Camata pede justiça para fazendeiro no Pará
Na carta, a filha afirma que o pai tem uma fazenda com 50% de mata preservada, em Ourilândia do Norte, no sul do Pará, onde trabalha há 20 anos. A fazenda fica perto da Mineradora Onça Puma, recentemente comprada pela gigante multinacional da mineração Vale, antiga Companhia Vale do Rio Doce. A compra, afirmou a filha, valorizou muito a fazenda, devido à proximidade desta com a cidade, cuja economia dinamizou-se muito com a presença da Vale.
A filha conta que trabalhadores sem terra têm, nos últimos quatro anos, perturbado muito o pai e a mãe, culminando com a invasão da fazenda no último final de semana. Afirmou que a mãe soube do líder dos sem-terra que a intenção é lotear a fazenda e vender os lotes. Disse também que o pai ligou no dia anterior, rezando e chorando ao mesmo tempo, indignado com a falta de justiça no Brasil. Ela se pergunta por que os sem-terra não invadiram a fazenda há 20 anos, quando não havia estrada, luz ou cidade próximas.
Camata disse que não era necessário fazer um discurso, que apenas a carta dizia tudo. Mesmo assim, afirmou que o presidente Lula "tem sido muito bonzinho" com o presidente da Bolívia, Evo Morales, dando àquele país a refinaria da Petrobras, e também tem sido bonzinho com o Paraguai e a Argentina, dando mais dinheiro pela energia gerada em Itaipu, no primeiro país, e mais energia para resolver o gargalo na produção argentina.
- Por que não ser bonzinho - aliás, bonzinho, não; justo - com um pobre brasileiro de 71 anos que trabalhou a vida toda numa propriedade e agora ela é invadida pelos sem-terra? - indagou Camata.
14/05/2008
Agência Senado
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