Calheiros reivindica renegociação das dívidas dos pecuaristas alagoanos
Segundo o senador, uma boa solução seria um programa de distribuição de leite para crianças carentes, nos moldes dos que já existem em Pernambuco, Distrito Federal e Rio Grande do Norte. "É um absurdo que as multinacionais paguem R$ 0,30 pelo litro de leite que, depois de pasteurizado e embalado, é vendido por R$ 0,90 o litro nas cidades. A medida viria a beneficiar os produtores e as crianças", disse.
A questão da inadimplência bancária é um segundo problema que vem afligindo os produtores e, nos moldes da legislação em vigor, afirmou Calheiros, é insolúvel. Com juros estratosféricos aplicados sobre o estoque da dívida de R$ 300 milhões, é impossível pagar, garantiu o senador.
Calheiros lembrou que a bacia leiteira de Alagoas, com produção de 450 milhões de litros/dia, é a maior das regiões Norte e Nordeste, com 18 municípios, 3.500 produtores e 100 mil empregos. A deterioração dos preços do leite está empurrando o setor para a falta de rentabilidade, a ausência de novos investimentos e a inadimplência bancária. Sem solução viável, pode transformar-se num problema social que, aliás, é o mesmo da agricultura como um todo, alertou o senador.
Frente a esse quadro, em boa hora, disse Renan Calheiros, "o Congresso Nacional retomou a discussão sobre os encargos nos financiamentos agrícolas. É uma discussão que precisa prosperar até surgir uma solução global".
Em aparte, o senador Mauro Miranda (PMDB-GO) disse que a produção leiteira de Goiás, a segunda maior do país, enfrenta dificuldades muito semelhantes. "Também acredito que a solução passa pela renegociação das dívidas dos pecuaristas e pela distribuição gratuita de leite a crianças carentes", disse.
04/10/2001
Agência Senado
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