Camata perguntou a Regina por que não consultou a Mesa do Senado
Regina Borges respondeu que entendia o pedido de Arruda, em nome de Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), como de caráter sigiloso, e decidiu executar o que interpretou como uma ordem envolvendo o menor número de servidores no processo.
- Não direi que não sabia que estava infringindo normas, não sou ingênua, mas achei quer tinha que cumprir a ordem e fui fazer - frisou a funcionária do Senado.
A ex-diretora do Prodasen garantiu também ao senador Gerson Camata (PMDB-ES) que, apesar de ser filiada ao PSDB de Brasília, desde que assumiu a direção do Prodasen nunca mais participou de qualquer encontro político. Da mesma forma, ela asseverou a Gerson Camata que não tinha qualquer "carta na manga" para apresentar no seu depoimento.- Nenhuma das minhas ações no Prodasen teve qualquer cor partidária e tratava todos os partidos com a mesma atenção - acrescentou.
Ao senador José Roberto Arruda, Camata indagou por que ele mandou o seu chefe de gabinete buscar a lista com os votos secretos, e por que ele mesmo não fora apanhá-la. Arruda respondeu que estava com a agenda sobrecarregada naquele dia e, como o documento, conforme combinara com Regina, seria entregue ao presidente Antônio Carlos Magalhães, ordenou ao seu funcionário que o pegasse.
03/05/2001
Agência Senado
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