, superam o montante de R$ 2 milhões. O valor da campanha de 1998 declarado pelo PT à Justiça Eleitoral foi de R$ 2,4 milhões. Na conversa com Tubino, Diógenes se define como responsável por arrecadar "no atacado" e chega a dizer que a campanha teria custado entre R$ 5 milhões e R$ 6 milhões.

Olívio Dutra vai à Justiça
O governador Olívio Dutra, que foi indiciado pela CPI, afirmou ontem que o relatório, aprovado quarta-feira à noite, não tem consistência jurídica ou provas para pedir a abertura de um processo por crime de responsabilidade contra ele. A afirmação foi feita durante a entrevista coletiva, no auditório Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini, ao lado de secretários, assessores e lideranças petistas.

Olívio Dutra garantiu que irá ingressar no Judiciário para reparar eventuais danos materiais e morais produzidos pelo relatório.
O governador afirmou que cabe ao PT decidir sobre o destino do presidente do Clube de Seguros da Cidadania, Diógenes de Oliveira, e sobre a sede da entidade, cedida ao partido. Segundo Dutra, a atitude de Diógenes, de usar seu o nome em uma conversa com o então chefe de Polícia, Luiz Fernando Tubino, para pedir menos rigor no combate à contravenção, é repudiada. Depois da divulgação do conteúdo da conversa com Tubino, Diógenes garantiu que usou o nome do governador indevidamente, dando um "carteiraço".

Sobre a sede do PT e a relação do partido com o Clube da Cidadania, Olívio voltou a afirmar que não cabe ao governo decidir sobre a questão, mas à legenda. A CPI investigou a origem dos recursos para a compra da sede. No relatório, o deputado Vieira da Cunha (PDT) informou que não ficou claro de onde viria o dinheiro.

As acusações da CPI
A CPI da Segurança Pública pediu a abertura de processo de impeachment por improbidade administrativa contra o governador Olívio Dutra, devido à tentativa de legalizar os jogos eletrônicos no estado.
O governador petista é também denunciado por crime eleitoral e os dirigentes do Clube de Seguros da Cidadania, entidade que arrecadou doações ao partido, por formação de "quadrilha ou bando". Estão também na lista delegados, bicheiros e o filho do governador, Espártaco Dutra.
A CPI também deverá encaminhar à Justiça Eleitoral uma representação por crime eleitoral contra Olívio devido aos supostos serviços prestados pela empresa de transportes Planalto na campanha de 1998 e não declarados pelo PT.


Distrito Federal usará urna diferente na eleição de 2002
Mas técnicos da Justiça Eleitoral ainda discutem a segurança e o controle do voto eletrônico.

O Distrito Federal deverá ter uma eleição diferente no ano que vem. Será, provavelmente com Sergipe, uma das duas unidades da Federação a usar as novas urnas eletrônicas que emitirão uma cópia escrita do voto. O eleitor não poderá tocar nela, pois estará protegida por um visor. Mas poderá cancelar o voto – e votar de novo – caso apareça um resultado diferente do que pretendia.
Mesmo assim, a segurança das urnas eletrônicas está em discussão. O assunto ganha espaço perto de mais uma disputa eleitoral, cujo processo já começa a ganhar as ruas. Preocupados em garantir a transparência do sistema de votação e apuração eletrônica, os trabalhadores do Judiciário iniciaram o debate sobre o assunto no Seminário Nacional sobre a Justiça Eleitoral, realizado, ontem, no Hotel Nacional.

Gerino Xavier, diretor de Negócios e Tecnologia da Bisa Tecnologia de Informação, questionou a falta de acesso ao processo eletrônico por parte dos representantes de partidos políticos e de técnicos. "Nenhum modelo de informação, do mais simples ao mais complexo, é 100% seguro. Precisamos ter acesso ao processo para poder avaliar", afirma ele.
Sua proposta é que a Justiça Eleitoral abra espaço para que os partidos possam realizar auditorias técnicas antes e depois das votações e tenham condições de fiscalizar melhor o funcionamento das urnas durante o processo eleitoral.

Xavier admite que até o momento o sistema de urnas eletrônicas tem funcionado bem. Sua preocupação é que partidos e Justiça Eleitoral fiquem reféns de surpresas ao longo de alguma eleição. "Temos que estar organizados até para prever possíveis falhas, que possam gerar até mesmo uma crise de confiabilidade no sistema", justifica.
Segundo Xavier, um dos maiores problemas é o fato de o Tribunal Superior Eleitoral (TRE) não deter o conhecimento sobre a tecnologia utilizada no sistema eletrônicos. O serviço é terceirizado. "Tecnologia não se transfere. Se compra e se vende", afirma ele.

