Calheiros diz que CPI não deve ter mais de seis assinaturas do PMDB



O requerimento das oposições para criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar denúncias de corrupção não deverá contar com o apoio de mais de seis dos 27 senadores do PMDB, afirmou nesta segunda-feira (dia 26) o líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL). Ele disse que, a princípio, a bancada não deverá mais reunir-se para tratar do assunto.

Os seis senadores peemedebistas que já assinaram o requerimento, ou que se comprometeram a apoiar a CPI, são José Fogaça (RS), Pedro Simon (RS), Jader Barbalho (PA), Maguito Vilela (GO), Roberto Requião (PR) e José Alencar (MG). Alguns deles, conforme Renan Calheiros, assinaram "por contingências partidárias em seus estados".

- A quem interessa esta CPI? A quase totalidade dos fatos listados para investigação já está até mesmo no Ministério Público e muitos são fatos denunciados por conta de uma briga pessoal. Não vejo o interesse do país por trás do requerimento das oposições para se criar a CPI - afirmou o líder peemedebista.

Também já assinaram o requerimento os 16 senadores da oposição e o senador Antonio Carlos Magalhães. Assim, das 27 assinaturas mínimas de senadores para se criar uma CPI, as oposições já contariam com 23 nomes. O requerimento prevê a criação de uma CPI mista de deputados e senadores e, na Câmara, o número de adesões estaria próximo de 130 - o mínimo é de 171 deputados.

26/03/2001

Agência Senado


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