O especialista em tecnologia considera que poderia ser positiva a idéia de se imprimir os votos registrados nas urnas eletrônicas. Para ele, até uma questão cultural do brasileiro que está acostumado a ver tudo registrado em papel, poderia dar maior segurança ao processo.
Jacqueline Albuquerque, coordenadora da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário, entidade organizadora do evento, a proposta é abrir a discussão sobre a questão da segurança para a sociedade e grupos organizados. "Queremos esgotar a discussão em outros eventos e apresentar sugestões aos órgãos competentes", explica ela. Em geral, de acordo com Jacqueline, os partidos são convidados a acompanhar o funcionamento das urnas antes do pleito. A checagem, entretanto, não aprofunda informações sobre o funcionamento da máquina, se restringindo a explicações superficiais.

Como o eleitor vai votar < BR>O eleitor digita o número do candidato, confere se o nome, número e foto correspondem aos do escolhido e aperta o botão confirma. Até aí, tudo como na eleição passada.
Diferentemente do que ocorria antes, ao terminar a votação aparece, protegida por um visor, uma cédula com todas as opções feitas pelo eleitor.
Ele as confere, uma a uma, e se estiverem corretas, confirmará novamente. O voto estará dado.
Caso não correspondam às escolhas feitas, o candidato anulará a cédula - e por tabela o registro eletrônico. Votará novamente.
Se, uma vez mais, o voto não coincidir com sua opção, ele votará em separado.


Em pauta, mudanças no Judiciário
Os funcionários da Justiça Eleitoral não restringiram os debates no seminário à questão da segurança. Um dos temas abordados no evento foi a reestruturação da Justiça Eleitoral.
Segundo Jacqueline Albuquerque, coordenadora da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário, é preciso formar um quatro de magistratura especializado para a Justiça Eleitoral. "Até agora, funcionamos com desembargadores estaduais e juízes de outros tribunais cedidos para a área", explica.

Os tribunais regionais eleitorais se compõem de dois desembargadores, dois juízes de primeira instância, um juiz federal e dois advogados. Já o Tribunal Superior Eleitoral inclui três ministros do STF, dois do STJ e dois advogados. Todos têm mandatos de dois anos.
Jacqueline defende a realização de concursos para seleção de uma magistratura própria para o Tribunal Superior Eleitoral e seus órgãos regionais.

Da mesma forma é reivindicada a especialização do quadro funcional. Ela não tem números exatos, mas afirma que a maioria dos funcionários da Justiça Eleitoral são cedidos de outros órgãos. "Isso causa muitos problemas, até mesmo de apadrinhamento dentro do órgão, o que pode comprometer o processo democrático", reclama.
O Seminário Nacional sobre a Justiça Eleitoral, ocorreu durante todo o dia de ontem. Ao final, os participantes pretendiam aprovar uma carta de resoluções, abrindo, assim, o debate sobre os temas que consideram mais questionáveis dentro do setor e abrindo a discussão para outras áreas.


Suassuna passa feriado no batente
O novo ministro da Integração Nacional, senador Ney Suassuna (PMDB-PB), resolveu trabalhar ontem, no feriado pelo Dia da Proclamação da República, e despachou com assessores no ministério. Ele chegou às 8h e passou o dia avaliando as ações e programas de sua pasta. Suassuna disse ontem que sua prioridade a partir da próxima semana será convencer os relatores do Orçamento de 2002 a ampliarem para R$ 4 bi as dotações do seu ministério.


FHC estica até domingo no sítio
O presidente Fernando Henrique Cardoso viajou ontem para seu sítio em Ibiúna, no interior paulista. O presidente e sua comitiva chegaram às 12h à cidade, em dois helicópteros Pantera, do Exército. Fernando Henrique estava acompanhado pela primeira-dama Ruth Cardoso, a filha Beatriz, netos e de amigos dos seus netos. O avião presidencial decolou de Brasília e aterrissou no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Ele deve ficar no sítio até domingo.


São Paulo já procura o seu vice
O governador em exercício de São Paulo, Walter Feldman (PSDB), presidente da Assembléia Legislativa, disse ontem que deverá sair dos partidos aliados do PSDB - o PTB, PFL e PPS - a indicação do candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo governador Geraldo Alckmin para o governo paulista. Feldman negou que seu nome tenha sido indicado, embora admita que algumas correntes do PSDB tenham essa preferência.


Artigos

Vencer ou vencer
José Roberto Lima

Vencer ou vencer. Esta máxima vale para qualquer situação da vida. Não interessa se a seleção brasileira jogou bem ou mal. Aliás, contra o timeco da Venezuela não valeria mesmo um esforço sobre-humano. Não interessa se fosse feito um gol apenas, de mão ou de bunda. Precisamos parar de ficar exigindo de seres humanos, de gente de carne e osso, que se portem como deuses. Só os jornalistas ousam exigir a perfeição de quem jamais será perfeito.

A própria seleção de 70, aquela considerada o supra-sumo de todas as seleções, chegou ao tricampeonato recheada de falhas memoráveis. Tostão cansou de enumerá-las em suas crônicas, aqui mesmo no caderno Torcida.
Portanto, o que a equipe de Felipão fez foi cumprir sua obrigação de colocar o Brasil na Copa de 2002. Se venceu só por 3 x 0 está bom demais. Se levou o jogo contra a Venezuela na valsa, no segundo tempo, quem gosta mesmo do seu país entendeu.

O que a gente não admite é perder, fazer feio, dar vexame. Ninguém gosta de levar desaforo pra casa. Especialmente de argentino. Imaginem um vexame brasileiro diante da Venezuela. Poderia até terminar em guerra. Contra os pelasacos argentinos, claro.
Falar em guerra, a classificação brasileira, pelo menos para alguns de nós, tem o mesmo sabor de vitória da Aliança do Norte sobre os talebans.

Para aqueles afegãos que passaram cinco tenebrosos e obscuros anos obrigados a esconder os rostos sob véus e barbas, sem ter o prazer de chutar um bola, com seu estádio de futebol transformado em arena de execuções, foi um alívio comparável a uma classificação para a Copa do Mundo. Guardadas as devidas proporções.
Afinal, nós, brasileiros, não temos essa tradição de guerra. Nossa batalha é urbana e, embora possa ser até mais cruel e sanguinária que uma guerra declarada, ficamos com a impressão de que somos um povo livre: para fazer a barba quando quisermos, tirar a roupa onde quisermos, e até para matar a quem quisermos.
A gente não queima índio em praça pública? Não mata adolescentes inocentes em padarias? Não se mata diariamente, jogando os carros uns contra os outros nas vias públicas? Então, quer liberdade maior do que isso?

Se você não gostou da classificação, que se dane, ó meu! Vá torcer para a Argentina. Nós, brasileiros, gostamos e vamos continuar torcendo, agora com a devida seriedade que essa torcida exige de uma equipe que deverá se preparar para ganhar um pentacampeonato, não para cumprir agenda ou se gabar de nunca ter deixado de participar de uma Copa do Mundo.


Colunistas

Claudio Humberto

Fraude brasileira no Paraguai
Novo escândalo envolve o ex-embaixador brasileiro Tarcísio Marciano da Rocha, retirado da Líbia sob a acusação de pedir propina, por escrito, à Construtora Mendes Júnior. Dono da Munus Operis Empreendimentos e Participações, ele cobrou 25% de comissão e levou US$ 3,7 milhões para informatizar a Previdência do Paraguai. Segundo o jornal ABC Color, a sede da Munus em Matozinhos (MG) é fantasma. O sistema foi entregue fora do prazo, não funciona, e o software é em português.

Seqüestrador no caminho
O assunto persegue o governador Anthony Garotinho: orgulhoso da redução de seqüestros no Rio, que segundo ele caíram de 150 por ano para apenas cinco, será recebido hoje em Fortaleza por um deputado, Giovani Sampaio (PSB), que nomeou como assessor, na Assembléia, Fernando Simplício, seqüestrador sentenciado a 25 anos de cadeia.

Pensando bem...
...se George W. Bush descobrir qual é a mão direita e levantar, periga adquirir aquele perigoso cacoete: Heil!

Compaixão pela metade
Os brasilienses estão divididos quando o assunto é a volta do ex-senador José Roberto Arruda à política. Para 48% dos entrevistados pelo Instituto Futura (do Espírito Santo), Arruda – que violou o painel eletrônico do Senado – merece nova chance. Outros 47% acham que não. Filiado ao PFL, ele vai concorrer a deputado federal.

Amigo é para essas coisas
O ministro Francisco Dornelles (Trabalho) emp regou no Sebrae a mulher do presidente de uma autarquia federal, que diz cobras e lagartos dele. O ingrato apadrinhado também não se vexou de usar um ônibus do Sebrae, com animadores infantis, para festejar o aniversário da filha, no interior do Rio. E ainda empregou o genro de Fernando Barbosa Lima, da TVE.

Preju realizado
A Telecom Italia reconheceu ontem o prejuízo de 90% dos investimentos que realizou na Globo.com. Ou seja, dos US$ 850 milhões investidos (em 30% do portal), US$ 790 milhões foram para o espaço virtual.

“Queima” vergonhoso
O Banco do Brasil de Nova York preferiu vender a repatriar o seu valioso acervo de obras de arte, por falta de espaço para elas, na nova sede. Só um conjunto de três telas do artista Sérgio Camargo, pintadas no ano de 1968, em Paris, avaliadas em US$600 mil, vai a leilão nesta segunda, por um preço estimado no site da Christie’s entre US$70 mil e US$90 mil.

Nova dupla
Dez dias depois de oficializar a sua separação de Duda Mendonça, o marqueteiro João Santana segue em frente com outro sócio, o jornalista Mário Rosa, que deixa a área de administração de crises para se dedicar ao marketing político. Eles vão criar a primeira empresa brasileira de relações públicas, segundo o modelo consagrado nos Estados Unidos.

Tem ou não tem?
O Miami Herald insiste: a Tríplice Fronteira tem terroristas: imigrantes de Ciudad del Leste e muçulmanos presos na região teriam ligações com a rede de Osama bin Laden. O mistério deverá ser resolvido dia 17 de dezembro, numa reunião de Brasil, Argentina e Paraguai com os homens de preto americanos.

Tango taleban
A Argentina parece até as Torres Gêmeas: desabou de uma vez só, mas difícil mesmo é recolher os escombros.

O que é isso, companheiro?
A agenda do ex-petista à força Diógenes de Oliveira, presidente do Clube de Seguros da Cidadania, revelou codinomes do caixa do jogo do bicho: o governador Olívio Dutra era “Truta”; “Rasputin”, o chefe de gabinete; o ex-tesoureiro do PT era “Estivador”, e “Tubo”, o ex-chefe de polícia, Luiz Tubino. Pois é: a truta do Rasputin estivador entrou pelo tubo.

Cruzada lusa
Temos um passado de luta contra os mouros, os fundamentalistas do Descobrimento. Pero Vaz de Caminha morreu num ataque à feitoria de Calicut, na Índia, que Cabral estava montando. Nosso descobridor canheou a cidade à moda Bush. Prendeu e amarrou 600 mouros em seus próprios navios, queimando-os vivos.

Hay gobierno?
...a indústria bélica americana parece até o PFL: sempre a favor do governo, e levando vantagem.

Questão de números
O presidente da ECT, Hassan Gebrin, diz que a estatal “pagou apenas R$ 225 mil” pelo patrocínio de eventos esportivos do ex-senador Luiz Estevão. Apesar de autorizar despesas de quase um quarto de milhão, Gebrin jura que não sabia “quem estava por trás” da promoção. Ah, bom.

Terror na Rede
Nada que o mundo desconheça, mas já está disponível em português em http://terrorismo.embaixada-americana.org.br/rede.htm o livreto “Rede de terror”, que o Departamento de Estado dos EUA lançou em Washington. Descreve os ataques terroristas de 11 de setembro, relata a caçada aos responsáveis e a razão de atacar a rede terrorista de Osama bin Laden.

PODER SEM PUDOR

O dono da renúncia
Prefeito de São Paulo pela segunda vez, Jânio Quadros se viu obrigado a conviver com uma instituição que deplorava: o Tribunal de Contas do Município. Num almoço com os conselheiros do TCM, alguns deles amigos seus, de longa data, o papo girava em torno da sua polêmica renúncia à Presidência da República. Todos tinham opinião sobre o assunto e não deixavam Jânio falar. Farto de ouvir explicações sobre seu ato, que aliás nunca explicou inteiramente, Jânio perguntou ao mais falante:
– Perdão, mas quem renunciou fui eu ou foi o senhor?


Editorial

Presos em recuperação

As penitenciárias brasileiras, em sua maioria, funcionam como escolas de graduação para o crime. Presos, condenados por pequenos delitos, saem de suas celas com especialização em várias modalidades previstas no Código Penal. Aqui, em Brasília, contudo, o Complexo Penitenciário da Papuda trilha há tempos o caminho oposto, ao acreditar verdadeiramente na recuperação dos presos, oferecendo-lhes atividades profissionais enquanto cumprem suas penas.

Na segunda-feira passada, mais 43 máquinas de costura foram instaladas na oficina da Papuda. Nelas, os presos confeccionam uniformes e outras peças têxteis. O projeto é financiado pelo Departamento Penitenciário do Ministério da Justiça, com apoio da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap).
A ampliação da oficina, com a chega das novas máquinas, tem como objetivo ampliar o número de detentos atendidos no Distrito Federal. Atualmente, há cerca de 500 presos da Papuda trabalhando na prisão, em várias atividades, e cerca de 600 em atividades externas.

O exemplo da Papuda prova que é possível apostar na recuperação dos presos, desde que lhes seja oferecida a oportunidade de aprendizado, trabalho e recreação. De outro modo, a sociedade estaria apenas financiando o "aperfeiçoamento" de bandidos.


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11/16/2001


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